Política

Para frente ou para trás

Leia abaixo artigo do professor Theotonio dos Santos, presidente do CEPPES e da REGGEN sobre o que está em jogo nestas eleições. Quais são as duas correntes mundiais que se enfrentam nesta campanha?

O momento político-econômico nacional e o processo de crescimento da crise de transição

O ataque que o imperialismo começa a fazer no Cone Sul, por táticas contraditórias é o ataque ao que os burgueses chamam de Estado de Direito, assim tudo que não é resolvido pelo debate público nos parlamentos, tudo que não é realizado pelo executivo, se transforma em questões judiciárias, onde as casas das legislações dão sua palavra final, que pode ser obedecida de imediato ou transformada em um processo de burla e enganação, criando um processo lento mas intenso de desobediência ao Estado, conforme os interesses das oligarquias financeiras.

Verdade e JUSTIÇA!

A abertura dos arquivos deve ser ponto incluído em uma Comissão da Verdade e Justiça, pois esses documentos são fundamentais para apontar locais de desovas de corpos, mandantes de crimes, nomes de torturadores, apoiadores e financiadores do regime, portanto toda a comprovação para julgamento dos crimes ilesos.

Pela imediata estatização das companhias elétricas

Em pouco mais de 10 anos a AES-Eletropaulo e a Light converteram a distribuição de energia elétrica de fonte de desenvolvimento em desgraça nacional. Depois de uma década, as multinacionais do setor quadruplicaram as tarifas, em seu valor real, não há mais manutenções preventivas e a mão-de-obra é precária e superexplorada.

Terrorismo de estado do “Tea Party” paulista

Para mascarar o terrorismo de estado praticado pelo “Tea Party” (partido fascista e neoliberal do EUA) paulista – PSDB, DEM e aliados – a cúpula da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e a Rede Globo dão destaques as estatísticas maquiadas pelo governo de Geraldo Alckmin.

Ditadura civil-militar: 47 anos do início do terror

São 47 anos do golpe, 26 anos da “redemocratização” e até o momento os torturadores não pagaram por seus crimes, muitos estão em cargos importantes do Estado, outros ainda continuam com suas cadeiras no Congresso e Senado. Os milicos estão livres atuando normalmente como se nada tivesse acontecido, ou seja, a impunidade é a marca da anistia geral e ampla que os militares fizeram em 1979.

O avanço da extrema direita no centro-sul do país

Desde as eleições federais de 2010, houve um crescimento dos grupos de extrema direita no sudeste e no sul do Brasil. Ainda que estes movimentos não tenham de fato a superdimensionada voz política conferida pela grande imprensa neoliberal e fascista, não podemos menosprezar as manifestações cada vez mais frequentes (e impunes) de homofobia, racismo e apologia à repressão.