Plano Colômbia e a guerra Cisplatina?

A crise de superprodução nos EUA, que representa 1/3 da economia mundial, poderá precipitar a atual crise geral para um novo patamar histórico, superando soberbamente a crise de 1929, que resultou na II Guerra Mundial e na mudança do padrão de acumulação do sistema capitalista e de sua política econômica, do liberalismo para o keynesianismo. Todos os especialistas americanos, da Europa e Ásia sabem disso; que toda a economia mundial está por um triz. Por isso, planos mirabolantes como AMI (Acordo Multilateral de Investimentos) são concebidos, a todo instante, pela inteligência burguesa oferecendo uma saída para a crise do sistema.

O início oficial do Plano Colombia, marcado para janeiro de 2001, afetará totalmente a conjuntura política na América Latina e com ela a conjuntura brasileira, logo a vida de cada brasileiro. É possível que tudo deságue em urna nova Guerra Cisplatina. Em primeiro lugar, porque o Plano Colômbia é uma estratégia do Imperialismo dos EUA diante da crise mundial do capitalismo e da sua luta para manter a hegemonia dentro do sistema. E com a crise mundial se concentrando preponderantemente nos EUA, como demonstram, por um lado, o crescente déficit comercial, a elevação constante das taxas de juros e a superprodução de sua economia; e, por outro lado, a pressão sobre seus custos de produção devido ao aumento dos preços dos combustíveis e de outras matérias-primas derivadas do petróleo, dada a recomposição da demanda pelos países da Ásia capitalista, em recuperação da crise, e da Europa do Euro, que patina para sair da estagnação econômica puxada, sobretudo, pela crise nos países do Leste Europeu e da Federação Russa, após o retorno ao capitalismo; todo o processo parece se encaminhar para uma situação explosiva.

A crise de superprodução nos EUA, que representa 1/3 da economia mundial, poderá precipitar a atual crise geral para um novo patamar histórico, superando soberbamente a crise de 1929, que resultou na II Guerra Mundial e na mudança do padrão de acumulação do sistema capitalista e de sua política econômica, do liberalismo para o keynesianismo. Todos os especialistas americanos, da Europa e Ásia sabem disso; que toda a economia mundial está por um triz. Por isso, planos mirabolantes como AMI (Acordo Multilateral de Investimentos) são concebidos, a todo instante, pela inteligência burguesa oferecendo uma saída para a crise do sistema. Os imperialistas norte-americanos estão na vanguarda deste processo reacionário e contra-revolucionário, mundialmente. Eles não estão aguardando que tudo desmorone ante seus olhos atônitos, e por isso mesmo estão agindo. O Plano Colômbia é uma iniciativa tática em relação à sua grande estratégia de implantação da ALCA - Área de Livre Comércio das Américas - em 2002. Até lá eles pensam em controlar os problemas de sua economia e da economia mundial empurrando com a barriga: aumentando as taxas de juros; ampliando o mercado externo através de acordos bilaterais, e desencadeando crises financeiras nas bolsas de valores, para repatriarem dólares; além disso, continuarão a fomentar os conflitos e ações militares que viabilizem sua indústria bélica: Israel contra Palestina, Iraque, Nigéria, Filipinas, Indonésia e Colômbia.

Mas, os EUA enfrentarão problemas muito complexos, como a competição e corrida pela conquista de novos mercados, especialmente nos ex-países socialistas do Leste Europeu e Ásia. A expressão atual desta luta se mostra mais acentuadamente na desvalorização do Ien e do Euro, limitando as exportações americanas, devido à sobrevalorização do dólar, e ampliando seu déficit comercial. Diante deste fato, os EUA são levados a manterem e incentivarem, ainda mais, a dolarização das economias dos países latinos, para que isto garanta o escoamento mínimo dos seus produtos - uma forma parasita de fazer os países dependentes financiarem seu déficit comercial. O Plano Colômbia é assim uma ação estratégica para os EUA, porque assegura o mercado da América Latina totalmente em suas mãos; seja pela dependência econômica; seja pela submissão militar e, conseqüentemente, política. Com este processo se elevará, a outro nível, a repressão aos movimentos revolucionários e de contestação ao domínio imperialista econômico, político, militar e cultural na região; ou seja, se elevará ao nível da guerra imperialista declarada contra a soberania e autodeterminação dos povos, pois na guerra, ao objetivo político, se sobrepõe o objetivo militar: o domínio geopolítico do continente, cujo fundamento é a ocupação militar da Amazônia. Neste sentido, eliminar todos os entraves e obstáculos, econômicos, políticos, militares e culturais, para alcançar seu objetivo final, é a tarefa fundamental do Plano Colômbia. Esta conquista do imperialismo dos EUA permite que intensifique sua exploração do mercado latino, através da ALCA, e retroalimente seu déficit comercial e processo de crescimento, além disto, terá a disposição fontes de matérias-primas, estratégicas, que vão de reservas minerais e novas fontes de energias combustíveis, até a água potável, biodiversidade e regiões favoráveis a sua geopolítica.

