Economia

Mais trabalhadores despedidos em 2009

Mais trabalhadores foram despedidos no início de 2009, principalmente no setor industrial de transformação, seguido pelo comércio e agricultura. Só no primeiro mês do ano houve saldo no corte de vagas de -0,32% apesar de ser uma queda menor que a de dezembro do ano passado, é a maior registrada nos últimos 10 anos no Brasil. De acordo com o IBGE a taxa de desemprego nas 6 principais regiões metropolitanas registrou aumento de 8,2%. Já segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego do DIEESE, mostra um aumento na taxa de 12,7% em dezembro para 13,1% em janeiro, nas regiões analisadas.

A queda da Taxa Selic

Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) dia 11/03 houve uma baixa de 1,5% na Taxa Selic ficando no menor patamar da história em 11,25% ao ano. A tendência, segundo o mercado financeiro é que nas próximas reuniões do Banco Central outros cortes nos juros possam acontecer e que no fim de 2009 a Selic fique em 9,5%. Com essa queda de 1,5% houve um diminuição dos juros pagos pelo governo federal de cerca de R$ 7 bilhões em relação a dívida pública que está em mais R$ 1,2 trilhão. Os títulos públicos lastreados na Taxa Selic estão na casa dos 32% do total dos outros tipos de remuneração e com a diminuição dos juros básicos haverá uma folga no endividamento do setor público federal.

Centralização: Santander unifica operações com o Banco Real

Em outubro de 2007, o Santander, de capital espanhol, comprou o ABN-Amro, holandês e dono do Banco Real. No mês de março, iniciou-se por fim a unificação das redes, prevista para ocorrer até 2010, quando o Real seria extinto. A unificação – que criaria o 3º maior banco privado do país caso se concretize – pode, no entanto, ter sido incentivada pela crise, cuja solução a burguesia busca na concentração e centralização de capital.

Crise se revela e produção mundial despenca

Os efeitos da crise vêm sendo sentidos ao redor do planeta, revelando sua essência de superprodução, que eclodiu em parte com a eclosão da crise financeira com epicentro nos EUA. Até agora, apenas parte da bolha estourou, mas a contenção de danos dos pacotes ao redor do mundo pode não conseguir evitar sua generalização.