Reitor da UFSC: vítima dos fascistas modernos

A morte, “suicídio assassinato” do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, conhecido como Cao, abalou as estruturas da UFSC e revoltou a comunidade acadêmica e juristas respeitados da capital do estado barriga verde.

“Sem o direito, prevalece a força e a barbárie” - (Luiz Carlos Cancellier)

A morte, “suicídio assassinato” do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, conhecido como Cao, abalou as estruturas da UFSC e revoltou a comunidade acadêmica e juristas respeitados da capital do estado barriga verde.

A tragédia que levou ao suicídio do reitor é ilustrativa desses tempos tormentosos que o país atravessa, do lavajatismo seletivo entrando em todas as áreas e abrindo espaço para os tipos mais doentios e desequilibrados.

Os jornais cobriram a tragédia tratando o volume de recursos fiscalizados – R$ 80 milhões dos cursos de educação à distância – como se fosse a corrupção final, mas não disseram, não esclareceram que o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo não estava envolvido com essas falcatruas, que o furo sim foi causado por gestões anteriores. A mídia mafiosa acusou Cáo, indevida e maliciosamente, de “ladrão e corrupto” após o anúncio feito pela PF sobre sua prisão. Não permitiram o direito da dúvida ao reitor, mesmo depois de morto. O que se viu, no caso do reitor Cancellier, foi a verdadeira banalização do mal praticando a crueldade com a segurança de quem tem o Estado atrás de si.

Tal comportamento foi assumido pelo corregedor da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, que acusou o reitor, por ter avocado a si a apuração da situação, de tentar obstruir as investigações da operação que levou o nome de “Ouvidos Moucos”.
A figura central da tragédia da UFSC é o corregedor Rodolfo Hickel do Prado.

Foi Hinckel quem solicitou o afastamento do reitor e encaminhou as denúncias à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal e, segundo rumores que correm por lá, instruiu uma professora a gravar uma conversa com Cao.

Esses incidentes levaram o reitor Cancellier a convocar à sua sala o corregedor para que desse explicações sobre o clima de terror que ele estava instalando na UFSC.

O reitor teria dito: “Olha, Rodolfo, você não tem poder coercitivo”. O corregedor sentiu-se desautorizado. Pouco depois, foi apresentada a denúncia ao MPF e à Polícia Federal. Ali, começava a ser montada a tragédia. Esse corregedor é suspeito de ter participado desse crime!

A comunidade acadêmica pede a extinção da ASI/UFSC - a CORREGEDORIA ASSASSINA - que matou o Cao, e exige a demissão SUMÁRIA E IMEDIATA do minúsculo corregedor Hickel! No caso do reitor da UFSC, prevaleceu a força e a barbárie!

Valdir Izidoro Silveira

Engenheiro agrônomo e jornalista,

catarinense residindo no Paraná. Membro do CEPPES