Naturalmente, avaliar o Plano Colômbia, tendo por base seus objetivos e finalidades explícitas, é um procedimento tão pueril quanto repetir seu discurso escatológico para lhe justificar logicamente. E se não somos pueris, então o Plano ter por objetivo "fortalecer o combate ao narcotráfico, acabando definitivamente com o cultivo ilícito da coca e da papoula, principalmente nas regiões de Putumayo, Caquetá e Guarviare”, significa ter por objetivo a fumigação de agentes químicos e bacteriológicos ("Glifosato " e Fusarium Oxysporum"). E o que é isto senão uma guerra química e bacteriológica? Do mesmo modo, o que significa "fortalecer o sistema judicial e combater a corrupção" senão criar um “Estado Leviatã" (de segurança nacional), um Estado Policial, onde o terror estatal e a violação dos direitos humanos são políticas oficiais, como o são atualmente as plantações de coca e papoula oficiais? O que significa "neutralizar e combater os agentes da violência aliados com os narcotraficantes”, senão um plano de guerra para isolar e liquidar as FARC-EP e ELN? O que significa "integrar as iniciativas nacionais aos esforços regionais e internacionais”, senão subordinar o Plano Colômbia ao projeto mais amplo do imperialismo dos EUA, tanto a nível regional, a ALCA, quanto global, a hegemonia mundial no processo de globalização? Por último, o que significa "fortalecer e ampliar os planos de desenvolvimento em áreas afetadas pelo narcotráfico”, senão apoiar a ocupação militar da Amazônia e outras regiões estratégicas, pelo imperialismo, e subordinar-se ao seu plano de exploração destas regiões?

Portanto, o Plano Colômbia é um Plano de Guerra em nosso continente e que afeta diretamente o Brasil Mas, como todo plano de guerra, sua apresentação obedece à lógica do iceberg, ou seja, só transparece sua ponta: isolamento e liquidação da guerrilha colombiana, sob o manto do combate ao narcotráfico. Para se saber qual a sua dimensão realmente é necessário medir o quanto de água este iceberg desloca aplicando-se a lei de Arquimedes Pascal. No caso do Plano Colômbia, o deslocamento de recursos é de cerca de 7,5 bilhões de dólares, sendo 3,5 bilhões pelos EUA, Europa e outros organismos internacionais e 4 bilhões pelo Governo Pastrana. A pergunta que se segue a este jato é a seguinte: de onde Pastrana retirará 4 bilhões para aplicar no Plano? Quem o financiará internamente? Deixemos estas indagações, por enquanto, de lado e passemos ao fato dos EUA e da Europa que já dispõem dos recursos; o Congresso dos EUA liberou 1,3 bilhões para o Plano, com uma rapidez tão inaudita que nos leva a pensar, seriamente, que não fez o mesmo com o Fast Track, porque seu objetivo não é negociar, mas impor a ALCA aos países da América Latina. No caso da Europa, sua parte de 2,5 bilhões dólares em ajuda socioeconómica, esta sendo reunida para aplicar-se após esta primeira fase do Plano financiado pelos EUA.

