Golpe de Estado na Tailândia

O novo primeiro-ministro interino da Tailândia, Surayud Chulanont, submeteu seu gabinete pós-golpe à aprovação do rei Bhumibol Adulyadej e espera revelar ao público quem serão seus ministros assim que o monarca endossar seu governo.

O novo primeiro-ministro interino da Tailândia, Surayud Chulanont, submeteu seu gabinete pós-golpe à aprovação do rei Bhumibol Adulyadej e espera revelar ao público quem serão seus ministros assim que o monarca endossar seu governo, anunciou um porta-voz em 8 de outubro de 2006.
O primeiro-ministro, indicado por uma junta militar depois do golpe palaciano de 19/09, que afastou Thaksin Shinawatra da chefia de governo, enviou a composição de seu ministério à casa real na sexta-feira, disse Yongyuth Maiyalarb, porta-voz do governo provisório.
Thaksin Shinawatra, o ex-primeiro ministro da Tailândia, deposto em 19 de setembro de 2006, é um rico homem de negócios que tentou aplicar receitas neoliberais na pós-crise sistêmica de 1997, fugindo às receitas implacáveis de austeridade e rigor orçamental que lhe foram impostas pelo FMI. Reeleito pela segunda vez, vinha perdendo terreno pela sucessão de escândalos financeiros que envolveram sua família e colaboradores no governo. Desde Janeiro de 2006 as tensões entre o governo e a casa real se tornaram ainda mais agudas, quando uma empresa de Thaksin foi vendida a um grupo de Singapura com claros indícios de fraude, o que levou a grandes protestos. A partir daí o primeiro-ministro tentou isolar as Forças Armadas com o objetivo de evitar o golpe. A fortuna familiar de Thaksin Shinawatra deve rondar os 2 bilhões de euros com propriedades em Londres, onde deve ficar exilado. Segundo a imprensa internacional, trapaças em torno das obras de construção do novo aeroporto foram a gota d’água para o golpe.
Desde então a crise política tailandesa estava latente e Thaksin Shinawatra procurava se equilibrar dando poderes a polícia paramilitar à revelia da Constituição daquele país.

 

Almeida Rodrigues