Os 16 anos do Jornal INVERTA e a Luta na América Latina e Caribe

Quando, em 20 de Setembro de 1991, o primeiro número do Jornal Inverta foi lançando na Associação Brasileira de Imprensa – ABI, o representante desta entidade disse: “que dure um mês, três meses ou seis, já é uma iniciativa importante!” O Inverta neste dia 20 de Setembro de 2007 completa 16 anos ininterruptos de circulação no país, e mais, não completará sozinho, com ele completará também 15 anos de circulação ininterrupta do Jornal Granma Internacional, órgão oficial do governo cubano. A que se deve todo este tempo de existência desta humilde publicação?

Os 16 anos do Jornal INVERTA e a Luta na América Latina e Caribe


Quando, em 20 de Setembro de 1991, o primeiro número do Jornal Inverta foi lançando na Associação Brasileira de Imprensa – ABI, o representante desta entidade disse: “que dure um mês, três meses ou seis, já é uma iniciativa importante!” O Inverta neste dia 20 de Setembro de 2007 completa 16 anos ininterruptos de circulação no país, e mais, não completará sozinho, com ele completará também 15 anos de circulação ininterrupta do Jornal Granma Internacional, órgão oficial do governo cubano. A que se deve todo este tempo de existência desta humilde publicação? Talvez este mistério encontre uma explicação nos versos de um operário marceneiro e também poeta e cordelista da baixada fluminense, José Marcelino, quando também do lançamento declamou: “Existem muitos Jornais / O Dia, Brasil e Gazeta, / O Povo e A Notícia / que a gente lê e aceita / porém jornal de verdade / está lançado: é o INVERTA”. Sem dúvida, estes versos traduziram a verdade do sentimento daqueles que são a principal força de sustentação do Jornal e que explicam sua existência ininterrupta até os dias atuais: a classe operária, poetas e intelectuais revolucionários do país, em especial e primeiramente, da baixada fluminense, seguida de outros estados e regiões com a mesma conformação social e atualmente em outras esferas sociais. O Inverta circula através da distribuição regular em bancas, por assinaturas e distribuição militante e simpatizante em todos os principais estados do Brasil, chegando a alguns países da América Latina (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, Cuba, Nicarágua, Haiti, Jamaica e México); América do Norte (Estados Unidos e Canadá); Europa (Itália, Espanha, França, Rússia, Alemanha, Suécia); África (Angola, Moçambique, Cabo Verde) e Ásia (China, Índia e Japão).


E por que a classe operária e trabalhadores em geral o apóiam ao longo destes dezesseis anos? A esta pergunta só poderíamos responder de uma maneira: porque ele durante todo este tempo se mantém dentro dos princípios que o fizeram nascer, o princípio de que uma imprensa, para ser livre e dizer a verdade, não pode ser uma indústria capitalista; o princípio de que para dizer a verdade é necessário se fundamentar em uma ciência revolucionária, em nosso caso o socialismo científico; e finalmente, o princípio que ele deve ter por objetivo ir além de dizer a verdade e apontar o “Que Fazer” e “Como Fazer”, colocando-se como instrumento para mudar a realidade quando necessária. Portanto, princípios marxistas-leninistas que o tornam publicação revolucionária e alimenta a ação dos trabalhadores e massas exploradas, dá-lhe vez e voz, sem imposição ou qualquer outro recurso que impeça sua livre decisão e consciência em tomá-lo como referência para o conhecimento da verdade sobre a realidade histórica do país em que vive, bem como do seu cotidiano de luta pela sobrevivência e dias melhores. E ainda, como a sua condição de vida, lutas e sonhos não diferem da condição de vida, lutas e sonhos dos trabalhadores e massas exploradas pelo capitalismo e imperialismo nos países vizinhos de Nuestra América e no restante do mundo. Quem acompanhou a trajetória do Jornal Inverta e do grupo de revolucionários que abraçaram sua causa ao longo destes anos de vida sabe que a sua existência se deve exclusivamente a isto.


