Bancos Centrais dos EUA e UE tomam medidas contra crise

Em uma ação conjunta, os Bancos Centrais da União Européia e dos EUA tomaram uma série de medidas para diminuir a crise do crédito imobiliário da sociedade norte-americana.

Bancos Centrais dos EUA e UE tomam medidas contra crise

 

 

Em uma ação conjunta, os Bancos Centrais da União Européia e dos EUA tomaram uma série de medidas para diminuir a crise do crédito imobiliário da sociedade norte-americana. Com o problema dos calotes dos clientes do setor habitacional dos EUA houve uma queda no valor das casas, que estão em seu nível mais baixo das últimas décadas, e para diminuir os prejuízos dos bancos que estão com um total de inadimplentes elevados os Bancos Centrais dos EUA e da Europa criaram uma linha de empréstimos para a falta de liquidez das instituições financeiras. Com a queda dos juros básicos pelo FED -de 5,25% para 4,25%- houve uma diminuição na pressão sobre as pessoas que estão em atraso no pagamento das prestações da casa própria, mas mesmo assim em 2003 os juros básicos norte-americanos estavam em torno de 1% ao ano. Mesmo com a queda atual, as dívidas dos mutuários mais do que dobraram em menos de 4 anos, isso explica a crise do setor habitacional norte-americano e não a desculpa do subprime (maus pagadores).

Grande parte dos bancos dos EUA e da UE tinham uma carteira de empréstimos para o setor imobiliário e com a crise da falta de pagamento das hipotecas o mercado de crédito enfrentou um momento de turbulência com a falta de recursos, daí vem o problema da falta de liquidez, e com isso o FED teve que intervir para socorrer o sistema financeiro dos EUA. Somente este mês fará um leilão de US$ 40 bilhões e ajudará o Banco Central Europeu para que este empreste um total de US$ 20 bilhões aos bancos com falta de dinheiro, assim como também o Banco Central Suíço a injetar US$ 4 bilhões no mercado bancário para socorrer as instituições financeiras. Estes empréstimos das autoridades monetárias centrais terão juros menores e mais uma série de ajudas para tirar o mercado financeiro deste período de turbulência.

Uma alta do índice inflacionário nos EUA é mais uma preocupação para as autoridades monetárias do país que já estão prevendo um período recessivo em curto prazo devido aos indicadores macroeconômicos e uma das causas da alta dos preços no mercado interno dos EUA é a cotação internacional do barril do petróleo que está em torno de US$ 90 e alimenta o medo de que em curto prazo a sociedade norte-americana passe a ter o que se chama estag-inflação que seria alta dos preços junto com um processo recessivo na economia e que levaria a uma repercussão mundial, uma vez que o PIB dos EUA representa mais de 33% das riquezas internacionais.

Os níveis de ações judiciais para a retomada dos imóveis nos EUA têm alcançado recordes, segundo as estatísticas do governo mesmo depois de um pacote que administração George W. Bush deixou de socorrer uma parte dos mutuários da casa própria, mas estas medidas foram parciais e principalmente tem intenções eleitoreiras visando o pleito do final de 2008 em que se disputará a presidência da maior potência do planeta.


Júlio César de Freixo Lobo