O desmantelamento da Saúde em Fortaleza?

Uma das conquistas mais importantes alcançadas pelos trabalhadores na gestão da prefeita petista Luizianne Lins (2005-2012), produto de intensa luta dos movimentos sociais, foi a aplicação do terceiro turno de trabalho na rede municipal de saúde.


Fortaleza possui 93 postos de saúde espalhados pelas seis Secretarias Executivas Regionais (SERs). Destes, 37 possuíam também o terceiro turno, que funcionavam também das 17 as 21 horas, facilitando a vida dos trabalhadores que encerram a sua jornada de trabalho a partir das 17 horas. Logo no começo de sua gestão, o prefeito Roberto Cláudio (PSB-CE) oficialmente cancelou o terceiro turno na saúde.

A Coordenadoria de Políticas e atenção a saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou que a prioridade da nova gestão é estruturar o horário diurno e, após esta organização, pensar no noturno.


“A gente avaliou que, durante o dia, estas unidades já não estavam funcionando corretamente e tinham vários déficits, principalmente o de profissionais, que não cumpriam sua carga horária. Então, diante desta situação, o prefeito achou melhor estruturar o dia e cobrar destes o seu horário de trabalho”, explicou Imaculada Fonseca, da SMS.


As principais reclamações por parte da população hoje ficam por conta da falta de medicamentos e da demora no atendimento especializado, e a verdade é que o fim do terceiro turno irá refletir na atenção secundária e terciária, na superlotação do sistema, tendo em vista a falta de atenção ao sistema básico de saúde.


Além disso, os médicos e demais servidores da saúde reclamam das promessas de valorização salarial feitas pelo então candidato Roberto Claudio. Será o desmantelamento da Saúde?

Jairo de Carvalho