Com a liberação dos recursos pelos EUA, e após a série de visitas diplomáticas cintes e posterior à visita de Clinton a Cartagena, que vão do Chefe do Departamento Antidrogas, à Secretária Madaleine Albright, até o ex-presidente da OTAN, Javier Solano, e atual presidente da União Européia (dizem as más línguas - é homem dos Estados Unidos na União Européia), qual foram os primeiros passos na execução do Plano? Em primeiro lugar, suspender o diálogo de Paz com a Guerrilha; em segundo lugar, desencadear uma ofensiva ideológica, política e militar (meios de comunicação, diplomacia e ofensiva aérea e terrestre) contra a guerrilha; em terceiro lugar, iniciou a guerra química e bacteriológica, apesar da condenação de todas as organizações ambientalistas internacionais. Portanto, o passo seguinte à liberação dos recursos e à aplicação de 900.000.00 dólares na alocação de 300 assessores militares norte-americanos, 80 helicópteros e equipamentos de comunicação de alta tecnologia, foi isolar a Guerrilha das FARC-EP e lançar uma grande ofensiva contra ela; paralelamente, para justificar seu discurso escatológico de combate ao narcotráfico, foi obrigado a noticiar a apreensão, em 4 de julho deste ano, de 1.485 quilos de cocaína pura, avaliada em 53 milhões de dólares, nas mãos do principal grupo paramilitar de extrema direita, associado ao exército colombiano.

Este Plano de eliminação da oposição e dos movimentos revolucionários contra o imperialismo e seus governos títeres, que agora se aplica com toda a intensidade na Colômbia, é o mesmo que foi aplicado na Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Peru e etc, no curso das 2 últimas décadas e cumpre a agenda contra-revolucionária do Pentágono, levada a cabo pela CIA. O processo obedece à risca a tática e a escatologia presentes no Documento de "Santa Fé II", escrito por agentes da Cia, especialmente para ação do Pentágono no continente, com base na nova conjuntura formada com o fim do ciclo de ditaduras militares e o retorno à democracia burguesa na região. Nele, a concepção do "Estadismo" e da "corrupção ", como mal congênito às burguesias nativas, é a base para atuação, tanto dos "comunistas apoiados nas teses de Gramsci", quanto dos "narcotraficantes apoiados no poder econômico da coca ", o que dá lugar aos governos "populistas e reformistas " e "não permite se desenvolver uma democracia estável", nestes países. Por outro lado, diante das dificuldades econômicas (estagnação e crise), crescem as desigualdades sociais e os movimentos radicais e guerrilheiros, dando lugar a "injunções políticas " que podem conduzir à "alianças perigosas " entre a "guerriIha e o narcotráfico" em oposição ao governo. Portanto, segundo este Documento, os EUA devem assumir o papel de "Big Brother " da região, atentando-se para crise no México, Argentina, Brasil, Colômbia e Peru, além da especial atenção sobre Cuba e Nicarágua. Sua tarefa é cortar de todos os meios as ligações entre o narcotráfico e os movimentos guerrilheiros, limitar o espaço dos subversivos gramscianos nos governos e instituições culturais e religiosas (teologia da libertação) e não permitir avançar o casamento "perigoso" do nacionalismo com o marxismo-leninismo.

O trabalho de aniquilamento do movimento revolucionário no continente sem dúvida obedeceu às diretrizes deste Documento. Só na América Central "Washington despejou mais de 15 bilhões de dólares em ajuda militar aos 'Contras ' da Nicarágua e aos exércitos Guatemalteco e Salvadorenho"; e como resultado desta política foram assassinados mais de 75.000 salvadorenhos, 50.000 nicaragüenses e 200.000 guatemaltecos. Em El Salvador, este processo levou a FMLN a mudar a forma de luta e passar ao institucional. Na Nicarágua, a Revolução Sandinista foi tragada pela armadilha eleitoral burguesa. No Peru, o governo corrupto e ditatorial de Fujimori teve uma vitória sobre a luta armada do Sendero e do Tupac Amarú, às custas do assassinato de milhares de revolucionários e com a prisão e tortura de outros milhares. Mas, para nós brasileiros, isto não é uma novidade, pois a aplicação deste Plano de terra arrasada, anticomunista, foi a condição "sine qua non" para o retorno do continente à democracia burguesa, mas limitada, monitorada e estrangulada pelos olhos do Pentágono: CIA, FBI, DEA, e etc. A contrapartida econômica foi a ação coordenada do Banco Mundial, FMI, BID e outros mecanismos na elaboração e execução dos programas de estabilização econômica nestes países - diante da crise da dívida externa e da inflação. Por outras palavras, a aplicação da política econômica neoliberal que se resumia em: abocanhar a propriedade estatal e demais riquezas naturais, através dos programas de privatização; a importação de novas tecnologias para dar curso aos métodos flexíveis de trabalho, resultando num brutal desemprego; e sobretudo a desregulamentação das leis trabalhistas, retirando as conquistas trabalhistas, baixando o valor do salário real e aprofundando a exploração todos trabalhadores.

