Comitê Caititu-SP em movimento contra o Golpe

Nas periferias e nos grandes centros urbanos de São Paulo se instaura um clima de batalha de ideias que divide muitas opiniões. A burguesia que atua no país para além de seu conflito inter-classe, criou três frentes importantes, com as quais age para garantir que o Golpe seja consumado e Dilma saia da Presidência: a frente midiática, a econômica e a judiciária. A midiática pinta um cenário de caos e instabilidade política e deturpa de todas as formas a imagem de Dilma e Lula, fazendo a maior campanha política pelo Golpe; a econômica, que deixa de investir internamente no país, cria a instabilidade e manobra a culpa para a “má administração de Dilma no país”; e a judiciária tenta garantir de todas as formas que o Golpe seja consumado via impeachment, mesmo que isso custe passar por cima da lei, da Constituição e dos direitos humanos.

Dentro deste cenário caótico, a periferia se coloca sempre resistente e, se por um lado há pessoas que acreditam no discurso midiático burguês e o reproduzem, por outro, existem muitos movimentos sociais e pessoas independentes criando frentes como o Periferias Contra o Golpe, composto por movimentos de arte, saraus, poetas e poetisas e artistas de diversas áreas, trabalhadores e trabalhadoras da educação, moradores e moradoras de diversas periferias que lutam contra o Golpe e em defesa da democracia. O Comitê Caititu em Movimento é um desses espaços que tem levado junto às comunidades de Itaquera o debate sobre o Golpe em curso e suas mazelas para a população pobre, negra, periférica.

No dia 18 de março, representantes do Comitê Caititu em Movimento estiveram presentes no grande Ato Contra o Golpe e em Defesa da Democracia organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que pintaram a Av. Paulista de vermelho, levando cerca de 500 mil pessoas às ruas. No mesmo dia, em Itaquera, o Comitê Caititu em Movimento organizou o Sarau contra o Golpe que colocou em debate através da poesia e da música a questão do golpe em curso no país. O tema em parte foi polêmico, entretanto, a discussão foi positiva pois foi realizada de forma fraterna, além de termos levantado e aprofundado sobre alguns fatores históricos e sociais (como a ditadura civil-militar no Brasil de 1964 a 1985) e também sobre os avanços sociais e democráticos que tivemos em todo o país nos governos de Lula e Dilma.

No dia 24 de março, o Comitê também participou do “Grande Ato em Defesa da Democracia: a saída é pela esquerda”, organizado pela Frente Povo Sem Medo, que levou milhares de pessoas para a frente da Rede Globo em São Paulo e deixou lá uma clara mensagem de resistência e luta em defesa da democracia no país, onde lutadoras e lutadores do Comitê Caititu advertiram que caso um golpe se consume no país, fatalmente comprometerá parte de nossa liberdade democrática, aprofundará o genocídio da juventude negra das periferias e dificultará nossa possibilidade de organização enquanto moradores e moradoras da região em luta pelos direitos e melhorias reais no bairro.

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