Viva a luta da classe Proletária

O INVERTA traz um resumo do que foram as atividades realizadas pelo PCML, Juventude 5 de Julho, CEPPES e sindicatos e organizações do movimento social que, no Rio de Janeiro, São Paulo e Pelotas-RS, prestaram essa merecida homenagem aos Trabalhadores nesse 1º de maio de 2008

Viva a luta da classe Proletária

O INVERTA traz um resumo do que foram as atividades realizadas pelo PCML, Juventude 5 de Julho, CEPPES e sindicatos e organizações do movimento social que, no Rio de Janeiro, São Paulo e Pelotas-RS, prestaram essa merecida homenagem aos Trabalhadores nesse 1º de maio de 2008

Trabalhadores no Rio concentram-se na Quinta

Local historicamente reservado para as comemorações e atos do Primeiro de Maio, em 2008, mais uma vez o Partido e aliados históricos mais uma vez estiveram presentes hasteando bem alto a bandeira vermelha. Vários militantes sociais destacaram a importância desta data na luta dos trabalhadores brasileiros e de todo o mundo contra a discriminação social e a exploração do capitalismo contra a classe trabalhadora.

No final das atividades o ato cultural teve a apresentação de vários grupos musicais como o forró do Sudeste Show, que brindou a todos com um arrasta pé da melhor qualidade; o ato também contou com uma composição do jovem Pedro Henrique sobre a vida dos trabalhadores da periferia e das dificuldades da juventude proletária neste capitalismo neoliberal do Brasil.

Osmarina Portal, representando o Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo falou aos trabalhadores e suas famílias: “Estamos aqui para denunciar e protestar e somente com a unidade dos trabalhadores do campo e da cidade é que vamos criar uma nova sociedade, que é a socialista. Mais uma vez convidamos todos os trabalhadores para juntos nos unirmos em uma força só contra uma coisa que hoje se transformou em um monstro para os trabalhadores e a humanidade, que traz a fome, falta de educação, que é o projeto neoliberal.

Conclamamos a classe trabalhadora para que reflita sobre a situação que estamos vivendo no mundo, que é uma ameaça da fome, da carestia com a falta de cereais, porque vai haver plantação para os carros dos bacanas e à indústria que move por energia do petróleo, que não é renovável e está se acabando. Ou a classe trabalhadora reflete e busca alternativa de organizar e lutar contra tudo isso ou será o fim de todos nós, porque a proposta neoliberal do capitalismo ameaça não só os trabalhadores, mas todos os seres vivos do planeta.E como vamos dar um basta nisso? Temos que nos organizar, por isso estamos aqui neste momento, junto com o PCML, a Juventude, sindicatos, artistas populares, jornalistas, professores, estudantes em geral e a Coordenadora Continental Bolivariana, nos manifestando no dia 1º de maio”.

D. Rosida, militante do PCML, de Comendador Soares, Nova Iguaçu, saudou a todos: “Estão de parabéns os participantes que têm ânimo para vencer e preparar para a grande revolução. Nós vamos vencer e fazer a nossa revolução”.

Otília do Centro Cultural Casa das Américas em Nova Friburgo-RJ falou sobre o significado do 1º de Maio: “É uma historia dos trabalhadores que lutaram por uma melhor situação econômica que eles passavam e por isso foram massacrados e até hoje a gente lembra esta luta por melhores dias para todos”. E deu a sua mensagem para o povo trabalhador de Nova Friburgo, em nome da Casa das Américas: “Que os trabalhadores se unam, porque somente unidos é que haverá transformação e mudanças para melhores dias”.

Margarida Meressi, presidente do Centro Cultural Casa das Américas-NF falou sobre a unidade internacional dos trabalhadores e a unidade latino-americana: “Neste momento estamos aqui na Quinta da Boa Vista para mostrar ao povo que existe uma saída, que é o socialismo e exemplos como o da Venezuela, e de Cuba, principalmente, mostram que este é um caminho para a sociedade. A saída é a união, porque a divisão só vai nos dispersar e a unidade latino americana, como Bolívar pregou, também Fidel Castro, e agora Hugo Chávez, é a união com o que há de melhor”, defendeu.

