Juventude resgata o heróico 5 de Julho

A Juventude 5 de Julho realizou uma homenagem aos insurgentes que tombaram em 1922 após terem se levantando contra a República Velha das oligarquias. Os membros da organização juvenil, organizados em 6 colunas de 3 camaradas, vestidos com as cores do Movimento 5 de Julho, camisa preta e um lenço vermelho no pescoço, refizeram a marcha, porém no sentido inverso, indo do local onde tombaram os últimos insurgentes até o Forte de Copacabana.

Juventude resgata o heróico 5 de Julho


A Juventude 5 de Julho realizou uma homenagem aos insurgentes que tombaram em 1922 após terem se levantando contra a República Velha das oligarquias.

Naquele dia, após o levante do Forte de Copacabana e seu bombardeio por parte das forças governamentais, alguns poucos resolveram não se entregar e lutar até o final. Dos mais de 250 homens que iniciaram a ação, apenas os dezoito seguiram depois dos primeiros embates na Avenida Atlântica.

Os membros da organização juvenil, organizados em 6 colunas de 3 camaradas, vestidos com as cores do Movimento 5 de Julho, camisa preta e um lenço vermelho no pescoço, refizeram a marcha, porém no sentido inverso, indo do local onde tombaram os últimos insurgentes até o Forte de Copacabana. Segundo Gerre, dirigente da Juventude no Rio de Janeiro, a idéia era representar a retomada do Forte, a retomada de nossa história. Mostrar que existem jovens dispostos a retomar o compromisso dos 18 de entregar tudo pela transformação de nosso país.

Logo no início foi realizado uma homenagem em frente ao monumento que está na esquina da Avenida Atlântica com a rua Siqueira Campos, e que marca aproximadamente o local até onde chegou a marcha.

Leandro, dirigente da organização no Rio de Janeiro, relembrou que o ano de 1922,além de ter sido marcado por esse episódio, também foi o ano do centenário de nossa independência de Portugal, da fundação do Partido Comunista, da realização da Semana de Arte Moderna, os dois últimos sendo bastante influenciados pela Revolução Russa de 1917.

Branco, dirigente em São Paulo, lembrou o 5 de Julho de 1924, o levante em São Paulo que deu origem a Coluna Prestes, a Coluna Invicta que percorreu mais de 25 mil quilômetros no Brasil combatendo contra o regime oligárquico.

O manifesto de 5 de Julho de 1935, assinado por Luís Carlos Prestes foi relembrado por Maísa, que demonstrou como cada 5 de Julho representava um acumulo em relação ao interior, sendo o deste ano já inserido na luta internacional pelo Socialismo.

Leonardo, de Porto Alegre, fez uma analogia entre a luta daqueles jovens e a luta dos jovens de hoje. Everton, dirigente em Pelotas, relembrou todos os que se insurgem ontem, hoje e sempre. Em especial os camaradas que no passado sustentaram as armas contra a ditadura militar em nosso país, e os camaradas das FARC-EP que mantêm vivo o espírito de Che Guevara em nosso Continente.

Bola, de São Paulo, lembrou que todos os movimentos sofrem o papel dos traidores e provocadores. Não foi diferente com os 18 do Forte, pois um dos dois sobreviventes do dia, Eduardo Gomes, passou-se posteriormente ao lado das oligarquias, tendo se convertido em mais um dos cachorros da ditadura militar. Ele ficará no lixo da história junto com figuras como Cabo Anselmo e Joaquim Silvério dos Reis. Foi lida também uma saudação dos camaradas da Juventude no Ceará, que não puderam estar presentes desta vez, dada a distância, mas que estão levantando a bandeira da organização no Nordeste, palco principal da insurreição de 35.

A idéia do ato era mostrar que existiu em nosso país uma tradição de militares nacionalistas e revolucionários, que não aceitavam ser o órgão repressor das oligarquias sanguinárias de nosso país. Infelizmente esse setor foi duramente reprimido após o golpe de 1964. Muitos foram expurgados e perseguidos.

O ato contou também com o apoio de diversos militantes do Partido Comunista Marxista Leninista, com a presença de Osmarina Portal, representante dos Comitês de Luta contra o Neoliberalismo, Luís Gonzaga do CLCN-Nova Iguaçu, José de Moura, do PCML, de Jaques Dornellas da UMNA (União dos Militares não Anistiados), de Antônio Cícero do CEPPES (Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais). Essas organização, assim como a Juventude Cinco de Julho, fazem parte do Capítulo Brasil Luís Carlos Prestes da Coordenadora Continental Bolivariana.

No dia seguinte ao ato, os militantes fizeram uma reunião nacional da Juventude, que foi avaliada como um importante passo no processo de organização que esta sendo empreendendo nacionalmente.


Direção Nacional da J5J