México rejeita declarações de subsecretário dos EUA

Matéria da Prensa Latina

O governo de México rejeitou com firmeza as afirmações do subsecretario do Exército dos Estados Unidos, Joseph W. Westphal, que assegurou que os cartéis e suas estruturas de poder possam tomar o controle do governo. 


A Secretaria de Governo (SEGOB) emitiu um comunicado onde expõe que “é lamentável que o servidor público articule visões superadas da relação com México, as quais não refletem a cooperação que ambos governos têm construído”. 


O documento reitera que se “trabalha com o Governo do vizinho país do Norte sobre a base da responsabilidade compartilhada e o respeito mútuo”. 


Westphal fez as considerações em uma conferência a estudantes no Hinckley Institute of Politics, da Universidade de Utah, na qual assegurou que os cartéis do narcotráfico em México representam um tipo de insurgência e têm o potencial para chegar ao governo. 


O servidor público militar advertiu que a situação pode obrigar a uma intervenção de tropas estadunidenses; “uma opinião quiçá pessoal, mas que tenho compartilhado na Casa Branca”. 


Imediatamente após emitir seus critérios, Westphal se retratou, tomando em conta as reações que disse ter ocasionado no México, segundo uma nota divulgada na página do Exército dos Estados Unidos. 


Em sua resposta às declarações do subsecretario, o Governo Federal de México assegurou que “assume com seriedade o desafio que a delinquência organizada multinacional representa para o país, bem como para a região.” 


E acrescenta que “está realizando um esforço sem precedentes para fortalecer suas capacidades institucionais e consolidar o Estado de Direito”. 


“A delinquência organizada busca incrementar seus benefícios econômicos ilegais a partir do tráfico de drogas e de pessoas, bem como do homicídio, sequestro, roubo, extorsão e outros delitos. Não se trata de grupos que promovam uma agenda política”, expôs SEGOB. 


“Diante desse desafio compartilhado, e em um marco de cooperação,  cada governo deve fazer todo quanto esteja a seu alcance dentro de sua própria jurisdição para reduzir o consumo e acabar com o tráfico de armas e de dinheiro em numerário”, concluiu o comunicado.

Prensa Latina