As medidas para conter a desvalorização do dólar

A compra de dólares pelo Banco Central não está tendo o efeito desejado pelo mercado financeiro, pois as reservas cambiais do Brasil já estão em US$150 bilhões e a entrada de capital estrangeiro nos primeiros cinco meses de 2007 chegou a US$46 bilhões. A queda da moeda norte-americana está se refletindo na economia brasileira com prejuízo para os setores ligados à exportação com o encarecimento dos produtos fabricados no Brasil no mercado internacional, mas muitas outras áreas da atividade econômica estão se beneficiando com esta situação.

As medidas para conter a desvalorização do dólar


A compra de dólares pelo Banco Central não está tendo o efeito desejado pelo mercado financeiro, pois as reservas cambiais do Brasil já estão em US$150 bilhões e a entrada de capital estrangeiro nos primeiros cinco meses de 2007 chegou a US$46 bilhões. A queda da moeda norte-americana está se refletindo na economia brasileira com prejuízo para os setores ligados à exportação com o encarecimento dos produtos fabricados no Brasil no mercado internacional, mas muitas outras áreas da atividade econômica estão se beneficiando com esta situação.

A indústria de base que envolve as máquinas e equipamentos está tendo uma expansão maior do que o esperado em torno de 10% nos últimos meses e os consumidores também estão sendo beneficiados com a queda do dólar frente ao real.

Os juros básicos da economia brasileira apesar de terem uma queda nas últimas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), em que a Selic caiu para 11,5%, continuam a dar uma grande rentabilidade aos investidores estrangeiros que aplicam em títulos públicos lastreados na taxa de juros e essa é uma das causas do ingresso do capital especulativo em nossa economia.

A taxa de juros real no Brasil está em torno de 8%, uma vez que a Selic, se descontada a inflação do período e mesmo com a queda da taxa básica a remuneração do capital financeiro, continua alta e por isso é mais interessante para os investidores aplicar neste tipo de investimento que tem melhor rendimento, além de ser isento de imposto de qualquer espécie. Por isso a aplicação em dólar é pouco interessante para os grandes investidores do mercado financeiro, pois rendem menos do que os títulos públicos, que possuem taxas de retorno acima das outras aplicações.

A dívida pública do Brasil está em torno de R$1 trilhão e se tomarmos os juros que são pagos no endividamento interno somam mais de R$100 bilhões e nem o chamado superávit do setor público consegue alcançar os recursos para pagar estes juros. Com a queda na Selic são economizados milhões de reais na dívida interna, mas os juros usados no setor comercial e financeiro da sociedade brasileira não seguem em nada a taxa básica de 11,5%, mas no crediário do comércio nos cartões de crédito os juros chegam a mais de 150% ao ano segundo as estatísticas de entidades que pesquisam o mercado financeiro.

JCFL


Mônica
Mônica disse:
13/01/2011 17h31
É só diminuir a taxa selic e cobrar impostos da cambada que veio especular por aqui.

Simples assim. Cobrar imposto. Assim como o governo cobra do pobre coitado cidadão brasileiro. É só cobrar também dos zilionários.

A cobrança de impostos dos especuladores diminui a dívida do governo, diminui a especulação, aumenta o valor do dólar e melhora (se o dinheiro for bem aplicado) a vida do brasileiro. Então por que não?

Mas pensando de uma maneira mais filosófica, o dólar cairá. Os USA deixarão de ser o país com hegemonia no mundo. Só que esse titanic vai afundar bem devagarinho, portanto existe tempo para o presidente do banco central pensar e tomar as medidas certas para proteger o Brasil da catástrofe iminente.
Comentários foram desativados.