Debate

Golpistas querem usurpar o patrimônio do povo

As alterações feitas no Senado, por hora, retiram a obrigatoriedade das empresas se tornarem sociedades anônimas; retira a exigência das empresas não terem mais ações preferenciais e, finalmente, a aprovação de que o Estatuto das Estatais só será obrigatório para as empresas que tenham mais de R$ 90 milhões de receita operacional bruta.

Hegemonia golpista: a mídia a serviço do golpe

A transição democrática brasileira ocorre de forma tortuosa e incompleta. Não há como viver em uma Democracia com um monopólio dos meios de comunicações e informação nas mãos daqueles que lucraram com a ditadura. Roberto Marinho auxiliou diretamente a derrubada de João Goulart em 1964. Para que esse fato fosse bem sucedido teve ao seu lado grandes empresários nacionais e estrangeiros organizados no órgão central do golpe, o chamado IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática). Essa instituição golpista foi criada em 1959 contra Juscelino Kubitschek, porém foi Jango seu pior inimigo. Financiado pelos EUA e por empresários brasileiros, o IBAD pagou cerca de 20 milhões de dólares para comprar deputados contra as reformas de base.

A vergonha de ser

Há uma moldura que ainda asfixia o quadro do debate, com estreitas fronteiras fundadas nas negações do socialismo e na rendição frente ao projeto global do capitalismo, na feição neoliberal. Em contrapartida, no seu interior, movimentam-se homens e ideias, abre-se a perspectiva de um novo horizonte teórico e prático, a partir do fracasso econômico-social e da falência político-ideológico da etapa atual de denominação capital-imperialista.