PCML promove ato contra a corrupção no RJ

O ato público organizado pelo Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML) contra a corrupção do atual governo de Lula foi realizado no dia 15 de agosto, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Com a presença de militantes do PCML, da Juventude Comunista Marxista-Leninista (JCML), estudantes, integrantes do CEPPES, do Jornal INVERTA e do Reage Socialista.

No final da manifestação foi cantada a Internacional Socialista que fechou com chave de ouro o ato público contra a corrupção e em defesa da luta pelo socialismo no Brasil.

O militante do PCML e membro do Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo-Saneamento Básico, Válter Veríssimo, ressaltou que “o Jornal Inverta sempre esteve a frente das lutas da população brasileira nestes seus quatorze anos de existência, sempre defendendo a classe operária e o socialismo. Não devemos abaixar a cabeça em hipótese nenhuma, embora saibamos que ninguém está satisfeito com a atual situação de nosso país. O que está colocado hoje na mídia de nossa pátria foram práticas rotineiras em toda a nossa história e cabe a nós irmos para a rua, unificar nossas forças. Não é só trocar Lula, mas devemos mudar o modo de produção capitalista para uma estrutura que liberte e que não explore, por isso, defendemos o socialismo e dizemos que a alternativa é a sociedade comunista”; afirmou Válter Veríssimo.

O militante da JCML, Fábio Almeida, afirmou: “A JCML está presente aqui para denunciar toda a fraude que envolve o sistema eleitoral da burguesia. O governo Lula que está aí não oferece nada para o proletariado e para a classe trabalhadora no seu conjunto e principalmente para ajuventude, que dia após dia está jogada nas ruas, sem oportunidade de emprego, sendo massacrada, pois é um dos setores da sociedade onde ocorre o maior número de mortes. A única saída para a juventude e o proletariado de um modo geral é a organização, e não o caminho da capitulação, como quer o sistema capitalista com suas guerras de rapina imperialistas. Temos que construir uma frente unitária com outros setores da sociedade brasileira e pela refundação do Partido Comunista Marxista-Leninista, e que tem no Jornal INVERTA um projeto desenvolvido há 14 anos em defesa do proletariado brasileiro. Devemos nos unir em torno do INVERTA, que mostra que através do sistema burguês nada vai mudar para a grande maioria da população. Esta é a mensagem que a JCML está deixando aqui neste ato contra a corrupção, contra o sistema imperialista e contra a burguesia”; defendeu o militante da JCML.

O diretor do CEPPES, Antônio Cícero, no uso da palavra defendeu a organização popular: “Temos que intensificar o projeto de criação de Comitês de Luta Contra o Neoliberalismo para combater esse tipo de política econômica nefasta a toda a humanidade. Precisamos dar um basta nesta transferência de renda para a oligarquia financeira, que continua corrompendo todos os setores que chegam ao poder e isto aconteceu com o atual governo e por isso estamos nas ruas contra a corrupção. A organização popular é fundamental para uma transformação no estado de coisas em nosso país, pois somente através da luta pelo socialismo poderemos conseguir o nosso objetivo que é a revolução comunista no Brasil. É importante que continuemos a conclamar a unidade de todos os comunistas, através da Plataforma Comunista, para combater o neoli- beralismo. É fundamental que um país como o Brasil retome a sua liderança internacional, pois o Brasil é muito importante no cenário da América Latina, por isso é fundamental que os socialistas, os comunistas, os revolucionários e o povo que hoje está reunido nesta praça tenha seus instrumentos de combate e unidade para enfrentarmos a grave situação que temos pela frente. E é importante que em torno desta Plataforma Comunista mínima defenda a estatização dos bancos, a reforma agrária, combate ao FMI e à política dos banqueiros internacionais em nosso país que está destruindo a saúde e a educação pública e todos os instrumentos conquistados durante vários anos pelo povo brasileiro. Devemos reconhecer que a corrupção é um mal intrínseco ao capitalismo, no seu âmago, pois em todos os governos acontecem a corrupção”; afirmou Antonio Cícero.

