A Crise Política e a Petrobras

Os escândalos no Senado Federal mostram bem o caráter corrupto da elite burguesa brasileira e a pouca estima das classes dirigentes aos graves problemas sociais da população do país. E apesar de estarem envolvidos em um mar de lama da falta de decoro e de ética, os políticos brasileiros ainda se arvoram em juízes para desmoralizar a Petrobras que é uma das poucas referências em matéria de orgulho e patriotismo reconhecidos internacionalmente.

A Crise Política e a Petrobras


Os escândalos no Senado Federal mostram bem o caráter corrupto da elite burguesa brasileira e a pouca estima das classes dirigentes aos graves problemas sociais da população do país. E apesar de estarem envolvidos em um mar de lama da falta de decoro e de ética, os políticos brasileiros ainda se arvoram em juízes para desmoralizar a Petrobras que é uma das poucas referências em matéria de orgulho e patriotismo reconhecidos internacionalmente. As últimas informações sobre o Pré-Sal mostram que essa descoberta pode levar o Brasil a ser a quarta reserva de petróleo do mundo. O total de empregos gerados na economia brasileira chegariam a no mínimo de 1 milhão de novas vagas no mercado de trabalho com os investimentos da Petrobras que até 2013 chegariam a R$ 600 bilhões. O governo federal prepara uma nova política industrial para o setor de petróleo com 75% de nacionalização da produção e exploração do Pré-Sal. Além da cadeia produtiva os recursos seriam aplicados em centros de pesquisa de universidades e de formação de mão de obra qualificada para gerar tecnologia e dar um salto de qualidade no desenvolvimento da economia brasileira.

A CPI da Petrobras é um artifício das oligarquias nacionais e estrangeiras para acabar com o pouco que resta de soberania do Brasil sobre as suas riquezas e decisões. O lobby das multinacionais do petróleo está usando todos os meios para convencer a opinião pública a entregar o Pré-Sal. Os meios de comunicação fazem parte desta estratégia de criar obstáculos ao bom desempenho da Petrobras que é reconhecido na esfera global com tecnologia de ponta em várias áreas. Com o fracasso do projeto neoliberal em todo o planeta as empresas estrangeiras tentam manter o atual marco regulatório do petróleo no Brasil para não dividir os recursos com o governo brasileiro que poderia aplicar o dinheiro para resolver as carências da população em áreas como saúde, educação, transporte e moradia.

Reviver a campanha do “Petróleo é Nosso” de 1940 e 1950 seria uma grande conquista da população brasileira para assegurar um futuro de mais esperança para as novas gerações. Este brado de independência tem que ser conquistado nas ruas e praças públicas de todo o país com a unidade entre os mais diversos setores da sociedade e de diferentes ideologias. Este movimento tem que aglutinar estudantes, trabalhadores, militares, sindicatos e todos os que amam o Brasil. É preciso que seja uma frente suprapartidária e que encurrale as elites dirigentes e ponha o dedo na ferida de que a política de privatizações fracassou. E mostrar ao povo que a tentativa de vender a estatal pode ser o início da denuncia do crime lesa-pátria que foram as privatizações ocorridas nos anos 90 no governo tucano de FHC que está à frente da CPI da Petrobras, que é um golpe na soberania brasileira sobre suas riquezas.


Carlos Amâncio