O primeiro número do Jornal Inverta para ser editado, não apenas na confecção de seu conteúdo dependeu da participação dos trabalhadores na elaboração de matérias, reportagens, imagens e demais atividades do trabalho jornalístico, como da ação de coleta de recursos para sua impressão. O local de redação foi a casa de um de seus integrantes na região considerada a mais violenta da baixada fluminense, em Boa Esperança, Belford Roxo. Com instrumentos improvisados e muito rudimentares, herdados da publicação clandestina do agrupamento, ainda durante a resistência à Ditadura Militar no país, o Jornal “Resistência Operária”. Esta publicação rodava a baixada fluminense, chegando a algumas partes do país, tomando lugar do Voz Operária (publicação clandestina do Partido Comunista liderado por Luis Carlos Prestes), que havia parado de circular devido a um episódio inesperado. O “Resistência Operária” era um jornal mimeografado e recebia a ajuda de um Padre de uma paróquia em Belford Roxo ligado a Diocese de Nova Iguaçu, que está em nossos corações e lembranças até os dias atuais. Ele tinha uma “máquina queimadora de estêncil” e nos emprestava para produzir as matrizes do jornal. Esta foi a herança de experiência que deu origem ao Jornal INVERTA, hoje impresso em 12 páginas, com capa e contra-capa em cores, em dois cadernos, um de conteúdo noticioso e analítico sobre política, social, economia, movimento, editorial, debate e internacional e outro que traz matérias especiais (entrevistas e análises) e o suplemento cultural; sua periodicidade começou trimestral, passou a bimensal, mensal, quinzenal e, em dadas conjunturas, semanal; sua meta é se estabilizar como semanal e atingir aos 30 mil exemplares.


O Jornal Inverta, no curso de sua trajetória, conduziu ao agrupamento que lhe deu origem de movimento limitado à região da baixada fluminense sob a denominação de Organização Popular para Lutar, com forte presença e liderança no movimento de bairros, sindicatos, camponês e cultural, a um movimento nacional, reagrupando vários revolucionários e organizações, que se desmembram do Partido Comunista durante a luta armada e a saída do líder comunista revolucionário Luis Carlos Prestes, marcada pela publicação de sua histórica “Carta aos Comunistas”. É importante citar esta passagem, porque foi somente com a aproximação dos revolucionários que acompanharam Prestes que o grupo da OPPL cria definitivamente as condições para editar o Jornal Inverta. Pois, desta união se constituiu o CEPPES – Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais, na baixada fluminense, cujo primeiro presidente foi Acácio Caldeira, secretário de Prestes e dirigente do CLCP - Comitê Luis Carlos Prestes, e o primeiro vice-presidente, o dirigente da OPPL, Aluisio Bevilaqua. Prestes foi membro do conselho diretor do CEPPES e proferiu palestras e conferências por esta entidade. Portanto, aí estão os dois elementos fundamentais que fizeram o Jornal Inverta elevar-se à condição de uma publicação revolucionária de caráter nacional, conduzindo à reunificação dos comunistas revolucionários, originários de ambos episódios que inflexionam a história do Partido Comunista no Brasil, após o golpe militar de 1964 - a luta armada e o afastamento de Prestes no I Encontro Nacional da OPPL, em 1992, 1 ano após a morte de Prestes e do lançamento do Jornal Inverta. Naturalmente, não participaram deste processo, os camaradas que tanto no CLCP foram excluídos por motivos eleitorais ou divergência sobre a linha sindical de ambos os agrupamentos.


Mas a importância do Jornal Inverta também passaria a ser maior em termos de curar a ferida aberta no Partido Comunista desde o episódio da luta armada, ou seja, o distanciamento em termos de linha política de Cuba, pois é justamente neste I Encontro Nacional da OPPL que passa às mãos do grupo responsável pelo Inverta a tarefa de solidariedade com a Revolução Cubana de reimpressão e distribuição do Jornal Granma Internacional no Brasil. O Granma Internacional atualmente é uma publicação mensal e traz o resumo das principais notícias e análises oficiais da revolução cubana para o exterior. Nossa meta é que ele retorne à periodicidade semanal e atinja os 10 mil exemplares. Embora a iniciativa de circular a publicação do Granma não tenha sido do Inverta, mas do II Encontro de Solidariedade a Cuba, realizado na Paraíba, os companheiros do Ceará, em especial a Edigraf, dirigida pelo companheiro Raposo Coelho, dada a solicitação oficial do corpo diplomático de Cuba e o apoio do então representante da Prensa Latina no Brasil, assumimos esta tarefa que completa 15 anos neste mês, tornado-se uma comemoração conjunta, esperamos em pouco, talvez para o próximo ano, unificar com a comemoração também da Prensa Latina e da Revista Tricontinental, que projetamos lançar em Novembro em todo o país. A idéia é que por meio do Inverta, o movimento revolucionário brasileiro consiga constituir um pólo unificado de publicações revolucionárias nacionais e internacionais, capaz de interagir com o povo brasileiro.


O Jornal Inverta, no entanto, iria mais longe em sua tarefa de reunificação dos comunistas revolucionários no Brasil, após a morte de Luis Carlos Prestes. Através de seu trabalho agora nacional e a capacidade de noticiar e analisar a realidade nacional e internacional começou a atrair outros agrupamentos políticos diante da conjuntura de crise geral do capitalismo, que dava sinais de se instaurar em todo mundo, realizou seu I Congresso no agrupamento revolucionário do Paraná (CEMPAR – Centro de Estudos Marxistas do Paraná), comandado pelo marxista revolucionário e Cel. Zola Florenzano; companheiros do Rio Grande do Sul, do qual se destaca o revolucionário internacionalista Cel. Delci Silveira, a exemplo do que ocorreu no I Encontro Nacional no qual se unificaram os comunistas revolucionários do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Paraíba, Minas Gerais e Espírito Santo. Além dos grupos que rompiam com suas respectivas organizações por divergência política e encontravam no agrupamento do Inverta uma centro de trabalho revolucionário de colaboração e identidade.


