Realizado encontro nacional de jovens lideranças do campo e da cidade

Foi realizado o Encontro nacional, organizado pelo MST, nos dias 11/08 a 15/08 no estado do Rio de Janeiro, na Universidade Federal Fluminense (UFF), de lideranças jovens do campo e da cidade, estiveram presentes militantes de movimentos sociais de todo o país. O encontro teve como objetivo, a interação entre os jovens de diferentes estados, através de oficinas, exposições de arte e cultura local, de forma que cada especificidade se organizava em um Tendéu, onde era explicitado de forma dinâmica toda a diversidade política, social e cultural do Brasil.

Realizado encontro nacional de jovens lideranças do campo e da cidade

 

Foi realizado o Encontro nacional, organizado pelo MST, nos dias 11/08 a 15/08 no estado do Rio de Janeiro, na Universidade Federal Fluminense (UFF), de lideranças jovens do campo e da cidade, estiveram presentes militantes de movimentos sociais de todo o país. O encontro teve como objetivo, a interação entre os jovens de diferentes estados, através de oficinas, exposições de arte e cultura local, de forma que cada especificidade se organizava em um Tendéu, onde era explicitado de forma dinâmica toda a diversidade política, social e cultural do Brasil.

O término do encontro se deu com um ato de protesto contra a criminalização dos movimentos sociais no centro da cidade do Rio de Janeiro, organizado pelo coletivo, que partiu da Candelária rumo à Av. Rio Branco. Durante a concentração, jovens do Rio fizeram uma apresentação de teatro se manifestando contra a criminalização da pobreza e evidenciando o uso do caveirão pela PM do Rio como maior símbolo de repressão à população.

Aos jovens do encontro nacional que faziam o ato, uniram-se vários outros jovens de movimentos estudantis (universitários e secundaristas).

A passeata tinha em média 1.400 jovens, e não cerca de 500, como mostrou a Rede Globo em seu telejornal, foi altamente organizada e civilizada, tendo todas suas articulações durante o evento pré-planejadas e cada passo refletido em palavras de ordem que criticavam o sistema neoliberal, a política de intervencionismo dos países imperialistas, a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, o uso do caveirão junto ao modo de agir da PM nas favelas, o racismo, a intolerância religiosa, a política de privatizações das estatais, a falta de recursos para a educação de base e a falta de estrutura nas universidades públicas. Não houve nenhum tipo de afronto à polícia que fazia a cobertura do evento, nem conflito algum com os mesmos como enfatizou a Rede Globo em seu noticiário, que nada mais foi se não uma tentativa de criminalizar o movimento da sociedade em resposta às opressões. Movimento que tinha em tempo real uma luta contra o que estávamos vivendo, uma luta contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Está mais do que evidente o cuidado que a mídia burguesa está tomando para que hajam poucos beneficiados pelo sistema e que os que fogem as rédeas da sociedade capitalista que construíram, mantenham-se sempre marginalizados, vivendo por fora, sem nenhuma participação na política, na economia e na formação intelectual do país.

No dia 15/08 as bandeiras vermelhas que lutavam pela terra sem amos tremulavam pelas ruas do Rio de Janeiro, passando e protestando em frente ao MEC, em frente ao prédio da VALE, Tribunal de Justiça, Consulado dos EUA, dentre outros órgãos que regem a administração econômica no país.

Ao término do evento um helicóptero sobrevoou todos os manifestantes. Uma ação que fez com que se sentissem, ao reivindicarem seus direitos, criminalizados. E uma prova disso é o discurso da mídia burguesa quando disseram “(...) ninguém foi preso”, que nada mais faz-se pensar que foi uma manifestação agressiva e irresponsável.

 Como nos foi deixado como exemplo a ser seguido atentamo-nos à proposta:

 “Propõe-se a todo jovem comunista que seja essencialmente humano, que seja tão humano que se aproxime daquilo que há de melhor no humano, que purifique o melhor do homem por meio do trabalho, do estudo, do exercício de solidariedade contínua com o povo e com todos os povos do mundo, que desenvolva ao máximo a sensibilidade a ponto de se sentir angustiado quando um homem é assassinado em qualquer recanto do mundo, ou entusiasmado quando uma nova bandeira de liberdade se levanta em qualquer recanto do mundo”. (Che Guevara)

 

Vamos todos companheiros/as temos que pôr um pouco mais de força.

 

Estamos todos juntos novamente...

 

A Luta socialista não se vende, se defende!

 

A Juventude é pra lutar, construir e transformar!

 

Peter Sana e Ana Taisa