MOPIC realizará primeira Assembléia

A Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado realizará sua 1ª Assembléia Geral visando ampliar a mobilização dos povos indígenas do Cerrado para a defesa de direitos e interesses comuns e o desenvolvimento de ações coordenadas para a proteção de seus territórios, o acesso aos recursos naturais e a valorização de suas culturas.

MOPIC realizará primeira Assembléia



A Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado realizará sua 1ª Assembléia Geral visando ampliar a mobilização dos povos indígenas do Cerrado para a defesa de direitos e interesses comuns e o desenvolvimento de ações coordenadas para a proteção de seus territórios, o acesso aos recursos naturais e a valorização de suas culturas.

Para tanto, será realizado um encontro de 4 dias, de 10 a 14 de dezembro, em uma aldeia dentro da nação Terena. Esse grande encontro será feito no espírito guerreiro de Cunhambebe, Aimberê, Sepê Tiaraju e tantos outros heróis de nosso povo que lutaram contra a opressão e a escravidão.

O evento contará com cerca de 35 etnias, dos seguintes estados : MT, MS, TO, MA e MG. Entre elas: Bakairi, Guarini, Kaiowa, Karajá, Kaxixo, Krahô, Krikati, Nambikwara, Terena, Xacriabá, Xavante e Xerente.

Hoje os povos indígenas continuam sofrendo a opressão do capitalismo principalmente pela sua manifestação no campo do latifúndio e do agronegócio.

O cerrado brasileiro, um bioma de maior importância em nosso ecossistema, já que realiza a transição entre todos os outros biomas, vem sendo rapidamente destruído: nos últimos anos reduziu-se em 50%. Os indígenas lutam pela preservação do meio ambiente, de onde emana sua identidade cultural.

Para que as terras indígenas sejam transformadas em plantações de soja transgênica e que seu território seja destruído pelas mineradoras, a burguesia desencadeou uma guerra contra os mesmos.

São centenas de prisioneiros e mortos que nossos povos originários choram no triste saldo dessa ofensiva do capital. Ofensiva que tende a se agravar cada vez mais, já que a proposta do biocombustível defendida pelo governo brasileiro faz crescer o olho do imperialismo sobre nosso território, já que ele assume uma posição estratégica semelhante a dos países exportadores de petróleo.

Essa atividade, que pretende gritar um basta a essa situação, recebe toda a solidariedade da Coordenadora Continental Bolivariana, através de seu Capítulo Brasil – Luís Carlos Prestes, que acredita que todos os oprimidos devem caminhar unidos para resolver nossos problemas juntos e de uma só vez. A Coordenadora estará presente no ato.

A Bolívia de Evo Morales mostrou como a aliança entre o Movimento Indígena e os demais Movimentos Sociais é essencial para que a luta pela transformação da sociedade possa se nutrir de seus mais antigos arquétipos de luta pela justiça.

Nesse espírito de unidade de nosso continente, durante a atividade será lançada, na aldeia, a revista Tricontinental e realizada a exposição de cartazes “Che, Ontem, Hoje e Sempre”.

Para concluir esse encontro ocorrerá um ato político que consistirá na Corrida de Toras de Buriti em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Esse ato visa denunciar a grave situação sob a qual se encontram nossos povos.


Sucursal Cerrado