Bolívia avalia chamado da OEA

O governo boliviano impulsionou em 28/04 a recuperação das transnacionais petroleiras Chaco S.A., Transredes, armazéns CLHB e Andina com a compra de suas ações. Segundo Santos Ramírez, presidente da estatal Jazida Petrolíferas Fiscais Bolivianas (YPFB), essa será a principal homenagem ao segundo aniversário, no próximo 1º de maio, da nacionalização dos hidrocarbonetos.

Bolívia avalia chamado da OEA


O presidente de Bolívia, Evo Morales, reuniu-se no dia 28/04 com seus ministros para avaliar os alcances e emitir sua postura oficial sobre o pronunciamiento do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) que fez um chamado para o diálogo em referência à consulta separatista impulsionada pela oposição de Santa Cruz. “O Governo vai colocar toda a vontade política para o diálogo, nós nos reuniremos manhã (segunda-feira) com o presidente Evo Morales para avaliar a convocação da OEA. Vamos demostrar que temos a mais absoluta predisposição para dialogar, flexibilizar substancialmente o tema do IDH e para gerar espaços para compatibilizar estatutos autonômicos com a Constituição’, afirmou o ministro de Defesa, Walker San Miguel.

O servidor público explicou que os alcances do pronunciamiento da OEA são de grande importância porque é produto da reunião dos chanceleres e embaixadores plenipotenciarios dos membros deste organismo, informou a agência ABI. O Conselho Permanente da OEA ofereceu no dia 26/04 um forte apoio ao Governo boliviano encabeçado pelo presidente Morales, defendeu a manutenção do sistema democrático e a integridade territorial da nação sul-americana, e pressionou os oos opositores a irem a uma mesa de diálogo. “Consideramos que o diálogo é impostergável, subscrevemos plenamente ao chanceler David Choquehuanca que deu sua palavra na OEA sobre a instalação do diálogo”, afirmou San Miguel.

O ministro manifestou que, a pesar de toda a campanha midiática que realizada nacionalmente e internacionalmente, o atual governo nacional é democrático e surgido da vontade popular que respeita a Constituição. San Miguel também qualificou a consulta separatista opositora arbitrária, ilegal e contra a Carta Magna de Bolívia, tornando-se preocupante para a comunidade internacional.

ABN