PCPE denuncia rea;'ao do Psoe na espanha

 

O Comitê Central do PCPE reunido em Madrid nos dias 2 e 3 de abril de 2005 tem analisado a realidade política no estado espanhol e em especial Euskadi diante das eleições de autonomia do próximo 17 de abril.Constatamos que apesar do discurso de novo tempo do PSOE, de outra forma de governar, de vontade democrática, etc., nada se modificou de uma forma distinta da que usava o PP a respeito da forma de tratar a realidade do conflito histórico na Euskadi.

Assinalamos com preocupação que não se tem avançado nas necessárias soluções políticas(tanto com os títulares legítimos do Governo Basco como com os que não descartam a utilização da via armada para alcançar essa solução), e que em nome da “ sua democracia” impedem uma consulta, qualquer que fosse seu valor jurídico, onde o povo basco se pronuncie de forma direta, que é o método mais válido democraticamente falando.

Tanto o PSOE como o PP tem apostado pela negação a dezenas de milhares de cidadãos do Euskadi de seu direito de eleger e serem eleitos. O resto das forças políticas com representação no Parlamento Basco não tem feito nada, na prática, para impedi-lo. Calculam uns, como o PNV, que podem receber parte destes votos, enquanto outros pensam que esses votos não contam, poderiam PP e PSOE governar juntos o País Basco, pela primeira vez nos últimos decênios. E todos fazem cálculos para ver quantos deputados atuais de Batasuna podem conseguir, pois o escrutínio se distribuíram independentemente da porcentagem de participação e de votos nulos e em branco que se registrem.

Por isso deixaram na ilegalidade uma organização depois da outra com critérios que retornam as etapas mais negras de nossa história política. Primeiro foi Herri Batasuna, depois Batasuna, logo Euskal Herritarrok, mais tarde Aukera Guztiak e agora apontam para o PC-TV(Partido Comunista da Terra Basca, nova organização basca que, depois da coincidência das siglas, não é a organização do PCPE em Euskadi). Os argumentos, em cada nova clandestinização, tem sido mais débeis democrática e juridicamente falando, por não dizer que tem passado a ser práticas similares as que aplicava o ditador fascista Francisco Franco. As relações de parentesco dos candidatos e não sua própria atividade, a eliminação de direitos elementares as   pessoas não condenadas por nenhum tribunal e outros elementos irrelevantes, tem passado a ser base para a decisão de uns tribunais que tem deixado claro a falácia da suposta independência política e ideológica do poder judicial, aparecendo com claridade, diante de qualquer que tenha um mínimo de discernimento, que não é mais que um dos braços com que um sistema econômico e socialmente injusto exerce a repressão dos que tentam opor-se a ele.

Em resumo, o CC do PCPE expressa com firmeza sua denúncia dos métodos antidemocráticos aplicados no País Basco pelo Governo do PSOE pressionado e espoliado por um PP de azul(franquista) cada vez mais acentuado. Ainda esperamos a  reação dos partidos pretensamente de esquerda que dão suporte ao governo Zapatero; seus eleitores pediram as contas.

Os problemas de Euskadi não se resolveram até que se articulem as soluções políticas que os comunistas sempre temos proposto e que passam porque se dá voz ao povo basco, que é quem deve decidir seu próprio futuro.

Madrid, 3 de Abril de 2005

Comitê Central do PCPE