Camaradas, todos ao trabalho em nossa Campanha de Finanças!

Dentro de nosso plano de trabalho, o partido lança, com a publicação desta edição do jornal, por todo o país uma campanha de finanças que contribua a criar a infra-estrutura necessária para avançarmos nesta importante frente de batalha. Esta campanha nos ajudará no processo de adquirirmos os meios de produção necessários a nosso trabalho revolucionário. Nossa meta geral é nossa própria gráfica, ainda que não a cumpramos nesta primeira etapa. Este é o nosso maior desafio no momento, sem que nos esqueçamos das condições históricas em que travamos nossa batalha pela Refundação Comunista e, deste modo, não podemos, a propósito de um discurso pseudo-revolucionário ou ainda oportunista, nos entregar de bandeja ao inimigo de classe. O caráter revolucionários de um plano de finanças se revela pela criatividade, eficiência e sustentabilidade do mesmo, inclusive por sua perfeita aceitação pelo nosso inimigo de classe, na medida em que este não tem como enquadrá-lo como violação das regras do seu próprio sistema. Tampouco se faz necessário abrirmos mão de nossos princípios para conquistar um maior quinhão.

Camaradas, todos ao trabalho em nossa Campanha de Finanças!

 

O presente ano foi palco de um acirramento da luta de classes no plano internacional. Em todas as regiões do mundo são travadas lutas de classe abertas. É o embate de uma variedade de forças, que em última instância, estão determinadas pelas contradições do modo de produção capitalista, logo representam sempre uma correlação de forças entre os trabalhadores e os detentores do capital.

Em 2008, a crise do capitalismo se manifestou no centro do sistema com uma tal amplitude que forçou que a própria mídia burguesa reconhecesse a existência da mesma, ainda que parcialmente. Ela mostra apenas a superfície do fenômeno, mas por baixo desta está uma espada de Democles, uma espada presa por um fino fio e que pode cair a qualquer momento esmagando a cabeça do sistema. Só o fato de agora admitirem o que até então se esforçavam por negar demonstra o medo que sente hoje a classe burguesa.

Geopoliticamente os Estados Unidos vêem suas alianças em risco, tanto pela ascensão da contra-tendência anti-imperialista no mundo, quanto pelo fortalecimento de outras potências imperialistas ou sub-imperialistas. Sua atitude é agressiva, já que visa manter um mundo que se despedaça. Todo império em decadência vive seus estertores em violência.

Na Ásia, a chegada ao poder do Partido Comunista Marxista-Leninista do Nepal (PCMLN) e o fim da monarquia no país anima outros movimentos similares na região, especialmente na Índia. Em contrapartida, o imperialismo tenta desestabilizar aquele que é seu maior problema geopolítico, a República Popular da China, através da ação da CIA no Tibete, que tem como objetivo danificar a imagem do país às vésperas da grande festa das Olimpíadas. Neste caso, os meios de comunicação imperialistas e reprodutores empreenderam um verdadeiro bombardeio midiático contra a verdade dos fatos, utilizando amplamente montagens e falsificações, como fotos de outros países ou de outra época que nada tinham a ver com os recentes acontecimentos, para acusarem a China de intolerância.

Na África, a ação do imperialismo não mudou em nada a crueldade que sempre a caracterizou. A pressão gigantesca da Inglaterra sobre o Zimbábue, contra o governo de Robert Mugabe, é um exemplo da arrogância imperialista. Arrogância que muitas vezes se transforma em agressão militar como a recém vivida pela Somália.

Em Nossa América avança a contra-tendência anti-neoliberal, principalmente seu setor mais avançado, conformado pelos países da ALBA. A Aliança Bolivariana para as Américas passa de uma utopia a uma realidade, com os países que a conformam enfrentando de forma solidária, juntos, os problemas da humanidade, como a alta do preço dos alimentos, as epidemias ligadas a pobreza, o analfabetismo.

Apenas uma ilustração disto é que a Revista Avanços Médicos em Cuba, editada pela Prensa Latina, agora será relançada como Avanços Médicos da ALBA, conforme anunciou o presidente da agência Frank González em recente ato que marcou a renovação e ampliação do acordo entre a Prensa Latina e a Cooperativa Inverta.

