EUA: escândalo sexual com selo republicano na berlinda

O escândalo pela indecorosa conduta sexual de um congressista republicano continua em destaque nos Estados Unidos, a menos de 23 dias das eleições parlamentares para renovar o Congresso e governos estaduais.

Washington (Prensa Latina). O escândalo pela indecorosa conduta sexual de um congressista republicano continua em destaque nos Estados Unidos, a menos de 23 dias das eleições parlamentares para renovar o Congresso e governos estaduais.
Dennis Hastert, líder do partido governamental e, por enquanto, da maioria legislativa na Câmara de Representantes, reconheceu que confrontou e dirigiu de forma inadequada a crise política derivada da revelação sobre a homossexualidade do congressista Mark Foley.
O ex-representante pela Florida levou uma década intercambiando mensagens eletrônicas de conteúdo explicitamente obsceno ou pornográfico com jovens bolsistas instalados temporalmente no Capitólio.
Hastert reafirmou na última terça-feira que exigiria a renúncia a qualquer integrante de sua equipe envolvida no encobrimento de Foley, logo depois de transcender que vários parlamentares sabiam sobre as aberrações do defenestrado funcionário.
Na semana passada o representante Jim Kolbe confessou que há cinco anos tinha dirigido com muita discrição várias queixas sobre as inclinações impróprias e imorais do congressista floridano, atualmente internado por alcoolismo.
O republicano pelo Arizona reconheceu que se absteve de dar publicidade ao assunto para não prejudicar a imagem do partido do presidente George W. Bush, que se anuncia como o partido político dos “verdadeiros valores tradicionais americanos”.
Este caso representa uma pressão adicional sobre os líderes republicanos no Congresso, a menos de um mês das eleições nacionais conhecidas como de Meio Termo nos Estados Unidos.
Jornais americanos e líderes de opinião solicitaram, inclusive, a abdicação de Hastert, terceiro máximo representante do poder governamental norte-americano.
Atualmente, no Senado, os republicanos têm vantagem de 55 contra 44 para os democratas, mais um legislador independente. Na Câmara Baixa, mantêm 231 assentos, por 201 os opositores. Há um lugar independente e dois vacantes.
Tendências históricas em votações de Meio Termo e recentes sondagens sugerem que os do símbolo de Elefante perderão vários bancos em ambos os foros constituintes.


Prensa Latina