Venezuela e a guerra da propaganda

 

O projeto de difamação do presidente da Venezuela Hugo Chaves entra em uma nova fase, onde a agressão imperialista sob a guerra de propaganda vem instigando, através de conspirações orquestradas principalmente pela grande mídia burguesa, a criação de uma certa rivalidade entre os países da América Latina visando claramente a fragmentação, fato que se concretizado facilitaria muito o combate aos diversos movimentos atuais de contestação ao imperialismo, como o processo da revolução Bolivariana puxado pela Venezuela, a resistência das FARC-EP na Colômbia e o exemplo do socialismo em Cuba.

Todo esse processo de mentiras sobre esses movimentos revolucionários, já em curso a bastante tempo, pode ser percebido no recente episódio da compra de materiais militares da Espanha que teve que dar satisfações para o governo dos Estados Unidos, fato que só ocorreu por se tratar da Venezuela, já que se a compra tivesse sido realizada por qualquer outro país, desde que aliado dos Estados Unidos, seria encarada como uma operação de rotina feita por qualquer país do mundo, desta forma a Venezuela agiu de maneira  correta, mesmo porque se quiser continuar com soberania para manter sua postura de autonomia em relação aos Estados Unidos tem realmente que se defender da possibilidade de uma agressão imperialista, pois esse tipo de  agressão sempre fez  parte da política dos Estados Unidos de interferência  nos assuntos internos de qualquer nação que lute pela independência de fato como forma de autodeterminação de seu povo. Ainda sobre o mesmo episódio o secretário de defesa dos Estados Unidos, Donald Ramsfeld, no sentido de vincular à Venezuela uma imagem de país belicista beirando a terrorista, fez declarações, em sua recente visita ao Brasil e Argentina , que visivelmente reforçam a criação de uma imagem violenta da Venezuela. Tal visita expressa como é delicada a situação na América Latina para os Estados Unidos, já que dentre os seus motivos principais  esteve  a tentativa de impor à Argentina uma lei para ser votada no congresso nacional, visando dar imunidade e direito de interferência ao exército estadunidense em assuntos internos do país, a situação na América Latina é tão complicada que o diretor da Agencia Central de Informação (CIA) dos Estados Unidos, Porter Goss, informou ao congresso que é preciso prestar muita atenção nos chamados focos de instabilidade presentes na região, segundo Ross é preciso adotar uma política mais rigorosa em relação a essa situação, já que os interesses dos Estados Unidos na região se encontram em perigo, dentre os países potencialmente instáveis estão Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru, Nicarágua e Venezuela. Com essa postura os Estados Unidos procura criar precedente para implementação da próxima fase do plano Colômbia com a militarização das relações entre os países da América Latina, abrindo espaço para o combate aos movimentos revolucionários que se fortalecem a cada dia. Assim se torna necessário o total apoio a esses movimentos, já que os Estados Unidos não vai hesitar um só instante em violar a soberania de qualquer país que atrapalhe seus planos imperialistas para a América Latina.

Cláudio Márcio Barros