Ameaça de demissões na CEDAE

Todos os anos no mês de maio discute-se o acordo coletivo na CEDAE, este ano o presidente da cia., Sr. Vagner Victer, encontrou uma maneira sutil de atacar a nossa garantia no emprego, alegando que precisa de uma margem de 2% para demissões, que não seriam por justa causa, nem de aposentados, nem de extra-quadros e que não seriam consideradas também as demissões voluntárias.

Ameaça de demissões  na CEDAE


Todos os anos no mês de maio discute-se o acordo coletivo na CEDAE, este ano o presidente da cia., Sr. Vagner Victer, encontrou uma maneira sutil de atacar a nossa garantia no emprego, alegando que precisa de uma margem de 2% para demissões, que não seriam por justa causa, nem de aposentados, nem de extra-quadros e que não seriam consideradas também as demissões voluntárias.

O que ele quer na realidade é acabar com uma conquista que já existe há vinte e cinco anos. O curioso foi o fato de alguns diretores do SINTSAMA (Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente RJ), nosso representante, terem demonstrado apoio a esse projeto que visa única e tão somente abrir as portas da CEDAE para a privatização, fato este que seria danoso não só para nós, funcionários da empresa, como também para a população em geral, já que a cia. deixaria de ser sem fins lucrativos para virar instrumento de lucro para o capital privado, o que elevaria consideravelmente o valor das tarifas, aumentando o sofrimento da população pobre que teria que se sacrificar para poder pagar a conta de água.

O que tanto o Sr. Vagner Victer quanto esses diretores do nosso sindicato não contavam era com a reação firme da categoria, que de forma enérgica demonstrou que não abre mão desta conquista histórica, deflagrando uma greve de advertência de 24 horas. Como a direção da empresa manteve-se irredutível, não houve outro caminho senão deflagração de greve por tempo indeterminado, greve esta que durou 17 dias, sendo que o Sr. João Hilário Valentim, representando o Ministério Público do Trabalho, atuou como mediador. A suspensão do movimento de greve aconteceu em assembléia realizada na sede do SINTSAMA, quando a categoria decidiu manter-se em estado de greve e o encaminhamento para dissídio, já que somente a cláusula 47, que trata da nossa garantia no emprego, a que para nós é a mais importante, não foi acordada.


Aldemir Pacheco