A ALBA, ainda que seja espaço que busque também a integração comercial, não se limita a uma união aduaneira pautada pelo crescimento do comércio, com cada nação digladiando-se por uma maior vantagem comparativa. No caso da crise alimentar, cada país contribuíra para um fundo de reserva, de acordo com sua capacidade e o utilizará segundo sua necessidade. Neste caso, quando a ALBA estabelece profundos laços de solidariedade entre os países, resgata-se um valor de nossos povos originários, onde uma troca desigual (não feita entre valores de troca iguais) era possível como uma forma de solidariedade dentro e fora da comunidade. Foi sob esse prisma que Cuba envia milhares de médicos a outros países sem pedir nada em troca.

A Bolívia avança com firmeza resistindo ao poder econômico, principalmente da oligarquia brasileira localizada em Santa Cruz. Até o final do ano o país deve ser declarada mais uma nação livre de analfabetismo em nosso continente. Novamente a solidariedade do povo cubano se fez presente mediante o apoio pedagógico (método e profissionais).

O Equador, após ter sido agredido pelo imperialismo através da oligarquia colombiana, manteve sua dignidade na figura do presidente Rafael Correa que não se intimidou, mostrando que sonha com a mesma pátria digna que Manuelita Sáenz e Eloy Alfaro sonharam.

O Brasil no continente que se insurge, pode ser o fiel da balança neste processo histórico. Um povo massacrado cotidianamente, acossado por todo tipo de violências, mas que tem na sua história exemplos gloriosos de lutas populares. Uma oligarquia com pretensões sub-imperialistas, de uma crueldade assombrosa no trato do poder desde sua formação como escravocrata.

Neste cenário é que existimos como Partido Comunista Marxista-Leninista, organização refundada pela classe operária, por dirigentes operários e comunistas revolucionários em nosso país, com o objetivo de contribuir para que a classe operária brasileira atinja seus objetivos históricos: o Comunismo.

Os comunistas revolucionários, não podem ainda avançar para um plano de luta aberta pelo poder, o que abre o espaço ao reformismo e oportunismo hoje reinantes no movimento operário. Ainda não superamos o desgaste sofrido pelos erros históricos do Partido, que facilitaram o golpe de 1964 e o trabalho da reação na tentativa de nos exterminar.

Hoje, estamos cercados por muitos lados: pela propaganda nazi-fascista do inimigo, pelo cerco econômico e sabotagens sofridas, pelos provocadores e cachorros da repressão que seguem na ativa.

Mas, por todas as partes nos movimentamos, na certeza de que romperemos todos esses cercos. Venceremos porque temos camaradas dispostos a lutar todo o tempo, todos os dias por isso. E essa é uma necessidade fundamental de qualquer luta revolucionária. Filhos e filhas da classe operária que não voltarão sob hipótese alguma a aceitar o sistema que os escravizou.

O Partido Comunista Marxista-Leninista edita o Jornal Inverta, seu órgão central. Nosso jornal é criado sobre a idéia leninista de um organizador coletivo que fosse o elo ideológico entre os revolucionários comunistas.

Quando o criamos, tínhamos em mente diversos exemplos históricos, entre eles a Nova Gazeta Renana, editada por Karl Marx, durante as lutas operárias que ficaram conhecidas como primavera dos povos. Marx, discorrendo sobre a liberdade de imprensa, afirmou que a imprensa não poderia ser livre, se os meios de produção necessários para produzi-la estivessem nas mãos de um punhado de representantes da classe dominante. Lênin aprofundou esta idéia e, sendo a imprensa dentro do capitalismo uma indústria, que fosse uma indústria revolucionária, na qual trabalhassem operários conscientes em sua luta pela libertação.

Hoje, trabalhamos em diversas frentes da batalha das idéias. Junto com o Inverta circula o Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, circulam as Revistas da Prensa Latina, a Revista Resistência Internacional, das FARC EP, a Revista Tricontinental da OSPAAAL, a Revista Ciência e Luta de Classes do CEPPES. Trabalhamos com diversos livros, alguns de temas históricos, outros, textos científicos da aplicação do marxismo leninismo, que tiveram uma destacada importância em nossa experiência prática como “Crise na Ásia” e “Enigma da Esfinge”.

Trabalhamos com as novas tecnologias e além de nosso portal na internet (www.inverta.info), cada vez mais produzimos imagens como a recente entrevista feita ao comandante Iván Marquez, das FARC-EP.

Não é segredo a ninguém, amigos ou inimigos que a produção e circulação destes materiais enfrentam hoje uma dificuldade material que retarda seu crescimento. É a falta dos meios de produção necessários a que nossa cooperativa possa desenvolver seu trabalho mais amplamente.