A companheira Solange da ASJT-Rio nos contou sobre a importância deste 1º de maio: “A importância do 1º de maio é que possamos reunir todos os trabalhadores e a família está aqui com seus filhos, com suas mulheres curtindo o que eles não curtem o tempo inteiro durante o ano. E fiquei muito emocionada com a solidariedade das mulheres, que estão em massa aqui, por isso estou feliz vendo esta participação feminina hoje. E vemos também a importância dos jovens e a própria ASJT está mais uma vez vindo a público com seu jornal e com seu manual dos trabalhadores. A gente vem , através da ASJT, reivindicando para a nossa classe tudo de melhor. Eu sou aposentada e estou a frente da ASJT reivindicando sempre para todos os outros trabalhadores e sempre lutando por todos de uma forma geral”.

A diretora do Sindsprev-RJ e membro do PCML, Jaqueline Alves, também participou do 1º de Maio: “Acredito que o 1º de Maio é uma data histórica em que temos que construir uma alternativa para os trabalhadores e é isso que nós estamos fazendo aqui e a nossa missão está muito a frente”. E ao ser perguntada sobre a sua história desde a fundação do Jornal Inverta e dos muitos anos de luta do partido e do jornal contou o seguinte: “como trabalhadora e militante do movimento de esquerda, nossa direção ideológica é corretíssima com uma postura que é difícil de encontrar no Brasil atualmente e são poucos na América Latina que têm a mesma posição. A construção destes anos todos só depois de nós fazermos a revolução é que se saberá o que foi acertado e o que não foi. Creio que estamos no rumo certo e o que a gente tem construído nestes 16 anos de INVERTA mostra isso e as pessoas caminham com a gente e sabem para onde vão e o que nós queremos e é por conta desta política dada pela direção ideológica”, confirmou Jacqueline Alves.

Antônio Cícero, diretor do CEPPES, falou sobre o 1º de Maio na Quinta: “gostaria de me expressar sobre a apresentação cultural, que gostei muito por ter sido muito autêntica, durante uma música ouvi alguém dizer que isso aí é uma escola e é verdade, porque a música e a poesia têm esse poder de transmitir uma autenticidade, o que as escolas burguesas não têm”.

Georgina Queiroz militante do PCML destacou que: “hoje é uma data muito importante e especial, porque o mundo inteiro e todos os trabalhadores, mulheres, homens, jovens se encontram e alguns países estão festejando a sua liberdade como Cuba, Venezuela, Bolívia e o Equador, caminhando para isso e a China e a Nicarágua e em outros países como o Vietnã, Coréia e China; e nós aqui no Brasil nos encontramos para dizer que estamos aqui vivos e seguimos lutando e que a espada de Bolívar segue pela a América Latina com o PCML aqui no Brasil organizando a juventude e trocando com ela experiências para que a gente levante e acorde o nosso povo para a nossa libertação e pelo socialismo. Hoje é um dia muito importante para a gente, estamos aqui nos confraternizando em um local em que todos os trabalhadores do Rio de Janeiro há vários anos se encontram para organizar e sonhar pela sua liberdade.”

Sueli Peresine do Sindsprev-RJ também destacou a importância histórica da luta dos trabalhadores mesmo antes do Primeiro de Maio: “mesmo quando os trabalhadores africanos escravizados conseguiram lutar contra a escravidão, ainda hoje todos o trabalhador brasileiro procura dar um passo para sua libertação definitiva, que é se livrar do tronco que ainda é colocado para ele, o capitalismo, com seu baixo salário, quando lhe é tirado os meios de aprimorar seus conhecimentos, com uma escola de péssima qualidade para todos os que trabalham e é vetado o acesso ao ensino superior, que vai dar a ele uma visão maior de toda aquela coisa mais simples que já faz na vida. E eu acho que o 1º de Maio mostra isso, que é um grito de revolta contra todos que lhe oprimem e que impedem o seu crescimento enquanto ser dotado de todas as capacidades, mas excluído.

Espero que consigamos o avanço que queremos, que é transformar a sociedade capitalista, uma vez que já foi mostrado que o capital nada gera de riqueza, não produz nada e estraga tudo que a natureza nos proporcionou e acho que nós, trabalhadores, podemos mudar isso tudo de novo. Fomos expulsos da terra em que estávamos produzindo o que necessitávamos e agora produzem tanque de tanque de combustível do mundo inteiro e não é para alimentar as pessoas, mas para alimentar novas tecnologias. Nós temos que gerar cultura e conhecimento, água potável, saúde para a população. E a saúde está em uma situação calamitosa e parece que é uma guerra fria contra as pessoas que precisam do serviço público e até para quem tem plano de saúde, as clínicas não são fiscalizadas”.