E é neste contexto que a OPPL se constitui em Movimento 5 de Julho, incorporando militares revolucionários. Com este processo o Jornal Inverta passa também a ser lido pelos círculos militares da ativa, inclusive grupos conservadores que divergiam da política governista de Fernando Henrique Cardoso, o neoliberalismo, que era o fundamento de luta estabelecido pelo Inverta para a formação do Movimento 5 de Julho. O episódio do manifesto dos militares nativistas publicado no Inverta, cuja manchete principal foi “A Montanha Pariu um Rato”, foi uma publicação que se esgotou nas bancas. Igualmente se deu com a publicação destinada a exortar o povo contra a Privatização da Vale do Rio Doce, que foi êmbolo da grande manifestação de massas e batalha nas Ruas do Rio de Janeiro, em torno da Bolsa de Valores, logrando suspender o Leilão convocado para aquele dia. O Movimento partiu da ABI, então comandada pelo jornalista Barbosa Lima Sobrinho, amigo e parceiro do INVERTA desde o nascimento do Jornal. A idéia de manifestação contra a privatização da Vale era alvo de desarticulação pelas forças da repressão e grupos de apoio ao governo. Muitas organizações e partidos já haviam desistido da manifestação, mas a chamada para luta pelo Inverta e a atuação decisiva de seus militantes na reunião de organização do ato mudou o curso das coisas e protagonizou-se assim uma das mais lindas ações de resistência ao neoliberalismo e ao governo entreguista de FHC, no Rio e Brasil, obtendo uma vitória parcial após um dia inteiro de manifestação e batalhas no centro do Rio, iniciada com duas principais entradas de acesso ao Estado: a BR 111, em Itaboraí, e a Presidente Dutra, em Comendador Soares, Nova Iguaçu.


Outra ação brilhante foi o ato pelo Centenário de Luis Carlos Prestes, realizado no auditório da ABI, onde compareceram cerca de 600 pessoas. Neste ato o Jornal Inverta entregou a comenda que trazia a esfinge do Prestes inspirada no IV Congresso do PC, em 1954. Este evento teve repercussão internacional, reuniu vários agrupamentos revolucionários e detonou toda uma campanha contra o Jornal, ameaças veladas, intrigas e atentados. O mesmo que aconteceu após o II Encontro Nacional da OPPL, com o incêndio criminoso contra as instalações do Jornal e seu editor-chefe, que durante este período pernoitava na sede. Contudo, o movimento foi mais além diante da crise do capital que se instaurava e realizou sua I Conferência que conclama à Refundação do Partido Comunista sob os princípios marxistas-leninistas e em 2000 o congresso de Refundação teve a presença de cerca de 500 participantes em sua sessão aberta e cerca de 90 delegados vindos dos estados mais influentes do Brasil, além de representações estrangeiras da AL, Ásia e Europa (Democracia Popular, FARC-EP, Partido Comunista Colombiano, China e Cuba). Mais tarde receberia a visita oficial do Partido Comunista Bolchevique de Toda União Soviética (PCBUS).

O primeiro ato de solidariedade das FARC-EP foi realizado com uma reunião no escritório do comunista e arquiteto Oscar Niemeyer, onde o comandante Hernandez, representante da guerrilha falou para um público selecionado de intelectuais com a presença dos maiores órgãos de imprensa do país. A palavra das FARC-EP assim, quebra a primeira vez o círculo de fogo da imprensa nazi-fascista: o “Jornal O Globo”, “Jornal do Brasil” e até mesmo a revista “Veja” são obrigados a publicarem notícias verdadeiras sobre a guerrilha, rompendo a imagem de terrorismo e narcotráfico a que as FARC era sistematicamente vinculada.


