Debate

O lucro dos bancos (II)

No artigo anterior, a argumentação pairou em suspenso. O tema estacou nas alturas da margem bruta de rendimento. É o que o banco ganha entre a captação de recursos de um lado e a aplicação de recursos no outra. O mercado financeiro batizou tal diferença de “spread”. E nesse intermédio o que será que existe? Tal como no passado, aí aparece a remuneração da atividade bancária. Como se trata de esfera determinada de investimento de capital acumulado, é preciso pagar as despesas e acrescentar o lucro de quanto o banqueiro espera ganhar. Nisso, nada há de diferente entre os bancos organizados em fins da Idade Média e hoje, no primeiro decênio de século XXI. O que segue talvez diferir um pouco mais são os componentes desta margem.

Neoliberalismo e o sufocamento da classe trabalhadora

O liberalismo em suas vertentes políticas e econômicas pode ser datado desde os séculos XVIII e XIX, a partir da obra de Adam Smith, sobre a ideia liberal de uma competição saudável para a sociedade, onde o Estado se faria desnecessário a partir do “controle invisível” que o mercado exerceria através da livre iniciativa da oferta e da procura, sendo comungado com o fundamento da ética individualista proposto por Jeremy Bentham e John Stuart Mill, e sua concepção filosófica hedonista.