Petros – Retrospectiva da fraude salarial

Na sexta-feira, 6 de novembro, encerrou-se a ocupação do Edisa. Os cinco petroleiros que desde 20 de outubro permanecem nessa unidade da Petrobrás lançaram uma carta de denúncia do fundo de previdência complementar dos petroleiros.

Na sexta-feira, 6 de novembro, encerrou-se a ocupação do Edisa. Os cinco petroleiros que desde 20 de outubro permanecem nessa unidade da Petrobrás lançaram uma carta de denúncia do fundo de previdência complementar dos petroleiros. A proposta é mostrar o desrespeito com os aposentados dessa categoria que ergueram a Petrobrás, garantiram auto-suficiência em petróleo e descobriram o pré-sal. Leia abaixo o documento escrito por Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro, Fabíola Mônica, Wladimir Mutt e Flavio Azevedo.

Até 1970, os aposentados da Petrobrás tinham direito a 100% da remuneração através do Manual de Pessoal. A partir de 1970, com a criação da Petros, que propagandeava em seu primeiro folheto: “ ...Aposentadoria condigna – Puxa, que bom depois de uma vida inteira de trabalho a gente se aposenta! Goza a vida, faz o que quiser, viajar, praia, rede, papo pro ar, casa de campo, plantar rosas, não fazer nada, criar galinhas, jogar cartas, vida mansa. Até agora o grande problema era a redução da renda na hora da aposentadoria. Mas com a Petros, o problema deixará de existir, pois a renda mensal do aposentado não sofrerá, praticamente, qualquer redução. A Petros vem aí justamente para suplementar a aposentadoria concedida pelo INPS...”

Depois, para não deixar dúvida da cumplicidade da Petrobrás/Petros na “fraude salarial” contra os aposentados leia a Carta do Gabinete da Presidência da Petrobrás nº 108/97 de 03 de março de 1997, em seu item 3: “... Além destas medidas, estão sendo proposta duas outras: desvinculação do Plano da política de reajuste dos benefícios do INPS (atual INSS) e desvinculação do beneficio dos participantes aposentados ao reajuste do salário do pessoal da ativa. A implementação dessas medidas poderiam ocorrer, também de imediato, sem nenhum risco para os futuros entrantes no Plano, precedida apenas pelos estudos técnicos necessários...”  Veja a resposta da Petros, assinada pelo diretor Sérgio Teixeira, através do documento 13/97, expedido por sua diretoria em 14 de março de 1997: “... D) No que diz respeito à desvinculação da correção dos benefícios dos participantes aposentados dos reajustes de salário da ativa, o Serviço de Recursos Humanos (Serec) da Petrobrás, já está praticando uma política salarial voltada para essa filosofia, concedendo, em compensação a reajustes salariais, parcelas remuneratórias que não se integram aos salários dos empregados ativos e, por conseguinte, não se refletem nos benefícios pagos aos aposentados, minorando, assim, os efeitos do respectivo impacto na Petros...”  

De lá para cá a fraude se perpetua através de níveis, bônus, abonos contingenciais etc. A burla ao contrato com os aposentados já se repete há 13 anos. Muita gente que estava na ativa nesse período se aposentou e está sentindo os efeitos da “Fraude Salarial”. Assim, reafirmamos que essa luta é de todos. Ou nos unimos por um acordo digno sem discriminação para toda a categoria ou seremos a próxima vitima!   Reiteramos as bandeiras para unir a categoria:

Greve nacional da categoria, inclusive nas unidades que não são ligadas à Frente Nacionais dos Petroleiros (FNP);

Por uma Petrobras 100% estatal e pública, com a volta do monopólio estatal do petróleo;- Isonomia entre ativos e aposentados;

 Cancelamento das punições da última greve;

 Retorno de todos os demitidos do Sistema Petrobrás (Petrobrás, Interbras, Petromisa, Petroflex, Nitriflex);

Fim da remuneração variável (por uma política de reajustes reais, incluindo o pessoal da ativa e aposentados);

- Melhorias na MAS;

- Dobradinha extra-turno;

- Pelo atendimento da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores.

Estamos convictos de que nossa luta não será em vão. Certamente se reverterá em vitória para todos os trabalhadores.

Nós do PCML e do Movimento de Luta contra o Neoliberalismo , nos solidarizamos com os petroleiros detidos no prédio da Edisa  lutando por justas reivindicações  para todos os companheiros . Nós comunistas e lutadores  sociais vemos lutas como a de toda classe proletária mundial no caminho da luta pela liberdade social.


Emanuel Cancella,

Roberto Ribeiro, Fabíola

Mônica, Wladimir Mutt

e Flavio Azevedo

 

antonio carlos de azevedo conceiçao
antonio carlos de azevedo conceiçao disse:
13/01/2011 17h31
aposentei-me em 1997 sem complementaçao recebendo somente o beneficio inss.

gostaria de receber emails sobre o assunto, e seus avanços.


obs. porque a petros nao autoriza os emprestimos consignados aos aposentados, ja percorri varias entidades financeiras e nao consegui.
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