JCFL e BJ


1º de Maio de Luta em Pelotas

Em Pelotas tivemos mais um primeiro de maio de muita luta. Diversas entidades políticas participaram de um ato público político e cultural no altar da pátria, na Avenida Bento Gonçalves. Entidades como o Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML), Juventude 5 de Julho (J5J), Coordenadora Continental Bolivariana (CCB), Sindicato da Alimentação de Pelotas, CPERS - Sindicato, Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (ASUFPEL), Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas (ADUFPEL), Sindicato dos Telefônicos de Pelotas, Sindicato dos Municipários de Pelotas (SIMP), CUT regional Sul, Sindicato dos Metalúrgicos, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Associação das Domésticas, entre outros, reafirmaram a posição de que o 1º de Maio não é um dia de festas, mas sim um dia de reflexão e muita luta por parte dos trabalhadores, e lembraram que esta data não é o dia do trabalho como busca afirmar a mídia burguesa, mas sim o dia do trabalhador. Em diversas intervenções dos representantes das entidades presentes, muitas foram as referências contrárias a movimentos nacionais de algumas centrais sindicais, que buscaram dar um caráter festivo à data, com a produção de shows nos quais foram pagos altos cachês a artistas e sorteados apartamentos, carros, e outros prêmios, desvirtuando a idéia que pautou o a data em Pelotas, um primeiro de maio de muita luta, como todos devem ser.

Esta atividade, em Pelotas, contou com a participação de diversos artistas que se apresentaram gratuitamente, tais como as bandas Reggae da Luta, Universo Paralelo e Freak Brothers. Todos os artistas defenderam a luta dos trabalhadores e cantaram músicas relacionadas com a importância desta luta.

O Partido Comunista Marxista-Leninista, em conjunto com a Juventude 5 de Julho e a CCB, participou ativamente do ato. Além de levarem as suas bandeiras e faixas, expuseram uma banca com seu material revolucionário e também intervindo, defendendo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exercito do Povo (FARC – EP), denunciando o avanço da ofensiva terrorista e nazifascista da burguesia imperialista, apontando o desrespeito a soberania do Equador e a agressão a todos os trabalhadores mundiais, com o neoliberalismo que avança reagindo contra todo o movimento operário organizado como é o caso das FARC–EP, da agressão ao Equador, Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, etc. O PCML, a J5J e a CCB defenderam a mobilização dos trabalhadores para lutar contra o neoliberalismo e alertaram para o avanço das políticas e práticas terrorista neoliberais na América Latina, na figura principalmente de Álvaro Uribe, fiel lacaio de George Bush, e no mundo.

Outros trabalhadores manifestaram-se em mesmo tom, demonstrando a necessidade dos trabalhadores de se prepararem para o combate contra o neoliberalismo que vem assolando o planeta, denunciando assim não só as reformas neoliberais do governo Lula, mas também a sua omissão na luta contra os avanços terroristas nazifascista da burguesia imperialista no continente americano e no mundo. Também foram destacadas as posições neoliberais e de extrema direita tomadas tanto pela governadora Yeda Crussius – PSDB (tais como o sucateamento do setor público como o das escolas públicas, segurança pública e a entrega das riquezas naturais do RS a multinacionais e transnacionais como é o caso das empresas que proporcionam o deserto verde, Votorantim Papel e Celulose, Stora Enzo, Ara Cruz e etc.), como pelo prefeito de Pelotas Fetter Jr. - PP (que além de buscar privatizar a Pedreira Municipal de Pelotas e por não conseguir, graças a mobilização dos trabalhadores, tentou demitir os funcionários desta pedreira. Este também foi o governo responsável pelo corte do ponto dos servidores públicos municipais para retaliar os funcionários que paralisaram contra este governo, além de protagonizarem perseguições políticas, e como a governadora Yeda também busca entregar as riquezas naturais de Pelotas a grandes empresas como a Votorantim Papel e Celulose e outras grandes empresas as quais este governo bancou e aprovou junto a câmara de vereadores incentivos fiscais relativos a água, IPTU, energia elétrica, materiais de construção e etc.)
Portanto, o dia primeiro de maio em Pelotas foi de muita reflexão e muita luta, onde a lógica apontada para a superação da opressão que vive o trabalhador foi à lógica do enfrentamento, da mobilização e da combatividade, pois só assim é possível a esta classe romper as amarras que lhe prende. E como foi cantado em um dos refrões das músicas da banda Reggae da Luta: “É tempo de revolução, é tempo de evolução...”.