Dentro de nosso plano de trabalho, o partido lança, com a publicação desta edição do jornal, por todo o país uma campanha de finanças que contribua a criar a infra-estrutura necessária para avançarmos nesta importante frente de batalha. Esta campanha nos ajudará no processo de adquirirmos os meios de produção necessários a nosso trabalho revolucionário. Nossa meta geral é nossa própria gráfica, ainda que não a cumpramos nesta primeira etapa.

Todo o partido, todos seus organismos e militantes devem empenhar-se na mesma com o sentido de tarefa revolucionária. Os amigos que acompanham há anos nosso trabalho, e que sabem a importância da imprensa revolucionária, sabem também a importância de contribuir com a mesma.

Este é o nosso maior desafio no momento, sem que nos esqueçamos das condições históricas em que travamos nossa batalha pela Refundação Comunista e, deste modo, não podemos, a propósito de um discurso pseudo-revolucionário ou ainda oportunista, nos entregar de bandeja ao inimigo de classe. O caráter revolucionários de um plano de finanças se revela pela criatividade, eficiência e sustentabilidade do mesmo, inclusive por sua perfeita aceitação pelo nosso inimigo de classe, na medida em que este não tem como enquadrá-lo como violação das regras do seu próprio sistema. Tampouco se faz necessário abrirmos mão de nossos princípios para conquistar um maior quinhão.

Assim nossa campanha de finanças mais que uma atividade excepcional, na verdade, se fundamenta num plano que regularize e normatize nossas atuais fontes de financiamento, ou seja: a) da contribuição militante; b) da produção e comercialização da literatura revolucionária; c) da contribuição dos amigos de nossa organização revolucionária e; d) das atividades e eventos financeiros. Todas estas fontes de financiamento de nossa luta necessitam de um maior profissionalismo em sua canalização e administração. Somente estes recursos já nos colocam em condições favoráveis para mantermos a regularidade de nosso trabalho.

Nossa capacidade de avançar nas finanças são grandes e variadas. Para isto basta uma dose de criatividade, planejamento, profissionalismo e trabalho sistemático. A regularização das finanças é um passo imprescindível para gerarmos os recursos necessários para ampliar a tiragem do Jornal INVERTA para cada região, assim como a base para subsidiar cada vez mais a liberação de quadros profissionais.

Cada Estado deve estabelecer para campanha de finanças uma meta e um cronograma local. Assim, aliando-se à campanha de recrutamento revolucionário a esta campanha pela regularização das finanças do Partido, criaram-se as condições objetivas para avançarmos ainda mais em nossos objetivos táticos e estratégicos.

O imperialismo investe bilhões de dólares para esmagar a resistência em nosso continente. Só pelo Plano Colômbia destinado a esmagar a insurgência comunista neste país, foram despejados abertamente 5 bilhões de dólares.

Utiliza-se o falso argumento do combate ao narcotráfico, quando todo o mundo sabe que o verdadeiro narcotraficante é o governo de Uribe, implicado até os ossos com o legado do cartel de Medellín com quem sua família é associada. E o outro responsável é o governo dos Estado Unidos, já que este país é o maior consumidor da droga do mundo. Como é possível reforçarem tanto a fronteira contra os imigrantes, afirmar ter uma vigilância extrema contra supostos terroristas, e abrirem as portas para as mais de 400 toneladas de cocaína que entram todo ano no país? A quem pensam enganar com o duplo discurso?

A prova é que depois de anos de Plano Colômbia, o negócio lucrativo da cocaína não cessou, mas aumentaram os assassinatos de sindicalistas, jornalistas, trabalhadores rurais, nas mãos de esquadrões da morte envolvidos com o exército.

Atualmente todos os comunistas revolucionários em nosso continente temos o coração na Colômbia, onde se enfrentam o projeto da Nova Colômbia contra as pretensões do imperialismo de, então, estabelecer um protetorado que sirva como cabeça de praia à recolonização do continente.

Sofremos com a ausência incrível causada pela morte do comandante invencível, Manuel Marulanda, mas nos alegramos pelos milhares de combatentes farianos dispostos a seguir seu exemplo de vida e luta. Não podem destruir a dignidade de todo um povo.


Com Bolívar, Che e Manuel, juramos vencer!

Ousar Lutar, Ousar Vencer!

Viva o PCML(br)!

Viva a Coordenadora Continental Bolivariana!

Nossa total solidariedade ao povo irmão chinês!

Repudiamos a prisão e tortura de jornalistas no Rio de Janeiro!

 

Órgão Central - PCML