Venezuela: Vitória Vermelha, Rojita

Caracas -  Desde o primeiro boletim emitido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em 3 de dezembro já era certa a vitória nas eleições presidenciais do atual chefe de Estado, Hugo Chávez Frias, com 61,31% dos 5 milhões 936 mil e 141 votos.

O ministro da Energia e Petróleo, e presidente da estatal Petróleo da Venezuela; Rafael Ramírez, em uma reunião com os altos diretores da petroleira, destacou que Pdvsa devia ser vermelha, rojita (diminutivo da palavra roja, em português significa vermelha).

Esta afirmação foi muito criticada pela oposição. Entretanto, foi um jargão muito bem aceito entre o povo venezuelano, entre os que votaram em Chávez e que usaram esta cor como distintivo.

Hugo Chávez, de 52 anos de idade, apareceu na cena pública após encabeçar uma insurreição cívico-militar no ano 1992. Logo depois de cumprir condenação, lançou-se à presidência da República e obteve, em 1998, a vitória com 62,46% dos votos.

Posteriormente, e com a aprovação da Constituição Bolivariana, o próprio Chávez chamou relegitimar os poderes públicos. Nessa ocasião (em 30 de julho do 2000) obteve 59,76% do total dos votos.

A última luta eleitoral enfrentada pelo líder da Revolução Bolivariana foi realizada em agosto de 2004. O Referendum Convocatório, deu vitória a Chávez graças a um respaldo popular de 59,09%.

Ao obter esta nova vitória, Chávez soma quatro vitórias sobre a oposição da direita venezuelana, constituída, principalmente, por grandes grupos econômicos e políticos apadrinhados de Washington.

A nova etapa presidencial se estenderá até o ano 2013. Tem como característica a primeira reeleição contínua de um mandatário venezuelano.
Desde o primeiro momento, Chávez reafirmou a solidariedade para com o povo cubano e estreitou relações com Fidel Castro, a quem considera seu pai revolucionário, como afirmou em nota pelos 80 anos do comandante Fidel Castro celebrado em Havana recentemente.

O respaldo popular a Chávez pôde ser conferido pelos observadores internacionais no dia das eleições. Sua figura incomoda cada dia mais ao desacreditado governo Bush Jr, que situou a Venezuela como sendo um dos países do eixo do mal.

Mas o descrédito que fala Bush há muito chegou até nos bairros pobres de Nova Iorque, em que os moradores, em sua maioria negros e latinos recebem via empresas venezuelanas situadas naquela região, óleo para aquecimento, evitando que sejam submetidos às baixíssimas temperaturas.

Chávez se converteu em um dos líderes mais influentes do planeta, não só pelo impulso a uma nova corrente política denominada Socialismo do Século XXI, mas também por sua carismática personalidade: caracterizada por seu verbo ágil e desenvolto e sua proximidade com os desejos dos povos.

Almeida Rodrigues
Fonte:  ABN