Social

Tribunal Popular: O Estado brasileiro no banco dos réus

O Tribunal Popular, no marco dos 60 anos da Declaração Universal dos DH, vai julgar o Estado Brasileiro pelas práticas sistemáticas de violação de direitos. E realizará nos dias 4, 5 e 6 /12, quatro sessões que abordarão casos emblemáticos envolvendo violência institucional do Estado contra o povo, como as operações militares que levaram a chacina do Morro do Alemão, a violência nas prisões, as execuções sumárias da juventude brasileira e a criminalização dos movimentos sociais. Participarão do Tribunal Popular, Dr. Nilo Batista, ex-governador do Rio, jurista e fundador do Instituto Carioca de Criminologia, Cecília Coimbra, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Plínio Arruda Sampaio, pres.da Ass. Brasileira de Reforma Agrária, Kenarik Boujikian, juíza e diretora da Ass.de Juízes para a Democracia, Nelson Martinez, pres.da Ass.de Anistiados Políticos, Aposentados, Pensionistas e Idosos-SP, entre outros. O Tribunal que será presidido por João Pinaud, da Comissão Nacional de DH da OAB, terá também a participação de ex-presos políticos, anistiados e anistiandos, líderes sindicais e estudantis e representantes de movimentos sociais.

Ato pelos 60 anos da Declaração Universal dos DH

No dia l4 de novembro, a ANG (Associação Nacional de Gerontologia) e a Associação de Anistiados Políticos, Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado de São Paulo, em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, realizou um Ato Público no Auditório da Secretaria Estadual de Justiça sob a direção do professor Dermi Azevedo e da camarada chilena Ollga Luisa Quiroga.

Polícia paulista há 14 anos sem reajuste salarial

É impressionante a prepotência do governador José Serra e o deslavado comprometimento da grande imprensa com o seu governo neoliberal. A greve da polícia civil já passa dos 60 dias, mas o governador e seu secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, fingem que a grave crise de segurança pública nada tem a ver com a política reacionária de arrocho salarial e de criminalização das reivindicações trabalhistas, mesmo que seja da própria polícia. A grande imprensa, tão reacionária quanto o aliado, puxada pela Rede Globo de Televisão e pelos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, somente divulgam a crise de segurança de outros Estados, como as do Rio, Minas, Bahia e Maranhão. Se vende uma imagem aos brasileiros, particularmente aos paulistas, de que em São Paulo reina a tranqüilidade com o governo do PSDB – PFL (atual DEM), induzindo-nos a acreditar que a crise de segurança pública é apenas dos outros governos.