Realizada com êxito primeira Assembléia do Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado

A Primeira Assembléia Geral dos Povos Indígenas do Cerrado terminou como um importante salto na organização e mobilização do movimento indígena. Esse encontro foi organizado por diversos povos indígenas sem estarem subordinados a nenhum órgão do governo, a nenhuma igreja, a nenhuma ONG, como costuma ocorrer.

Realizada com êxito primeira Assembléia da Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado


A Primeira Assembléia Geral dos Povos Indígenas do Cerrado terminou como um importante salto na organização e mobilização do movimento indígena. Esse encontro foi organizado por diversos povos indígenas sem estarem subordinados a nenhum órgão do governo, a nenhuma igreja, a nenhuma ONG, como costuma ocorrer.

Estiveram presentes lideranças de diversos povos dos estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Goiás e Maranhão.

A aldeia Cachoeirinha, em terra do povo Terena, foi palco de profundos debates e intensas reflexões acerca das estratégias de luta dos povos indígenas para a retomada de seus territórios tradicionais e direitos.

Durante a abertura do encontro foi lançada a Revista Tricontinental no Cerrado brasileiro. O lançamento foi acompanhado pela exposição de cartazes da OSPAAAL montada na escola da aldeia. A revista fala aos povos em luta no mundo sobre outros povos em luta no mundo.

Durante 4 dias diversos temas foram abordadas: a questão territorial, a situação dos povos das fronteiras, a saúde, as perseguições ao movimento.

Analisou-se a conjuntura atual, levando-se em conta o plano do imperialismo e dos latifundiários locais de transformar o Cerrado em uma grande plantação de cana para ser usada como biocombustível.

Foi denunciado o extermínio de lideranças indígenas no Estado a mando do agro-negócio e por intermédio do governo. Somente em 2007, pelo menos 29 lideranças foram assassinadas. Um exemplo é o do líder Kaiowá-Guarani, Ortiz Lopes, assassinado no dia 8 de julho em frente à família.

A carta final do encontro exige o fim dos atos repressivos contra o movimento e a liberação dos presos políticos indígenas.

A MOPIC (Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado) avaliou que o encontro atingiu todos os seus objetivos, o que foi muito positivo, dadas todas as dificuldades que se apresentaram.

A Coordenadora Continental Bolivariana esteve presente apoiando o ato. A MOPIC participou da fundação da CCB no Brasil no IV Seminário Internacional de Luta contra o Neoliberalismo.

O Movimento Indígena deve fazer parte da luta mais geral pela construção de uma outra sociedade a partir da superação do capitalismo destrutivo que vivemos.

A classe operária deve recuperar sua memória, onde se encontra sua herança indígena e acrescer esse elemento fundamental em sua luta pela libertação. Um povo sem memória é um povo fácil de ser dominado.


Sucursal-Cerrado