Mas, a aplicação dos planos neoliberais exigia governos títeres e servis ao sistema; governos capazes de qualquer coisa e sem escrúpulos; governos mais entreguistas que os próprios militares que atuaram durante as ditaduras abertas civis/militares no Cone Sul: Argentina, Brasil, Chile, Bolívia, Venezuela, Paraguai, etc. Estes governos foram governos neoliberais levados a cabo por ex-militantes de esquerda desbundados ou simplesmente burgueses oportunistas e crápulas, capazes de qualquer coisa para chegarem ao governo. Assim surgiram os FHC e tantos outros. É por isso que surgem, a cada dia, mais e mais pichações nos muros das cidades exigindo o Paredón para estes dirigentes; são palavras de ordem que expressam tanto a Direita, quanto e, sobretudo, a Esquerda, ao afirmarem: Fuzilamento Já! Naturalmente, elas refletem também o rápido desgaste destes governos títeres ou "polichinelos " do imperialismo e já não conseguem mais enganar o povo. Eles, após anos de penúria das massas, sob ditadura militar, ofereceram milagres, mas levaram as massas ao inferno è ao caos neoliberal: desemprego, fome, relento, tráfico de drogas, chacinas em massa, violência e a corrupção de toda a sociedade. O retorno à democracia burguesa substituiu as baionetas pela corrupção, desvendou os olhos do povo frente ao mar de lama do sistema capitalista e assim foram surgindo os escândalos como: o recente caso da Argentina, onde o vice-presidente renunciou porque corrompeu parlamentares para aprovar a reforma das leis trabalhistas a favor do imperialismo; do Paraguai, onde o Presidente da República foi assassinado, dando lugar a toda comoção social; o caso do Peru, onde Montesinos revelou a verdade corrupta de Fujimori, a serviço do imperialismo; o caso do Equador, onde o Presidente caiu por impor um plano de dolarização da economia, a serviço do imperialismo; e o Brasil, onde o processo de privatização se tornou uma montanha de corrupção. Todos estes escândalos mostram bem como são efêmeros e manipuláveis estes governos, a qualquer hora, pelo imperialismo e como este último mantém o poder sobre os primeiros.

Contudo, diante da agudização da crise geral do capitalismo nos EUA, cresce também a urgência do imperialismo em executar o Plano Colômbia para erradicar da América do Sul o único processo de resistência armada que, fora de Cuba, se manteve na Colômbia, através das FARC, e este processo se impõe na conjuntura política continental elevando a luta de classes, a um novo patamar, ou seja, o da guerra imperialista. É claro que mesmo que o Plano Colômbia se limitasse apenas a liquidar a guerrilha colombiana e que o risco de uma guerra imperialista não estivesse em foco, isto significará um profundo retrocesso na conjuntura política de todo o continente. O reflexo a instauração de uma nova conjuntura política continental perversa para a luta dos trabalhadores e povos por sua liberdade. Significaria esvaziar a possibilidade de em países como Brasil, Chile, Equador, ou Peru, chegarem ao governo oposições burguesas ou pequeno burguesas às oligarquias ligadas ao imperialismo. Portanto impedir o imperialismo de realizar seu intento, com o Plano Colômbia, é garantir a possibilidade de conjunturas favoráveis à luta da classe operária e ao movimento revolucionário, como é o caso exemplar da Venezuela, com Chaves, e do Uruguai, onde a Frente Ampla quase chegou ao governo. E claro que neste particular há uma dialética, pois, na medida em que estas forças progressistas e de oposição não cheguem ao governo, isto isola também a mobilidade das FARC. Mas, não é somente isto, acabando com a luta armada na Colômbia, criam uma situação desfavorável ao Governo de Chaves, na Venezuela e ainda mais, para Cuba; no Brasil nem sonhar com a possibilidade de um governo do tipo Itamar ou Brizola; se eles já os consideram inimigos, imagine um governo de Luiz Inácio, Lula?. Portanto, lutar contra o Plano Colômbia é uma luta pela possibilidade de avançarmos no Brasil e na América do Sul para um futuro melhor.

