Estado do Rio recebe Lula

“Não cursei faculdade mas fui o presidente que mais construiu universidades em nosso país”. “Vamos sair sim da senzala!”

“Não cursei faculdade mas fui o presidente que mais construiu universidades em nosso país”. “Vamos sair sim da senzala!”

Na caravana Lula Pelo Brasil, chegou a vez do Rio de Janeiro ser prestigiado com a presença do ex-presidente do país. Luiz Inácio Lula da Silva percorreu diversos municípios e regiões do estado, como Campos dos Goytacazes, Maricá, Itaboraí; além da Baixada Fluminense, os municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu; Zona Oeste, na estação da Cedae, e a UERJ. O PCML e o jornal Inverta cobriram o evento.

Nesta visita que ocorreu entre os dias 7 e 8 de dezembro, trabalhadoras, trabalhadores e estudantes viveram momentos históricos, pois o receberam com grande carinho e apoio.

Lula falou publicamente com a população da Baixada, como na Praça Ruy Barbosa, em Nova Iguaçu, e no campus da Universidade Rural (NI), como também na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O contato com os milhares de trabalhadores da região foi extremamente importante na atual conjuntura que vivemos, de ataque aos direitos da classe trabalhadora, pois o ex-presidente viu e falou sobre os problemas que afetam hoje o país, e recebeu diversas homenagens e expressões de solidariedade.

Lula desabafou com os mais de 10 mil trabalhadores presentes, que se sensibilizaram e se emocionaram com a fala do presidente: “Não sou contra a Lava-Jato, mas tem um ponto dela que não concordo, é a perseguição. Eles foram em minha residência, reviraram meu colchão, meu fogão, toda a minha casa, não encontraram nada, nem dinheiro, nem joias, nada! O que encontraram foram a joia que minha mãe e meu pai me deram, que é meu caráter. No entanto, há mais de 10 processos contra mim. Sabem porque dessa perseguição? Por que a elite não quer que a gente coma churrasco de filé mignon, curse as universidades, tenha nossos carros, eletrodomésticos, frequente os mesmos shoppings que eles e que viajemos de avião”.

Com relação a palavra de ordem Fora Temer, Lula registrou: “Não adianta só falarmos Fora Temer, precisamos identificar as forças que sustentam Temer. As pesquisas diziam que Dilma tinha 8% de apoio popular, agora o Temer tem 1%, tiraram Dilma, e agora o Temer?  Quem o está sustentando? São essas forças que precisam ser vistas”.

Lula também tocou na situação delicada que vive o Rio de Janeiro, falou que o estado não merece o que está passando, que a mídia só fala de violência, mas não fala dos pontos cruciais da população, é preciso dar condições dignas e trabalho para a população, inclusive à polícia, estão acabando com a carteira assinada, agora é trabalho intermitente!”. (Risos).

Lula encerrou sua intervenção abordando a educação: “É preciso investir na educação, nosso país foi o último que trouxe universidade para a nação na história da América Latina, assim mesmo quando trouxe a primeira não foi para beneficiar o povo, foi para dar título a um rei que vinha visitar o país. A elite não quer um povo sábio e soberano, eles querem que continuemos na senzala, por isso eles me perseguem, embora eu não tenha diploma universitário, fui o presidente que em toda a história do Brasil mais criou universidades, não vamos ficar na senzala”.

Ele concluiu dizendo que estava quieto em seu canto, mas que agora… Quando alguém presente ao ato exclamou: “Lula é que nem massa, quanto mais batem mais cresce!”. É só confirmar o dito popular verificando as intenções de voto para 2018 nas sondagens realizadas pelos institutos de pesquisa. Lula até o momento ganha em qualquer situção que foi simulada para as eleições gerais do próximo ano.

E esse era o clima  de esperança que respirava a classe trabalhadora no Centro de Nova Iguaçu:  Lula vem aí!

Osmarina Portal

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) de braços abertos com Lula

O ex-presidente Lula, Luiz Inácio Lula da Silva foi recepcionado na noite de 8 de dezembro de 2017 por uma verdadeira multidão de estudantes, educadores e servidores da universidade, além de militantes sociais de várias organizações, que ao mesmo tempo deram o seu apoio a Lula e realizaram um ato de resistência da própria UERJ que luta contra os ataques dos governos estadual e federal, com os atrasos no pagamento de salários dos servidores e de funcionários, o abandono da instituição, e a ameaça aos estudantes, em sua maioria, filhos e filhas da classe operária.
Lula reafirmou sua solidariedade à comunidade acadêmica e destacou como imprescindível o apoio federal para a UERJ, criticando o governo golpista de Temer e seu pacote de maldades contra o país. (AR)