A queda do PIB no terceiro trimestre

 

A falta de investimentos do governo Lula nos dois últimos anos, não investindo nem R$ 10 bilhões, foi uma das causas da queda do PIB, no terceiro trimestre de 2005 (de -1,2%). Alguns, estão criticando a metodologia do IBGE.

Mas, na verdade, parece aquela história do marido enganado, que ao invés de por a culpa na mulher que o traiu no sofá da casa, simplesmente troca o sofá de lugar.

A grande verdade é que tanto os investimentos públicos quanto os privados, estão paralisados em parte, pela crise política e também, por causa da teimosia do atual governo, em manter o superávit primário para pagar os credores estrangeiros.

Os números  demonstram que houve uma queda de -0,9 neste ítem da economia. Um dos sintomas mais claros do desaquecimento da economia é que os produtores rurais, estão reclamando do governo federal, que  não contribuiu para os financiamentos do custeio agrícola, tendo  como conseqüência uma queda no PIB do setor rural de -3,4%, enquanto a indústria teve uma queda de -1,2%.

O setor de serviços, ajudado pelo ganho do sistema financeiro ficou estável. A produção industrial caiu em outubro, em 8 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE.

Os estados em que houve queda são: Bahia (-0,3%), Pernambuco (-1,3%), Goiás (-3,5%) e a maior delas ocorreu no Ceará (-12,1) e os Estados com alta da produção industrial foram: São Paulo (5,2%), Rio de Janeiro(2,1%) e Amazonas (15,4%).

Outra causa da desaceleração do crescimento econômico, são as altas taxas de juros cobradas pelo setor financeiro, com uma lucratividade acima de 50%.

Na realidade, tem usado do aumento da produtividade e das demissões dos funcionários,para aumentarem seus lucros.

Um dos exemplos mais claros desse tipo de postura dos banqueiros, é o que está denunciando a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), no caso do Banco Santander Banespa, que pretende demitir 3 mil bancários, no final do ano.

Além, da pressão sobre os funcionários dos bancos, no aumento da jornada de trabalho, com a ameaça de demissão.

Segundo um levantamento do Banco Central ,de janeiro a setembro, deste ano, os bancos tiveram um lucro de R$ 19,599 bilhões, que é um valor 39% maior do que, o registrado no mesmo período de 2004.

O resultado só não foi melhor, porque a queda do dólar afetou a rentabilidade das instituições estrangeiras, que tiveram uma lucratividade menor, do que os bancos nacionais.

As projeções do mercado financeiro, mostram que o crescimento da economia não será superior a 3%, em 2005.

Alguns cálculos demonstram que a taxa de expansão do PIB, ficará em torno de 2,5%. O quarto trimestre, de um modo geral, tem um crescimento superior ao anterior, uma vez que, com as festas de fim de ano, as vendas aumentam, o que tem um efeito em cadeia, em toda a economia, assim elevando  a perspectiva de alta no PIB, no corrente ano.

O não investimento do governo federal no setor rural é demonstrado com o surto de febre aftosa, em vários estados do país, porque segundo os órgãos ligados ao setor, não foram liberadas as  verbas para comprar as vacinas contra a doença do gado.

Assim sendo, o prejuízo na balança comercial será de cerca de US$ 1 bilhão, em virtude  de mais de 50 países, suspenderem a importação de carne bovina do Brasil, devido à aftosa.

A bancada ruralista ameaça entrar com processo na justiça, contra o Ministério da Agricultura, para pedir indenização pelas perdas causadas pelo surto da febre aftosa.

Visto que, os pecuaristas têm que sacrificar os animais de grande porte, para que a doença não se espalhe pelo rebanho.

JCFL