Política/Social

Repressão nos tempos de crise cíclica do capitalismo

As relações informais fazem parte deste crescimento, onde o recrudescimento dos esquadrões da morte, grupos de extermínio e organizações paramilitares ou milícias, enredadas com setores da corporação policial e associadas a parcelas do crime organizado de todas as formas, completam este quadro dantesco, que se aprofunda com a péssima programação veiculada pelas tvs e rádios transmissores, levando o país a ter o índice cultural mais sofrível da América Latina e Caribe, criando, por isso, um país de dimensões continentais, com diversas potencialidades que podem ser perdidas pela “elite” que possuímos.

A violência contra crianças e adolescentes em Fortaleza

Em 2005 uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Articulação de Educadores Sociais de Rua constatou que na cidade de Fortaleza - 5a Capital do País - cerca de 510 crianças viviam morando pelas ruas da cidade. Passados mais de quatro anos a realidade ainda é muito grave e pouco mudou. Dados do Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil revelam um aumento de 119,5% nos números de assassinatos de crianças e adolescentes de zero a 19 anos em Fortaleza (CE), nos últimos dez anos. A taxa de assassinatos referente à população de jovens entre 15 e 24 anos também é alta e aumentou em 89,9%.