Os custos do Pan-2007 no RJ

A maioria das autoridades brasileiras defendem a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro por ser uma forma do Brasil ser inserido no mundo como um país confiável para eventos desta magnitude. O estouro do orçamento da competição esportiva foi justificado como um problema que acontece em todos os grandes encontros, sejam esportivos ou não, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro na pessoa de seu presidente, Carlos Artur Nuzman, declarou que por causa de vários fatores como o câmbio e os custos das obras pode haver um aumento dos valores anteriormente calculados.

Os custos do Pan-2007 no RJ


A maioria das autoridades brasileiras defendem a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro por ser uma forma do Brasil ser inserido no mundo como um país confiável para eventos desta magnitude. O estouro do orçamento da competição esportiva foi justificado como um problema que acontece em todos os grandes encontros, sejam esportivos ou não, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro na pessoa de seu presidente, Carlos Artur Nuzman, declarou que por causa de vários fatores como o câmbio e os custos das obras pode haver um aumento dos valores anteriormente calculados.

No início o Pan 2007 foi orçado em R$ 523,84 e o governo federal está investindo um total de R$ 1,439 bilhão, que é mais da metade dos recursos. O Ministério dos Esportes entrou com verbas federais nas seguintes áreas: segurança (R$ 385 milhões), na Vila Pan-americana (R$ 189 milhões) e no Complexo de Deodoro (R$ 76,9 milhões).
A Prefeitura investiu um total de R$ 1,276 bilhão, quatro vezes o valor calculado em 2002 e a maior obra do município do Rio de Janeiro é o Estádio João Havelange, com capacidade para 45 mil pessoas, que custou R$ 315 milhões. O governo estadual foi o que menos investiu, um total de R$ 132 milhões, principalmente no Maracanã que passou por uma reforma que o habilitará como sede da Copa do Mundo de 2014. Os custos finais do Pan 2007 devem ficar em cerca de R$ 3 bilhões, englobando todas as despesas das três esferas de poder (união, estado e município).

Um protesto de várias entidades da sociedade civil marcou a inauguração do evento esportivo no dia 13 de julho contra os desvios de verbas de outras áreas do orçamento municipal para conseguir terminar as obras a tempo. Cerca de 2 mil pessoas se concentraram em frente a sede da Prefeitura do Rio de Janeiro contra os gastos exagerados do poder público e a repressão as comunidades carentes com a remoção de favelas, principalmente em Jacarepaguá, local onde foi erguida a Vila Pan-americana. O projeto do prefeito César Maia para depois do Pan-2007 é privatizar a maioria dos espaços públicos usados nas competições esportivas, já que, principalmente a Vila Pan-americana, será usada como programa habitacional da Prefeitura, que alugará os apartamentos para aumentar a arrecadação dos cofres municipais, mas uma das críticas feitas é que somente a classe média será beneficiada com esse tipo de projeto, em um local onde a especulação imobiliária tem uma luta acirrada para erguer os seus edifícios e unidades habitacionais.

Bento Pereira