O representante do Reage Socialista, Cláudio Gurgel, também fez uso da palavra: “Aos companheiros do PCML agradeço o convite a nós do Reage Socialista para falar aqui neste ato. Estamos vivendo um momento muito especial porque, apesar da nossa tristeza com esses fatos, vemos um partido ao qual dedicamos anos tomar um caminho das alianças com o capital e reproduzir aquele provérbio popular que diz que galinha que acompanha pato acaba afogada. O Partido dos Trabalhadores resolveu trocar a sua referência do trabalho para o capital, se unindo com o Partido Liberal e outros que sempre fizeram a política da direita no Brasil, e, inevitavelmente, seguiu os mesmos métodos até chegar a este quadro de degradação quase completa com todos os setores do partido. Quando vemos uma parcela do PT tentando a refundação do PT, vemos que foi apenas uma parte que afundou o PT, por isso não há a rigor nenhuma expectativa de que o Partido dos Trabalhadores consiga se reanimar. Ao mesmo tempo, neste momento de tristeza para quem construiu o Partido dos Trabalhadores sob a perspectiva de transformação é também um momento de reconstrução do socialismo e da perspectiva comunista. Porque esse debacle pelo qual passa o PT é ao mesmo tempo o desmascaramento que levou a maioria dos trabalhadores a depositarem as suas confianças nele. Como é verdade, as crises têm dois lados: o ruim, que é levar as populações a desacreditarem nas palavras de ordem de mudança; mas também tem o lado positivo, de colocar as coisas de uma maneira clara, de forma que as dúvidas que permaneciam de que os caminhos tomados pelo PT na direção dos partidos burgueses era um caminho de desvio que fica completamente límpido e que não permite mais as mistificações de que nós éramos objeto ano após ano”; concluiu Gurgel.

A diretora do Sindsprev, Delegacia da Baixada, Jacqueline Alves fechou o ato: “Eu me sinto honrada de poder encerrar este ato. O que nós gostaríamos de dizer à classe trabalhadora deste país é que só os trabalhadores unificados, juntos, poderemos dar conta da situação por que passa o nosso país. Querendo ou não, hoje nós sabemos que o governo neoliberal do senhor Lula, junto com os demais partidos burgueses, não leva o povo a lugar nenhum. Sabemos que a exploração neste país se dá de todas as formas, como prostituição, marginalização. São por todas as condições que não dão trabalhador os seus direitos que hoje nós, como PCML, estamos aqui para denunciar todo esse tipo de falta de direitos que o nosso povo tem. A Plataforma Comunista não é uma coisa exclusiva do PCML, é uma coisa do povo e ele tem que se dar conta disso para que estejamos em todos os cantos desse país com um grupo de pessoas que estejam dispostas a discutir a transformação social, que é discutir o socialismo. Eu sou militante sindical e sou do PCML e vejo isso com muita clareza no meu sindicato, pois os sindicatos não querem discutir uma proposta de transformação social, mas somente o socialismo vai fazer com que esse país mude. Os nossos dirigentes sindicais dizem que existe uma dificuldade do povo entender, mas não é dificuldade do povo entender não, é dificuldade dos sindicatos, de alguns partidos. Por isso nós do PCML chamamos à responsabilidade os sindicatos, a união das juventudes estudantis e dos próprios partidos, inclusive de alguns que se dizem marxistas-leninistas. O Partido Comunista Marxista- Leninista está levantando a bandeira do socialismo e dizendo para a classe trabalhadora e para o povo oprimido que só existe uma solução que é o socialismo. E toda a vez que a burguesia falar que não existe como chegar ao socialismo, temos que dizer o contrário, de que é possível sim e que nós somos capazes e que se conseguirmos nos organizar direcionaremos este processo. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no II Fórum Social Mundial, disse ao presidente Lula que “um partido que deixa que os EUA indiquem seus ministros não pode ser um partido sério, porque na Venezuela os EUA tentaram indicar os ministros do país, mas dissemos não. E o que queríamos é que o presidente da República deste país ficasse do nosso lado para dar direção para a classe trabalhadora... ” E o que nós vemos agora é ma- racutaia que foi denunciada contra o PT. Nós do PCML estamos levantando a bandeira do socialismo. Só existe uma resposta para o capitalismo: é o socialismo”; atestou a representante do PCML.

Lucio Fernand