O golpe jurídico-institucional e a demolição do estado do RJ

Desde o golpe jurídico-policial que criou uma falsa acusação de crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff, levando ao seu impedimento político, e despojando-a de seu legal e legítimo mandato presidencial, havendo por parte de seus difamadores togados, parlamentários ou serventuários policiais muitas falsas promessas de tempos melhores para os trabalhadores, após a retirada da presidenta Dilma do governo, e de seu partido, o PT, que assumiu posições políticas importantes no cenário nacional e internacional, seus algozes alçaram a acusação de incompetência da referida organização como causa dos acontecimentos políticos, morais, ideológicos, e econômico-financeiros que estamos vivendo em nosso território; empreendendo sua desmoralização política.

Desde o golpe jurídico-policial que criou uma falsa acusação de crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff, levando ao seu impedimento político, e despojando-a de seu legal e legítimo mandato presidencial, havendo por parte de seus difamadores togados, parlamentários ou serventuários policiais muitas falsas promessas de tempos melhores para os trabalhadores, após a retirada da presidenta Dilma do governo, e de seu partido, o PT, que assumiu posições políticas importantes no cenário nacional e internacional, seus algozes alçaram a acusação de incompetência da referida organização como causa dos acontecimentos políticos, morais, ideológicos, e econômico-financeiros que estamos vivendo em nosso território; empreendendo sua desmoralização política.

O singular neste jogo político da direita também é a clara e objetiva intenção de desmontar o estado do Rio de Janeiro. O comando do país, com o falso presidente e seus aliados, passou a subordinar a oligarquia financeira paulista e com isso a quem produz o primeiro PIB regional da Federação, que durante algum tempo teve o Rio de Janeiro como a segunda riqueza, em função da produção de hidrocarbonetos. Portanto, após o ataque ao PT e suas figuras de expressão, o segundo passo foi realizar o desmonte econômico do Rio de Janeiro com a consequente desmoralização das principais figuras que estiveram à frente politicamente do estado.

O primeiro teste para esta tarefa foi apagar do cenário político Eduardo Cunha, por sua grande influência não só no Rio, mas junto a outros estados, pelo papel que exercia de diversas formas à frente da Câmara dos Deputados, inclusive com suspeitas de influir de maneiras permitidas e não permitidas, mas, teria que realizar uma última tarefa que acreditava absolvê-lo dos negócios escusos que acumulou com esta mesma atuação junto aos seus “respeitáveis” crápulas, acusar de crime de responsabilidade a presidenta Dilma e propor o impedimento de seu cargo executivo, sendo portanto o responsável pelo início do caminho para o atraso que estamos trilhando.

Ao mesmo tempo, o Rio de Janeiro deixava para trás o caminho para o progresso com os governos executivos do PT e com o governador eleito Pezão, mergulhando em intensa crise financeira e levando à paralisação dos serviços públicos básicos, como saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública, etc, e ao não pagamento de salários, aposentadorias, pensões dos servidores públicos, situação que está sendo recorrente e que desorganizou as atividades do estado definitivamente. Com isso pôde dar prosseguimento à desmoralização de todas as personagens que estiveram à frente do governo no estado, como Sérgio Cabral, acusado de prevaricação, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha, assim como sua esposa; no mesmo barco foi arrolado o ex-governador Garotinho, acusado de crime eleitoral e outras mesmas falcatruas de Cabral. Salta aos olhos como tem sido rasgada a Constituição, tanto pelos acusados quanto, principalmente, pelos acusadores. As ações policiais passaram a ter denominações desrespeitosas, dependendo da dimensão política dos arrolados. A ação que levou à prisão o ex-governador Cabral foi denominada “Calicute”, numa alusão à região onde o português Pedro Álvares Cabral, conquistador do Brasil, teria sofrido uma grande tormenta em suas navegações de conquista pelas especiarias e mercadorias de grande valor monetário, na época. Quanto à Garotinho, sem diploma superior e já abalado em seu prestígio político, denominaram a operação que levou à sua prisão de “Chequinho”, pois é para dar nome bonitinho para quem é “Zé Ninguém”. O fascismo presente no aparato judiciário e na Polícia Federal também está presente nas manifestações de rua no Rio de Janeiro, com forte aparência de infiltração de mercenários e agentes dos serviços de informação e contrainformação. E assim prossegue o golpe institucional.

Lutar contra o golpe, fortalecer nossa organização e nossos aliados, resistir para mudar a correlação de forças são ações que se fazem necessárias.

 

Haroldo de Moura