Everton Avila – J5J/RS


O 1º de Maio em São Paulo

A corrida eleitoral rachou o 1º de Maio. Foram vários eventos espalhados pelo Estado. A palavra de ordem mais ousada nas comemorações foi chamamento da classe operária para a luta pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas. Mas, os palanques das grandes centrais estavam abarrotados de parlamentares e ou candidatos, praticamente todos da base aliada do governo Lula. A linha mestra de seus discursos era para que as bandeiras de lutas dos trabalhadores fosse encaminhadas aos seus candidatos para que, se eleitos, às conduzissem para a apreciação nas instituições burguesas controladas, por meio ou não da corrupção, pelo poder econômico internacional.

A FS (Força Sindical), criada no e pelo governo Fernando Collor, há muito converteu o Dia do Trabalhador em megashows e sorteios. Na Praça Campo de Bagatelle foi montado um grande palanque para comportar 40 artistas globais e o sorteio de 5 apartamentos e 10 carros 0 km. No meio de todo este corre-corre se ouviu falar em luta pela redução de jornada para 8 horas diárias e aumento de emprego. O presidente FS, Paulo Pereira da Silva, deputado federal pelo PDT, subiu ao palanque para se justificar das acusações de corrupção e tentar valorizar seu passe na corrida eleitoral. Não subiu, como antes, para denunciar a corrupção e outras mazelas do sistema capitalista.
O evento da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) não foi muito diferente; só não havia sorteios. Parlamentares que aprovaram Projetos de Leis que surrupiaram direitos da classe operária repetiam a mesma toada: criticavam a política neoliberal dos governos anteriores ao mesmo tempo em que elogiavam as medidas neoliberais do governo Lula, confundindo a platéia, que esperava mais ansiosa pelo seu artista global. O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) foi endeusado. Na falta de assunto revolucionário ou meso-progressista, a correção da tabela do imposto de renda e a suposta política de valorização do salário mínimo foram tratadas com uma das grandes conquistas dos trabalhadores dos últimos tempos. Até o novo formato da Carteira de Trabalho foi tratado como um avanço para os trabalhadores.

A UGT (União Geral dos Trabalhadores), criada com a fusão de três centrais sindicais CGT (Central Geral dos Trabalhadores), SDS (Social Democracia Sindical) e CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores), foi mais direta. Realizou sua festa na cidade de Carapicuíba, interior de São Paulo, cidade onde o seu vice-presidente, Antonio Carlos dos Reis, o Salim, sairá novamente candidato a prefeito da cidade, sempre pelo PFL (atual DEM(mônio)).

Salim é presidente do Sindicato dos Eletricitários há mais de uma década e seu partido, o PFL, foi e é o principal aliado da política neoliberal promovida pelo PSDB, que privatizou, entre outras centenas de estatais, todo o setor elétrico paulista, desencadeando a destruição dos direitos trabalhistas de sua própria categoria e matando mais operário na rede elétrica do que os vôos da TAM e Gol juntos. Aí também sindicalistas, parlamentares e o ministro do Trabalho reivindicaram a redução da jornada para 40 horas e criticaram a política neoliberal anterior.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), recentemente criada, ligada ao PCdoB, também entrou no coro da redução simbólica da jornada de trabalho e da defesa sorrateira dos fundamentos da política neoliberal do governo Lula. A principal vedete do ato foi Aldo Rebelo, candidato a prefeito da capital paulista. A exemplo das outras centrais, os governos neoliberais do duo satânico PSDB-PFL foram criticados exaustivamente, mas as políticas neoliberais do atual governo foram minimizadas e até, de certa forma, colocadas como avanço rumo à uma sociedade superior, sem exploração e opressão.

O PSTU e o PSOL, digo, Conlutas e Intersindical, invadiram a Praça da Sé. Há alguns anos, as atividades na Praça da Sé vinham sendo resgatadas pelo PCML e outras organizações comunistas e revolucionárias, cujo pano de fundo era a unidade em torno da construção de uma sociedade sem classes. E mais uma vez os comunistas e seus aliados históricos estiveram juntos em defesa da luta da classe trabalhadora.

Sucursal/SP