Greve Geral das massas populares com manifestações de rua

O dia 7 de setembro foi um dia de profundo significado e refletiu a situação de gravidade que vive o nosso país, e por isso, cabe aos lutadores e lutadoras interpretarem com muita responsabilidade os acontecimentos.

O dia 7 de setembro foi um dia de profundo significado e refletiu a situação de gravidade que vive o nosso país, e por isso, cabe aos lutadores e lutadoras interpretarem com muita responsabilidade os acontecimentos.

Apesar das mobilizações que foram organizadas pelos setores de apoio ao Governo Bolsonaro terem sido menores do que se esperava frente a dois meses de organização, aos altos investimentos, e ainda, a liberação do exército do seu tradicional desfile (ficando liberado para essa outra marcha), não podem, entretanto, serem entendidas como total fracasso que grande parte das análises apontam.

Bolsonaro carrega mais de 580 mil mortes por Covid-19, uma queda desumana do nível de vida de grande parte da população do país, aumento exorbitante do preço da cesta básica e da gasolina, beirando os R$7,00. Nos últimos tempos, havia mostrado uma dificuldade de mobilizar sua base para seus atos e no máximo estava organizando suas motociatas que contavam com dezenas de seguidores, os mais seletos. O fato de mais de 500 mil pessoas terem ido para as ruas demonstra que as forças golpistas continuam flertando com o fascismo tupiniquim. A tática de Bolsonaro no 7 de setembro, em tese, se mostrou vitoriosa, pois de uma postura defensiva frente às denúncias da CPI e todas as manifestações de repúdio ao seu governo, dentro do país e internacionalmente, passa à ofensiva e o golpe ganha folego, vai se renovando, se desenvolvendo em uma marcha fascista para a consolidação da tomada do poder no Brasil. O golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2016 que uniu, a direita, a extrema direita, o Congresso Nacional, a Suprema Corte do país (STF), a mídia nazifascista, o capital nacional (agronegócio, industrial e financeiro), e o imperialismo, segue sua marcha e parte considerável desses setores continua com aspirações golpistas, defendendo a política econômica neoliberal e entre Lula e Bolsonaro, vão defender a continuidade de Bolsonaro; entre Lula e qualquer outro setor golpista, vão defender os golpistas.

É como se diz “Não deram o golpe para logo seguida voltarem com a social-democracia”. E nesse sentido, o fato de Bolsonaro ter “retomada às ruas” dá um tom de gravidade aos acontecimentos pois como já vimos em 2013, a participação popular em atos pode cumprir um papel primordial em uma trama golpista.

Mas, a questão colocada para a esquerda no Brasil não é difícil de resolver. Marx afirma que não existe problema sem solução. Quando existe um problema é porque a sua solução esta posta, ou está por vir. Ao olharmos para a conjuntura e a situação do povo, só nos resta organizar esse povo e convocar uma Greve Geral de Massas com manifestações maiores das que ocorreram em 7 de setembro, parando a produção com o povo na rua! E isso não pode ser para 2022! Não! É preciso dar a resposta agora, como fez os trabalhadores no Equador, no Chile e na Argentina. Cabe aos Partidos de esquerda e as Centrais sindicais, MST, as Frentes Brasil Popular e a Povo Sem Medo, Movimentos Populares, organizar a todos, sem deixar ninguém de fora. Todos os lutadores e lutadoras e seus partidos com seus parlamentares, as centrais e seus sindicatos precisam abraçar essa luta e organizar uma GREVE GERAL DE MASSAS.

Nós do Congresso Nacional de Lutas Contra o Neoliberalismo, nos colocamos juntos com os homens e mulheres, ombreados nessa iniciativa, a fim de, darmos, todos juntos, um basta no governo golpista e neoliberal.

ABAIXO O GOLPE NEOLIBERAL E O GOVERNO PROTOFASCISTA DE BOLSONARO/MOURÃO e sua corja!

UM AUXILIO EMERGENCIAL DE UM SALÁRIO-MÍNIMO PARA QUEM NECESSITE!

ALIMENTOS A BAIXO CUSTO PARA O POVO!

PELA GARANTIA DO PROCESSO ELEITORAL E DEMOCRÁTICO DE 2022!

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

VENCEREMOS!