Amigos de Cuba: ato de resistência em SP

Os amigos de Cuba se reuniram no dia 07 de abril, em frente ao seu Consulado na cidade de São Paulo, com a finalidade de preservá-lo e defendê-lo de um ato organizado pela UGT, uma central sindical da direita, que atuou sob o falso pretexto de estarem a favor do povo cubano, apoiando as “Damas de Branco”, como ficaram conhecidas internacionalmente as mulheres e familiares de opositores ao governo, os supostos “dissidentes”, que nada mais são além de pessoas aliadas e financiadas pelo imperialismo estadunidense para intensificar uma campanha internacional contra a Ilha.

Os amigos de Cuba se reuniram no dia 07 de abril, em frente ao seu Consulado na cidade de São Paulo, com a finalidade de preservá-lo e defendê-lo de um ato organizado pela UGT, uma central sindical da direita, que atuou sob o falso pretexto de estarem a favor do povo cubano (vide matéria publicada em sua página na internet: http://www.ugt.org.br/NoticiasZoom.asp?RecId=2619&RowId=3b0a0000), apoiando as “Damas de Branco”, como ficaram conhecidas internacionalmente as mulheres e familiares de opositores ao governo, os supostos “dissidentes”, que nada mais são além de pessoas aliadas e financiadas pelo imperialismo estadunidense para intensificar uma campanha internacional contra a Ilha.

Não é preciso aqui reforçar o que motivou aos diversos partidos, grupos e movimentos sociais que apoiam a Ilha, pois estes são amplamente conhecidos: seja o auxílio de Cuba aos países pobres nas áreas de educação e saúde, formando centenas de milhares de profissionais e enviando diversos cidadãos cubanos para as mais distintas regiões do mundo para combater males como o analfabetismo e as doenças originadas pela falta de uma atenção básica à saúde; como pela sua força e resistência frente ao Imperialismo durante 51 anos, construindo a sociedade socialista.

Apesar da pouca convocatória, mais de uma centena de trabalhadores e estudantes de diversos partidos, movimentos sociais e organizações de solidariedade se reuniram para defender a Revolução Cubana. Esta expressão não foi apenas uma solidariedade de caridade, mas sim a expressão do verdadeiro internacionalismo proletário, a liga de aço que une a todos os trabalhadores do mundo, através do interesse de classe universal de nosso tempo: a derrubada do sistema capitalista e a criação do socialismo em Nossa América.

Com faixas e bandeiras, expressamos nossa admiração pela Revolução Cubana e fomos saudados no final do ato pelo Cônsul de Cuba, Carlos Trejo. Dessa forma impedimos a direita de realizar sua provocação ao povo cubano sem uma contraposição que afirmasse de que lado realmente está o povo brasileiro.


O ato da direita


A UGT (União Geral dos Trabalhadores), criada com a fusão de três centrais sindicais dominadas pelo peleguismo: CGT (Central Geral dos Trabalhadores), SDS (Social Democracia Sindical) e CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores), mobilizou e pagou (testemunhamos o pagamento de pessoas presentes no ato - com quantias que variavam entre 20 e 50 reais - que pareciam ser seguranças profissionais) trabalhadores que estavam claramente orientados a buscar o confronto. Agressivos, brutos e violentos, não hesitaram em agredir alguns dos manifestantes do ato em defesa a Cuba tanto verbalmente como fisicamente.

Conversando com algumas dessas pessoas (as que estavam sendo ingênua e claramente manipuladas), podia-se perceber que elas não sabiam realmente o que faziam ali. Não conheciam nada sobre a história, nem sobre a política de Cuba e muito menos sobre sua prática internacionalista e sua sociedade. É evidente que estavam ali sendo usadas, portanto, que não possuem diretamente culpa por sua falta de informação, já que é a burguesia que gerencia o sistema de educação e a mídia que tem na ignorância um de seus pilares. Infelizmente é assim na história da luta de classes. Os choques e confrontos opõem a classe trabalhadora em dois lados. A burguesia se vale da desinformação, mas ainda mais do seu poder de corrupção econômico para arregimentar seus mercenários.


A História da UGT


Seu congresso de fundação contou a presença do então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e dos ministros da Previdência, Luiz Marinho (PT), e da Casa Civil da Presidência, Luiz Dulci (PT). Pelo PCdoB esteve presente Nivaldo Santana. Porém, a hegemonia dessa central é mesmo dos partidos tradicionais da direita PSDB, DEM e PPS.

Seu presidente, Ricardo Patah, fez escola no oportunismo sindical. Basta dizer que ele foi tesoureiro da “Farsa Sindical” (Força Sindical) entre 1991 e 2007, ano da fundação da UGT. Com certeza essa escola foi muito proveitosa para ele. Seus velhos laços com o que há de pior no sindicalismo brasileiro ficam demonstrados na declaração de apoio dada quando foi tornado público o esquema de corrupção envolvendo o BNDES e a “Farsa Sindical” de Paulinho:

“A UGT está solidária a esse sindicalista que representa os trabalhadores no Congresso Nacional e, estando sempre em defesa dos trabalhadores, nós da UGT estamos em sua defesa”.

Claro, como poderia ser diferente, se no período quando ocorreram os desvios ele próprio era o tesoureiro da “Farsa Sindical”?

Patah é também presidente do Sindicato dos Comerciários, que, apesar de ter uma receita de R$ 55 milhões ao ano, nada faz pelos trabalhadores.

Seu vice-presidente, Antonio Carlos dos Reis, o Salim, foi candidato a prefeito da cidade de Carapicuíba pelo PFL (atual DEMO).

Salim é presidente do Sindicato dos Eletricitários há mais de uma década e seu partido, o PFL, foi e é o principal aliado da política neoliberal promovida pelo PSDB, que privatizou, entre outras centenas de estatais, todo o setor elétrico paulista, desencadeando a destruição dos direitos trabalhistas de sua própria categoria e matando mais operários na rede elétrica do que os recentes acidentes dos vôos da TAM e Gol juntos (INVERTA edição nº424).

Talvez o sr. Patah e sua “máfia” devessem se preocupar com as péssimas condições de trabalho dos comerciários brasileiros, como por exemplo os trabalhadores nos supermercados que por um salário mínimo são submetidos a jornadas extenuantes e estressantes de trabalho.


Um aviso


Deixamos um recado a todos os reacionários que articularam essa provocação. Fomos generosos desta vez, talvez até demais. Se nos querem provocar, não entraremos em confronto com os trabalhadores que vocês manipulam e usam como bucha de canhão. Iremos protestar na fonte das provocações. Sabemos como essa manifestação foi elaborada por um grupo de empresários e que sua convocatória foi reforçada pelos já manjados porta-vozes do imperialismo, como a Revista Veja. Se vocês derem mais um passo, daremos dois. Estaremos na porta de suas redações, de seus escritórios e de suas empresas também exercendo nosso direito constitucional de expressão. Não se esqueçam que a rua é do povo.


Viva o Socialismo!


Viva a Revolução Cubana!


Patria o Muerte, Venceremos!


Partido Comunista Marxista Leninista (Br) - São Paulo