Por um movimento estudantil verdadeiramente revolucionário!

Coluna Voz Rebelde traz artigo pela defesa de um movimento estudantil revolucionário de fato.

Em meio a uma grande crise ideológica que se passa não só no Brasil, mas no mundo inteiro, os jovens, como grandes vítimas dessa crise, que é uma conseqüência de outras crises como a moral, a social e a econômica, começam por instinto próprio a tentar romper o paradigma de que os jovens já não lutam mais, de que a geração atual é uma geração alienada, entre outras análises, por um lado corretas, porém sem ser verdades absolutas. Todos nós sabemos que, se por um lado a juventude de hoje está acomodada, assim como toda a população, juventude que historicamente tem um passado de luta, é porque o sistema o faz assim, logo não se trata de julgar a esses jovens acomodados como tal e esquecê-los, e sim tentar incansavelmente mostrar que eles sim podem ser capazes de mudar o sistema vigente em que vivemos, mostrar a capacidade de sua força com os exemplos da história, onde jovens foram à luta e, junto com todas as camadas da sociedade, conquistaram sua verdadeira liberdade.

No Brasil, por exemplo, o movimento estudantil está caracterizado pela face dos partidos de esquerda progressista que dirigem as lideranças deste ME. Vejamos o caso da UNE e UBES, que tem um grande passado de luta e resistência e hoje em dia não passam de um movimento famoso pelas festas, bebedeiras e doideiras. Figuram assim uma juventude de classe média, que se acomoda com o sistema vigente, onde o neoliberalismo suga até o máximo os serviços sociais como segurança, saúde e educação. Educação, está aí o que a UNE tem como dever, lutar por melhorias.  Mas como lutar por melhorias na educação do nosso país, lutar contra o neoliberalismo que destrói a educação, tendo como objetivo principal de movimento as festas, bebedeiras e doideiras?

Como curso natural das coisas, de acordo com a dialética de Marx, temos então o surgimento de outros movimentos, compostos por jovens com algum interesse de mudança. Ultimamente temos visto a criação de tais movimentos, como a Ação Direta Estudantil (ADE), Assembléia Nacional dos Estudantes-Livre (ANEL) e a Nova Organização Voluntária Estudantil (NOVE), todos estes como contraponto à União Nacional dos Estudantes (UNE), defendendo bandeiras de luta estudantis que a UNE já não carrega consigo.

Porém, uma outra pergunta: como adquirir tais conquistas no âmbito da educação, como “fim do vestibular”, “aumento da verba para a educação”, entre outras reivindicações?

Pode-se dizer que seja uma luta vã. Pois, como foi dito anteriormente, vivemos numa sociedade neoliberal, onde este suga o máximo dos serviços sociais como educação, saúde, etc. Somente com a destruição total do sistema vigente poderíamos chegar a tais conquistas com êxito. É utopia exigir de um governo entreguista, neoliberal e fascista que abra as portas da universidade para o povo, pois assim perderia-se o sentido dos milionários cursinhos pré-vestibulares, colégios particulares, e etc, assim como melhor encaminhamento das verbas públicas para o ensino fundamental e médio. Quem estudaria em colégio particular se tivéssemos uma educação pública de qualidade? Qual o sentido de se fazer curso pré-vestibular se não há vestibular? Observem quanto dinheiro a elite que é dona de cursinhos e colégios particulares iria perder. Acham que os governantes neoliberais iriam permitir isso? Assim como ocorre na saúde, quem pagaria plano de saúde se tivéssemos saúde pública de qualidade? Assim como ocorre na industria do medo, quem moraria em condomínio fechado se não houvesse violência desenfreada? Quem compraria carro blindado, cerca elétrica, câmera de monitoramento se não houvesse um assaltante a sua porta? Qual o sentido teria a sociedade neoliberal se ela não funcionasse assim? Milhões investidos em segurança privada, educação privada, saúde privada. Isto se chama Neoliberalismo. Então talvez a luta certa a se travar não seja o sectarismo de se lutar por utopias como as dos movimentos estudantis e sim pela derrocada do neoliberalismo no nosso país. A luta pelo poder nas mãos do povo. Só a revolução comunista é capaz de atender às necessidades do povo, suas demandas, suas prioridades. Lutar pelo movimento estudantil é certo, é válido, porém a luta do movimento estudantil, assim como a dos sindicatos e outros movimentos, tem que ser uma luta unificada e revolucionária! Caminhar juntos em direção a uma luta que destruirá toda a raiz do capitalismo selvagem, todo o caráter neoliberal, para construir uma sociedade nova, sem exploração, sem opressão e alienação!


Por um movimento estudantil revolucionário!


Viva a Revolução Comunista no Brasil!


Ousar lutar, ousar vencer!


J5J-RJ

 

 

Jennifer
Jennifer disse:
13/01/2011 17h31
Até concordo, com um pouco do que você diz, mas gosto de me manter neutra ao mencionar que eu luto pela "revolução comunista, marxista, nazista etc"

Tenho consciencia o bastante para entender que a teoria é muito boa...mas a realidade é utopia..
o ser humano é ganancioso, sempre quer ganhar em cima dos outros...
lei de sobrevivencia? pode ser...

Acho, que a luta, tem que ser racional...o que podemos mudar na nossa realidade? a longo,medio e curto prazo?

a luta, é para mostrar, que não estamos satisfeitos e queremos mudança...
mas partir para uma ideologia...
não sei nao...não confio muito...li bastante coisas, e no meio dessas revoluções sempre houve corrupção...não confio muito

se eu for lutar por alguma coisa, quero que ela seja justa, em todas as partes
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