Chega-se, então, à campanha eleitoral para presidente da República e o agora partido do qual o Inverta se torna o órgão central resolve apoiar Luis Inácio Lula da Silva, no primeiro turno, contrariando as sistemáticas investidas do governador do Estado “Antônio Garotinho”, que já havia atraiçoado o PDT e Brizola na primeira oportunidade. Esta posição acarreta uma campanha de vingança contra o Jornal Inverta por parte do grupo do governador, que se juntou à ira do grupo do Prefeito César Maia, desencadeando a perseguição e a tentativa de cassação da cessão de uso de nossa sede, concedida pelo então ex-governador, o jurista Nilo Batista, em gesto de reconhecimento ao trabalho do Jornal. A campanha eivada de calúnias, suborno, sabotagem e um processo instrumentalizado em mentiras gerou uma sentença preliminar contra o Jornal. Então entrou em prova o trabalho e prestígio do Inverta conquistado durante sua existência até então. Apoio chegou de todas as partes, os computadores da então ex-governadora Benedita da Silva, que assumiu o governo diante da candidatura a presidente de Garotinho, ficaram abarrotados de mensagens eletrônicas vindas de todas as partes do mundo. Atos em repúdio ao Governo e ao Judiciário do Rio começaram a acontecer, chegando a manifestações de rua. Quando o processo foi para Segunda Instância, os desembargadores acompanharam o voto do relator, que julgou improcedente o processo contra o Jornal Inverta. A vitória se fez. Hoje o ex-governador, que elegeu sua esposa por mais um mandato e nada pode fazer contra o Inverta, está no lixo da história política do Estado, processado por corrupção.


Este pouco da história do Inverta mostra sem dúvida o papel que ele ocupa no cenário político nacional, em especial, junto à classe operária e aos comunistas revolucionários em todo o país. Mas sua história não termina aí, nela está a campanha travada pela libertação do Padre Olivério Medina, representante das FARC-EP para os diálogos de paz, cuja campanha novamente atrairia a ira da repressão contra os militantes do Jornal, levando muitos a recuarem da luta, pelas ameaças que sofreram e outros meios. A previsão da crise do capital, seus desdobramentos em crise revolucionária e guerras; a campanha contra o Plano Colômbia, a solidariedade e o alinhamento com a Revolução Cubana, tudo isto, se por um lado provocou a ira das oligarquias burguesas reacionárias no país e nos EUA, digo seus órgãos de repressão; por outro, foi aproximando cada vez mais o INVERTA de um papel mais significativo na história de luta do povo brasileiro e latino-americano, e em cada aniversário do periódico se condensa em acúmulo de prestígio e força e centro de unidade da luta revolucionária no país.

E assim se configura esta comemoração. O Seminário Nacional de Luta Contra o Neoliberalismo, que tradicionalmente já se realiza durante a comemoração, neste processo mudou seu caráter de nacional para internacional. O evento que se realizava em apenas um dia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, já pelo segundo ano seguido, ser realizará em dois dias, o primeiro na UERJ e o segundo na UFF – Universidade Federal Fluminense, no Prédio Geociências, contando com a participação de dezenas de organizações revolucionárias, movimentos e entidades de classes, populares e culturais. Espera-se para o Seminário e as atividades de comemoração a presença de várias instituições e organizações cubanas e do corpo diplomático, a representação do Parlatino, dos parlamentares venezuelanos, representação do Chile, da República Dominicana e da Colômbia.


O Jornal Inverta, diante da conjuntura revolucionária que sacode Nuestra América, neste evento se prepara para resgatar uma outra dívida de nosso país com os nossos compatriotas de Nuestra América. Pela primeira vez um conjunto de organizações revolucionárias avança para limpar o nome do Brasil manchado por sua ausência ao Congresso de Quito, em 1825, convocado pelo Herói e Libertador da América Simón Bolívar, para desencadear a batalha decisiva pela independência da América, libertando Cuba e Haiti, os últimos sob o jugo colonial e constituindo assim a Pátria Grande. O lançamento da Coordenadora Continental Bolivariana – Capítulo Brasil, durante IV Seminário Internacional de Luta Contra o Neoliberalismo, tende a se constituir em um marco histórico na luta revolucionária de nosso país e da América Latina. E justo neste momento em que o monstro que habita o outro extremo da esfera se prepara para iniciar sua campanha contra este novo levante dos povos da América Latina e Caribe, protagonizados por Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua.

Fiquem certos, as camaradas e os camaradas brasileiros e dos povos que lutam em Nuestra América: as comunistas e os comunistas revolucionários brasileiros, as compatriotas e os compatriotas brasileiros revolucionários de nossa grande Pátria Latina não lhes faltarão; como Abreu e Lima, nós seguiremos a espada de Bolívar numa nova Coluna Invicta. Nós dizemos sim! Estaremos em Quito! Pois assim como no Brasil nos encontramos em Prestes! Em Bolívar nos encontramos todos nós! Na defesa da revolução socialista em Cuba e em todo o Continente!

Viva o 16º aniversário do Jornal Inverta!

Viva os 15 anos do Granma Internacionalista!

Viva a Coordenadora Continental Bolivariana!

Viva a Tricontinental e os 45 anos da queda de Che Guevara!

Viva o IV Seminário Internacional de Luta Contra o Neoliberalismo e todas as organizações revolucionária presentes!

Viva o III Congresso do Partido Comunista Marxista Leninista!



Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2007

P. I. Bvilla

 

Pelo OC do PCML