No entanto, a situação poderá ser ainda pior que isso. O Plano dos EUA não visa apenas preparar o terreno para a implantação da ALCA, ou seja, o domínio econômico, político e cultural institucionalizado do imperialismo dos EUA na América Latina, mas também visa preparar as condições mililitares para que possam pilhar, totalmente, a região mais importante, geopoliticamente falando, em nosso continente: a Amazônia. É ai que está o xis do problema, e que exige ainda maior preocupação de todos nós brasileiros e latinos, ligados a Região Amazônica. Através do discurso escatológico de combate às drogas, os EUA já acantonaram tropas no Equador e mantém bases também no Peru. O Panamá, que há pouco eles invadiram, é um país que não tem Forças Armadas próprias, desativadas desde a queda de Noriega. Aí, os EUA podem entrar a qualquer momento e voltar a controlar o Canal de Panamá a propósito do Plano. Além disso, na Reunião que os EUA realizaram, recentemente, em Manaus, nas barbas dos militares brasileiros assinaram acordos secretos com a Argentina e Chile. Sem dúvida, um acordo que envolve mais que troca de informações "sobre terrorismo", mas a Bacia do Prata, E claro que está em jogo todo o fluxo fluvial da região, que é o canal estratégico para uma logística às tropas de ocupação. E isto denuncia que o Plano Americano, mais que um Plano de combate à guerrilha é um Plano de ocupação também da Amazônia. Com a ocupação da Amazônia os EUA terão, não somente, o controle militar da região, mas o poder de submeter todos os países aos seus ditames. Em suas mãos estarão, praticamente, suprimentos quase inesgotáveis de minerais raros, a biodiversidade, mananciais de água potável e a base aeroespacial mais importante, do continente, já que Alcântara está na linha do equador e aí os custos de lançamento de foguetes e satélites espaciais se reduzem muito.

Mas há uma contradição em todo este processo e que vai além da oposição da guerrilha e forças revolucionárias no continente, ou seja, os militares brasileiros nacionalistas, que já tiveram seus sonhos napoleónicos durante a Ditadura, e que atualmente não estão dispostos a aceitarem um papel secundário e submisso em todo este processo. Por outro lado, os EUA não estão dispostos a bancarem uma força hegemônica no continente, que acabe se voltando contra ele, como foi o caso do Iraque, Panana e agora a guerrilha de Sabin Abin Laden, no Afeganistão; por isso sua estratégia é dividir seu apoio militar entre os exércitos da região e as classes dominantes do continente, como no velho clássico de Nicolas Maquiavel, “dividir para reinar'', e assim submetê-los ao seu domínio e desígnio. Neste contexto, tanto as FFAA da Argentina, aliadas à Colômbia, Peru e Equador, poderão constituir força capaz de combater o Exército brasileiro e não permiti-lo frustrar o plano imperialista. Diante deste impasse, cresce o risco de uma guerra pelo controle da bacia cisplatina, entre o Brasil e Argentina, como uma instância de combate que poderia ou não inviabilizar o Plano de ocupação da Amazônia, Do contrário, a única forma dos EUA realizarem seus planos seria empregando suas próprias tropas, isto ét seus marines, para ocuparem a Amazônia. Aí começaria o processo de vietnamização, não somente da Colômbia, mas de todo o Cone Sul.

O Brasil inexoravelmente deverá buscar uma aliança com a Venezuela e as FARC-EP e demais movimentos revolucionários para combaterem o imperialismo dos EUA. Mas o Brasil só terá condições de unir a nação para combater o imperialismo se no comando da nação subirem gente que o povo confie, gente que mobilize de fato o povo. Com FHC ou qualquer outro governo de direita, o Brasil sofrerá a maior derrota da sua História, morrerão milhares e milhares de latino-americanos até que o povo assuma o poder e coloque fim à guerra e ao capitalismo assassino em nosso país e na América Latina. E como afirmamos no início deste trabalho, o Plano Colômbia é um plano que mudará, definitivamente, a sua vida, pois ao final de tudo, seja de uma forma ou de outra, a Revolução Proletária triunfará! Abaixo com o Plano Colômbia! Não à Intervenção dos EUA na Amazônia!

 

(INVERTA - Jornal Pra Verdade!)