A conjuntura econômica do Brasil em 2017

O IBGE divulgou esta semana a produção industrial do Brasil no mês de maio, registrando uma alta em 10 dos 14 locais pesquisados onde o aumento total da atividade da indústria chegou a 0,8%. O estado com o indicador mais positivo foi o Ceará, com 5,9%, e em segundo vem a Bahia, com 3,6% de expansão. As maiores quedas ocorreram nos estados do Amazonas, com retração de –3,6%, no Espírito Santo, que caiu -1,9%, e em seguida o Rio de Janeiro, com baixa de -1,6%.

O IBGE divulgou esta semana a produção industrial do Brasil no mês de maio, registrando uma alta em 10 dos 14 locais pesquisados onde o aumento total da atividade da indústria chegou a 0,8%. O estado com o indicador mais positivo foi o Ceará, com 5,9%, e em segundo vem a Bahia, com 3,6% de expansão. As maiores quedas ocorreram nos estados do Amazonas, com retração de –3,6%, no Espírito Santo, que caiu -1,9%, e em seguida o Rio de Janeiro, com baixa de -1,6%.


A crise econômica está se refletindo também na inadimplência, que registrou alta de 0,84% de janeiro a junho deste ano em relação ao mesmo período de 2015, subindo de 59,1 milhões para 59,8 milhões de pessoas no total. No primeiro semestre de 2015, o total de devedores no Brasil subiu 3,21% em relação ao mesmo período de 2016, segundo os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Diretores Lojistas (CNDL). E com a alta significativa do desemprego, as dificuldades atingem 39,6% da população entre 18 e 95 anos.


Nos dados do CNDL, mais da metade da população entre 30 e 39 anos (50,44%) era devedora em junho deste ano, um total de 17,2 milhões de pessoas. Na faixa etária entre 40 e 49 anos, o total de inadimplentes atingiu 47,79% e entre 25 a 29 anos chega a 46,58%. A região do Brasil onde existe mais devedores é a Sudeste, com 25,8 milhões, o que equivale a 39,45% da população adulta. O nordeste é a segunda parte do país com mais inadimplentes, 15,7 milhões de consumidores ou 39,34%.


Em junho de 2001, uma série de reportagens intituladas “A Fome no Brasil” no Jornal Nacional da Rede Globo, assinada por Marcelo Canellas e Lucio Alves, mostrava que a cada cinco minutos uma criança morria de fome no país. Antes dos governos do PT na administração federal este era o quadro de miséria da maior parte da população brasileira. Foi o auge do neoliberalismo em nosso país e, hoje, com o Golpe de 2016 e o discurso moralista do combate à corrupção, o quadro se repete. O Brasil está de volta ao Mapa da Fome, com a diminuição dos programas sociais desenvolvidos para mitigar a miséria de grande parte do povo brasileiro e a tendência é piorar a pobreza com as reformas trabalhista e da previdência, que tiram direitos adquiridos dos mais pobres para encher o bolso das oligarquias financeiras que, como vampiros, sugam os recursos destinados às áreas sociais para pagar a dívida com os credores. Este projeto é inaceitável porque aumenta a desigualdade entre a minoria abastada e uma imensa massa de esfomeados e marginalizados, criando uma conjuntura de insegurança para toda a sociedade brasileira, fazendo os índices de violência explodirem nas grandes cidades brasileiras, com mais de 50 milhões de desempregados e subempregados levados ao desespero da fome.


Os investimentos no setor agrícola pelo Banco do Brasil chegaram a R$ 103 bilhões para a Safra 2017/18, e a maior parte dos recursos (R$ 91,5 bilhões) serão destinados ao crédito rural, aos produtores e às cooperativas. A agricultura familiar (Pronaf) terá um total de R$ 14,6 bilhões, e as taxas de financiamento estão fixadas entre 2,5% e 5,5%. A linha de crédito mais alimentos do Pronaf terá R$ 6,5  bilhões de recursos do Banco do Brasil e o Programa Agricultura de Baixo Carbono terá um financiamento de R$ 1,5 bilhão. A projeção da safra agrícola é de 237,2 milhões de toneladas, um aumento de 27,1% em relação a anterior ou 50,6 milhões de toneladas a mais no período.

JCFL