Um 8 de Março de Luta em Pelotas

O dia 8 de Março ficou marcado na história de Pelotas como um dia de muita luta. Com as palavras de ordem: “Fora Bush”, “Soberania Sim, Deserto Verde Não”, uma grande marcha, com cerca de 2 mil manifestantes, tomou conta das principais ruas do centro da cidade.

Um 8 de Março de Luta em Pelotas


    O dia 8 de Março ficou marcado na história de Pelotas como um dia de muita luta. Com as palavras de ordem: “Fora Bush”, “Soberania Sim, Deserto Verde Não”, uma grande marcha, com cerca de 2 mil manifestantes, tomou conta das principais ruas do centro da cidade. Integrantes da Via Campesina, do MST, MTD, CMS, Sindicato da Alimentação, Sindicato das Domésticas, J5J, DCE UFPel, PCML e entre outras lideranças, estiveram presentes neste ato.

    A concentração para marcha foi no Largo do Mercado Público, ao lado da Prefeitura Municipal, onde carro de som, gaiteiro e violão faziam as primeiras chamadas para a concentração dos manifestantes cantando em coro, “A nossa Luta é na roça e na cidade para construir uma nova sociedade”.

    Em frente ao local de concentração, na Praça Coronel Pedro Osório, mais uma vez a Brigada Militar se fez presente em grande número, com viaturas, microônibus, polícia montada, cães e Pelotão de Operações Especiais, cercando desta forma os manifestantes. O que confirma que esta política de segurança adotada pela Governadora do Rio Grande Sul, Yeda Crusius (PSDB), é mais uma tentativa de fazer sucumbir o movimento social. Política de Segurança esta que lembra e muito a Operação Condor, já que da mesma forma como antes a governadora vem fazendo um intercâmbio de suas ações com os Estados Unidos, buscando investimentos com o Banco Mundial, ou seja, está seguindo à risca a cartilha da burguesia, e também nem poderíamos esperar o contrário. Tal como a Operação Condor, que matou inúmeros proletários, esta política de segurança também vai tirar muitas vidas de trabalhadores, pois a ordem é “atirar primeiro, depois perguntar”. Desta forma, percebe-se claramente que esta política de segurança no estado gaúcho continua a serviço da burguesia.

    Mesmo com a grande ofensiva da Brigada Militar (que com certeza será um fato constante nas manifestações populares neste governo) a marcha teve a duração de aproximadamente 1 hora, onde nossas bandeiras tremularam incansavelmente, encerrou-se a marcha com um ato no Altar da Pátria na avenida Bento Gonçalves. Para finalizar abriram-se inscrições para que as entidades fizessem suas intervenções, estas vieram praticamente no mesmo tom, onde todos esboçavam que neste dia Internacional da Mulher não temos que comemorar, e sim que lutar.

    O PCML e sua Juventude estiveram muito bem representados tanto na construção desta jornada, como com vários militantes presentes na marcha, atuando como liderança, em conjunto com outras forças, deste movimento.

    Como já apontávamos que este ano de 2007 será um ano de muita luta, pois a ofensiva burguesa está cada vez maior, com este ato ficou claro que setores dos movimentos sociais passam a perceber esta necessidade, o que cria uma atmosfera política muito favorável para a construção das condições subjetivas de nossa luta.

    E nós, como comunistas, não podemos estar de fora desta ofensiva proletária que se levanta em toda América latina. E o 8 de março de Pelotas nos dá uma visão otimista em relação ao movimento ir para a ofensiva e se postar na rua, pois nos últimos anos não se via tamanha mobilização popular nas ruas da cidade, como foi esta. E assim, nós do PCML, temos que passar a agir como uma verdadeira vanguarda do movimento, dando a nossa linha política, para desta forma ir construindo a revolução.

Viva o 8 de Março de Luta!!!

Pela Revolução Comunista!!!

Ana Maria Cavalcante