A alta do ouro e o estratagema chinês

 

A cotação do ouro atingiu o seu maior nível em 25 anos, os especialistas do mercado financeiro entendem que o que está acontecendo é que o banco central chinês está comprando o metal para fazer reservas internacionais em substituição às moedas estrangeiras como o dólar e o euro.

No mercado de Londres o ouro chegou a US$ 544 a onça troy e a tendência é que chegue a mil dólares em cinco anos e este é o estratagema chinês para derrubar a hegemonia norte-americana no mundo, que tem várias vertentes, uma delas é através da venda dos títulos do tesouro norte-americano que financiam tanto o consumo desenfreado da população dos EUA como as guerras que o império estadunidense se mete, como a do Iraque.

Outra forma da China comer pelas beiradas o império dos EUA é inundando de produtos o  mercado interno da potência norte-americana, o que aumenta o seu déficit comercial que está na faixa de US$ 500 bilhões ao ano.

Com o crescimento chinês de cerca de 10% ao ano, o país pode alcançar o quinto lugar entre as economias do mundo e se tornar um adversário à altura do império norte-americano daqui as uns dez anos.

Com uma população de um bilhão e trezentos milhões de pessoas, a grande verdade é que a China investiu na sua modernização e se globalizou através do processo educacional tendo como condutor o Partido Comunista Chinês, que continua no comando do processo de desenvolvimento do país.

Somente com uma revolução em todos os sentidos a China conseguiu estes resultados e o socialismo criou as bases para este tipo de salto de qualidade, pois com uma mão-de-obra qualificada e abundante, dentro de pouco tempo o país entraria em um processo de desenvolvimento ininterrupto e conquistaria muitos mercados do mundo.

A única dificuldade da China é que a maioria das suas terras agrícolas são de pouca produtividade e por isso tem que importar alimentos, aí entra a parceria com o Brasil que é uma grande potência na produção agropecuária, pois com essa população imensa na China é de vital importância alimentar cada vez mais os seus habitantes e por isso as exportações do Brasil em alimentos aumentaram significativamente nos últimos tempos, aumentando as trocas entre as duas economias que se complementam.

Lucio Fernando