Grilagem de Terra: marca registrada de Brasília

A grilagem de terras pública no Distrito federal tem sido um caso de polícia nos últimos tempos. Em 1995, a Câmara Legislativa realizou CPI para investigar a Grilagem de terras públicas. O relatório apontou várias pessoas envolvidas com a grilagem que o Ministério Público denunciar e a justiça deveria punir.

Grilagem de Terra: marca registrada de Brasília

Por: Sucursal DF



A grilagem de terras pública no Distrito federal tem sido um caso de polícia nos últimos tempos. Em 1995, a Câmara Legislativa realizou CPI para investigar a Grilagem de terras públicas. O relatório apontou várias pessoas envolvidas com a grilagem para o Ministério Público denunciar e a justiça deveria punir.

Dentre os denunciados pela CPI estão os irmãos Passos, na desapropriação de áreas situadas na Fazenda Sarandy, próxima a Sobradinho e também no Lago Sul, ao lado do Instituto Israel Pinheiro. A CPI denunciou também que em 1994, Roriz, no final de seu segundo governo publicou decreto declarando de utilidade pública, para fins de desapropriação, uma área situada na Fazenda Sarandy.

Em seu atual mandato, que começou em 1999, publicou outro decreto desapropriando área situada no Lago Sul. Essas denúncias vem sendo investigadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na época a CPI também denunciou que no final de 94, a Terracap promoveu a divisão “amigável” proposta por Carlos Victor Moreira Benatti, sogro de um proprietário das cantinas que funcionavam nas obras de empresas dos irmãos Passos, de uma área próxima a Sobradinho, onde se localiza o Condomínio RK. E a divisão “amigável” aqui foi feita em apenas 15 dias. Devido à União deter 49% das ações da Terracap, o Ministério Público Federal interveio responsabilizando Roriz e outras 32 pessoas pela prática de atos de improbidade administrativa.

O Ministério Público denunciou a mudança de destinação de uma área de 40 mil metros quadrados em Taguatinga. A destinação foi alterada pela Câmara Legislativa, através da lei 344/01 aprovada pelos deputados distritais que autoriza a área pública, hoje desocupada, seja licitada para instalação de comércio.

O texto sancionado pelo governador Roriz fere o Plano Diretor Local (PDL) e é alvo de suspeita. Segundo denúncias o texto foi aprovado devido ao lobby de empresários junto a parlamentares intermediados por um assessor do vice-governador Benedito Domingos (PPB).

Após quatro meses de aprovação da lei foi realizada audiência pública com o objetivo de decidir sobre a lei que já havia decidido, a população reivindicou o terreno de Taguatinga para uso público na construção de escolas e hospitais. O Procurador geral do Distrito Federal Eduardo Albuquerque ajuizou pedido de liminar no Tribunal de Justiça do Distrito Federal para suspender o efeito da lei para impedir que o terreno de Taguatinga seja utilizado por interesses particulares.

No Distrito Federal, tem sido prática dos deputados distritais a alteração do uso de áreas públicas. Em nove anos de existência eles já mudaram a destinação de 281 mil metros quadrados de áreas públicas.



Fábio Costa
Fábio Costa disse:
16/07/2012 12h59

Querem ver uma grilagem de ricos? Acho tem quem gente poderosa no meio, começaram cercando lentamente, hoje estão com tratores e caminhões abrindo buracos enormes , nenhum deles tem logomarca, quando chegamos perto um leão de chácara logo chega e expulsa da área. Já tentei denunciar ao GDF , mas nada foi feito, porque será??? Sei não!! Basta ir para a área de comercio da QI. 21 do Lago Sul, logo atrás da Escola Das Nações. Perto do Jardim Botânico. Quando o podre tenta invadir para ter onde morar é logo expulso e humilhado! Quem será que está por trás desta GRILAGEM MILIONÁRIA??? Será que ainda há imprensa não comprada em Brasília? Obrigado Fábio

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