Aumento de expectativa de vida mexe no tempo de aposentaria

Uma pesquisa do IBGE mostrou que a expectativa de vida da maioria da população subiu em cinco anos, de 70,5 em 2000 para 71,9 em 2005. Este indicador mudou o cálculo do fator previdenciário criado em 1999.

Segundo os especialistas, os aposentados já tiveram uma redução dos benefícios de 12,6% durante este período e com esta mudança as perdas dos trabalhadores serão de 0,44%, em média, de 2004 para 2005 e, para compensar este valor, o brasileiro terá que trabalhar a mais um ou dois meses.

Um segurado de 57 anos de idade e 37 anos de contribuição com um salário de R$ 500,00 terá uma queda de R$ 421,91 para R$ 420,08 com a nova expectativa de vida calculada pelo IBGE.

O Brasil ocupa o 80o lugar do ranking da ONU de 192 países, sendo a maior expectativa de vida a do Japão com 81,9 anos.

O achatamento das aposentadorias e pensões do INSS está claro, e por isso não é necessária uma nova Reforma da Previdência como alardeiam os meios de comunicação mancomunados com os banqueiros que querem a privatização da seguridade social que é o segundo maior orçamento da República só perdendo para o do governo federal.

Os cálculos dos neoliberais são sofismas matemáticos, pois partem dolosamente de premissas falsas para chegar a uma conclusão errada e enganar a maioria da população ocultando os recursos que são desviados do sistema de Previdência Pública para financiar outros setores deficitários do governo federal.

Segundo os dados do IBGE, em 1991 existiam 7 milhões de pessoas no Brasil com mais de 65 anos e em 2000 este total passou para 9,9 milhões de brasileiros nesta faixa etária, um aumento de 41% em uma década.

Em dez anos (1991 a 2000) os idosos chefes de família subiram 47%, de 4,3 milhões para 6,4 milhões. De 2000 a 2005 a maior expectativa de vida foi no Distrito Federal (74,9 anos), seguido de Santa Catarina (74,8 anos) e Rio Grande do Sul (74,5 anos).

Os piores números foram em Alagoas (66 anos), Maranhão (66,8 anos) e Pernambuco (67,5 anos). As mulheres têm mais 7,6 anos de longevidade que os homens em todo o Brasil nos últimos 5 anos.

Uma menina nascida em 2005 tem uma expectativa de vida de 75,8 anos enquanto um menino, nas mesmas condições, tem uma esperança de chegar aos 68,2 anos.

CA