Educação Pública carioca em greve!

Os profissionais das escolas municipais do Rio entraram em greve devido a revolta com a política meritocrática, a falta de um plano de carreira unificado que garanta a valorização da categoria e com o reajuste “possível” de 6,78% anunciado pelo governo municipal.

Os trabalhadores da rede estadual de Educação do Rio de Janeiro, da rede municipal e FAETEC entraram em greve por tempo indeterminado contra a política educacional do governo estadual e municipal, sob o comando de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, respectivamente. A rede estadual e municipal entraram em greve no dia 8 de agosto, a FAETC no dia 12 do mesmo mês.


Segundo o SEPE -RJ  os profissionais de educação da rede estadual decidiram entrar em greve em virtude aos ataques do governo Cabral à educação e ao não atendimento das reivindicações da categoria: “nos encontramos mobilizados desde o início da campanha salarial, em fevereiro, quando nos unimos à luta da população nos protestos realizados em junho, exigindo o fim da corrupção, dos gastos com os megaeventos e mais verbas para a Educação e Saúde.


Em junho, o governador Cabral vetou a emenda do SEPE incluída no Decreto 2.200 (do reajuste salarial de 8% aprovado pela Alerj), que determinava uma escola para cada matrícula dos professores das escolas estaduais. No final de julho, em mais uma demonstração de arrogância e desrespeito às reivindicações dos trabalhadores  e do povo nas ruas, o secretário de educação Wilson Risólia enviou para o Conselho Estadual de Educação (CEE) uma proposta de resolução que visava reduzir em 20% as aulas presenciais para os alunos.

O SEPE e a categoria se mobilizaram e pressionaram o CEE, obrigando Cabral e Risólia a recuarem. Em agosto, os profissionais retornaram do recesso com desconto nos contracheques, em uma retaliação à campanha salarial, comprovando a intransigência da Secretaria. Além disso, não houve a audiência com o secretário Risólia, em julho, como estava acordado na mesa de mediação instalada no Tribunal de Justiça do Rio.

Por isso, chegou a hora de dar um basta a tanto descaso e tantas provocações. A greve e a campanha Fora Cabral, aprovada pela assembleia da rede estadual, são uma resposta dos profissionais da rede estadual”.


Pauta de reivindicação:
Reajuste de 28%;
Derrubada do veto ao Projeto de Lei que garante uma matrícula de professor em apenas uma escola;
3) 30 horas semanais para funcionários;
Eleição para diretor;
Fim do plano de metas e do programa de Certificação;
Regularização dos animadores culturais.


Os profissionais das escolas municipais do Rio  entraram em greve devido a revolta com a política meritocrática, a falta de um plano de carreira unificado que garanta a valorização da categoria e com o reajuste “possível” de 6,78% anunciado pelo governo municipal.


O SEPE em boletim para a categoria afirmou que “os professores e funcionários das escolas, creches e EDIs mobilizaram-se em massa e lotaram o salão do América Futebol Clube, na Tijuca, para dar um basta ao prefeito Eduardo Paes e à Secretária Municipal de Educação, declarou Cláudia Costin”.


A pauta de reivindicação do Município:
1 - Reajuste de 19%;
2- Plano de carreira unificado;
3 - 1/3 da carga horária.


Já os profissionais de Educação da FAETEC entraram em greve devido a insatisfação com as drásticas mudanças que a Faetec e a Sect fizeram no PCS da Comissão no dia 12/8.
Sua pauta de reivindicação é:
- Aprovação do PCS revisto pelo seminário da categoria.

- Convocação imediata dos concursados.

- Descriminalização do boicote ao Saerj/ Não à meritocracia.
- Pelo direito de greve.
- Fora Cabral!
- 36% já!
- Cabral, Tutuca e Pansera: tirem as mãos do nosso PCS!
- Greve na rua!


Sucursal Rio de Janeiro