Os números sobre a violência no Rio de Janeiro

O combate à criminalidade no Brasil está sendo alvo de discordâncias entre as autoridades, porque a violência está ultrapassando os limites do aceitável. A execução de 19 pessoas na Comunidade do Alemão, em 27 de Junho, segundo o Relator Especial da ONU sobre Execuções Sumárias e Extrajudiciais, Philip Alston, foi uma clara violação dos direitos humanos pela polícia do Rio de Janeiro.

Os números sobre a violência no Rio de Janeiro



O combate à criminalidade no Brasil está sendo alvo de discordâncias entre as autoridades, porque a violência está ultrapassando os limites do aceitável. A execução de 19 pessoas na Comunidade do Alemão, em 27 de Junho, segundo o Relator Especial da ONU sobre Execuções Sumárias e Extrajudiciais, Philip Alston, foi uma clara violação dos direitos humanos pela polícia do Rio de Janeiro.

As autoridades do governo Sérgio Cabral rebateram as críticas de Alston e afirmaram que a política de combate ao tráfico de drogas irá continuar a ser implementada pela atual administração estadual. Em uma visita de 11 dias ao Brasil o Relator da ONU criticou em vários sentidos o enfrentamento ao crime pelos governantes brasileiros e fará um documento que deve ser publicado em março de 2008. Philip Alston, ao comentar o caso do Alemão disse que mesmo que fossem criminosos eles deveriam ser presos e não executados pela polícia.

Os números do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram as estatísticas sobre a violência no Rio de Janeiro, os dados mais preocupantes são as mortes nos confrontos com a polícia ou autos de resistência que subiram 20% em um período de dez meses, de 894 casos para 1072 ocorrências entre 2006 e 2007. Ainda não estão computados os indicadores das delegacias policiais que não estão interligadas diretamente ao banco de dados do ISP, estas somam ao todo 36 delegacias ou 28% do total, e se forem somados podem ultrapassar o recorde histórico registrado em 2003, quando 1.195 pessoas foram mortas pela polícia do Rio de Janeiro. Para o Relator da ONU, as chamadas mortes em confrontos com a polícia são apenas um eufemismo para encobrir as execuções sumárias cometidas pelas forças de repressão do estado e disse ainda que a impunidade é um dos problemas mais graves do Brasil, onde no Rio e em São Paulo somente 10% dos homicídios são julgados até o fim.

Uma reforma no poder judiciário foi um dos pontos levantados por Philip Alston para que os processos tenham mais rapidez nos seus julgamentos finais. Outro setor a criticar a política de segurança de Sérgio Cabral foi a secretaria de direitos humanos do governo federal, que afirmou que houve execuções no Caso do Morro do Alemão e o Secretario de Segurança, José Beltrame, rebateu a crítica dizendo que não houve uma apuração adequada por parte deste órgão, pois o seu representante nem subiu ao local onde ocorreram os confrontos entre a polícia e os traficantes. Logo após a chacina do Alemão, várias entidades de defesa dos direitos humanos se manifestaram condenando a truculência da política de segurança do governo do estado, que para mostrar serviço usou todo um aparato de guerra contra as comunidades carentes do Rio de Janeiro. Este processo de eliminação da pobreza com matanças indiscriminadas nas favelas cariocas faz parte do show midiático da imprensa depois do lançamento do filme “Tropa de Elite”, que mostra as façanhas do Bope (Batalhão de Operações Especiais) para reprimir a criminalidade com o uso da força policial que recebe os aplausos dos setores mais ricos da sociedade com um discurso fascista em uma cidade onde as desigualdades sociais são tratadas como caso de polícia e estão expostas a olho nu nas disparidades entre o morro e o asfalto devido à geografia do Rio de Janeiro.

O professor Inácio Cano, da UERJ, vê com muita preocupação estes números de aumento do extermínio oficial que a polícia do Rio de Janeiro está cometendo contra a população pobre do estado. Ele acredita que a situação do governo Sérgio Cabral é insustentável, pois fica comprovado que são ações ilegais que estão sendo feitas e que duas versões distintas apontam para o mesmo caminho que foram: a visita do Relator da ONU e a perícia feita pela secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, provando a matança no Morro do Alemão.


JCFL

diego
diego disse:
13/01/2011 17h31
hoje em dia a violencia no rio de janeiro esta cada vez maior
muitas pessoas morren todos os dias vitimas de balas perdidas
o rio de janeiro sofre muito com isso
hoje as favelas sao aque mais sofrem com isso
por causa do trafico de drogas e rivalidades dos traficantes
um com os outros pelas drogas o niveu de traficantes
esta cada vez mais aumentando esse é o meu comentario
x
x disse:
13/01/2011 17h31
O policial em nosso país Brasileiro, são mal selecionados e mal preparados para exercer o cargo. O abuso de poder e a corrupção praticada pelos mesmos, estão estampados para todos os cidadãos brasileiro e o pior, aonde fica o departamento da corregedoria que investiga este tipo de ação de Policiais Corruptos em nosso país? ANTIGAMENTE ENSINAVAMOS AOS NOSSOS FILHOS, CUIDADO COM TROMBADINHAS E ETC. HOJE DIZEMOS, CUIDADO COM A POLICIA, POIS VC NUNCA SABE SE O MESMO É CORRUPTO OU SE REALMENTE É UM POLICIAL DIGNO TENTANDO EXERCER A FUNÇÃO.
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