Intensificar bloqueio anticubano: resposta dos EUA à condenação mundial

Havana (Prensa Latina). A criação de um grupo especial para aumentar o bloqueio contra Cuba, anunciada no dia 11/10 pelos EUA é a reação de Washington à iminente condenação da ONU a esse assédio contra a Ilha.

Havana (Prensa Latina). A criação de um grupo especial para aumentar o bloqueio contra Cuba, anunciada no dia 11/10 pelos EUA é a reação de Washington à iminente condenação da ONU a esse assédio contra a Ilha. O anúncio, que foi feito pelo fiscal federal do sul da Flórida, adicionou novas medidas nas quais estão envolvidas numerosas agências governamentais e outras instâncias “para castigar aos transgressores”.
O grupo está integrado pelo Escritório de Controle de Bens Estrangeiros, o Departamento do Tesouro, o FBI, Imigração e Controle de Alfândegas, Departamento do Comércio e unidades aéreas e terrestres de Amparo de Fronteiras.
Toda essa grandiosa mobilização de recursos destinada a endurecer o bloqueio, acompanhada por ameaças de altas multas e sanções de até 10 anos de cárcere, registra-se a menos de um mês da Assembléia Geral da ONU se pronunciar novamente sobre o tema.
Durante 14 anos consecutivos, as Nações Unidas rechaçaram a permanência das disposições punitivas contra Cuba, mantidas pelas distintas administrações americanas no afã de liquidar o processo revolucionário existente na nação antilhana.
O número de países votantes a favor da defesa do direito de autodeterminação e soberania cubanos foi aumentando continuamente cada ano até chegar, em 2005, a um total de 182 nações que adotaram essa posição.
Paralelamente, manteve-se o total isolamento da Casa Branca e sua defesa do bloqueio com o próprio voto da delegação norte-americana e de outros três de seus aliados mais comprometidos.
Cuba já apresentou este ano o projeto de resolução correspondente e distribuiu um amplo relatório sobre os danos ocasionados ao país caribenho pela manutenção do bloqueio.
Nesse documento não só denunciou a elevação para 86 trilhões de dólares dos danos econômicos causados pelas disposições unilaterais dos Estados Unidos, mas também impede o acesso por Cuba a remédios para crianças e idosos doentes.
Igualmente, expôs o caráter extraterritorial aplicado pelo governo americano às disposições do bloqueio violando acordos e convênios internacionais e afetando a soberania de terceiros Estados.
O novo dispositivo criado para apertar o cerco quer colocar mais obstáculos às assinaturas exportadoras que desejem algum tipo de comércio com Havana e dificultar em grau superlativo as possibilidades de viagens a Cuba.
Esta posição oficial dos Estados Unidos confirmou que, para a administração do George W. Bush, tem pouco valor o rechaço ao bloqueio expresso em forma clara pela comunidade internacional no seio das Nações Unidas.