Nova coordenação do núcleo Chile do IBGE assume no Rio de Janeiro

O coordenador dos funcionários do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) do Núcleo Chile, Antonio Carlos Alckmin, concedeu uma entrevista ao Jornal INVERTA, no Centro do Rio de Janeiro, no mês de setembro último, por ocasião da posse da direção do Núcleo Chile para o novo mandato de dois anos.

IN- Quais são as propostas da nova coordenação?

ACA- Nós defendemos primeiro o IBGE enquanto instituição do Brasil. O IBGE tem 73 anos, é uma instituição valiosa no Brasil. A própria Constituição se refere ao IBGE como uma atividade exclusiva de Estado. Isso inclusive é uma de nossas bandeiras: que nossa instituição seja reconhecida, porque o IBGE atende aos 5.565 municípios, tem  mais de 500 agências, faz um trabalho que é fundamental, de levantamento da informação e da  realidade nacional, sendo responsável pelo  retrato do país.  Por isso queremos um posicionamento de reconhecimento dessa instituição dentro do Estado.


IN- Como você vê o trabalho do IBGE diante da atual conjuntura política do país?

ACA- Acho que o governo Lula, de certa forma, promoveu o reconhecimento das atividades do Estado, foi um governo menos alinhado com o preceito neoliberal, que faleceu no mundo. Hoje,  o Estado acabou entrando exatamente para suprir a crise do capitalismo e aí o neoliberalismo ficou no vácuo, e o governo Lula de certa forma deu início a um reconhecimento de atividades de Estado e de valorização dessas atividades, só que isso não está aprofundado, ainda não tem um aprofundamento democrático, os próprios sindicatos, a própria sociedade não tem o devido  reconhecimento do que são  as atividades do Estado. Nessa conjuntura,  a gente espera sensibilizar os trabalhadores do IBGE não só como nossa atividade sindical, mas também partir para uma discussão com a sociedade sobre o IBGE.


Cesar Prata