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  <title>Notícias do Jornal Inverta</title>
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      Leia aqui as últimas notícias da Agência Inverta
    
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  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/movimento/comperj-a-tragedia-anunciada">
    <title>Comperj, a tragédia anunciada</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/movimento/comperj-a-tragedia-anunciada</link>
    <description>Denúncia de centenas de trabalhadores terceirizados que constroem em Itaboraí o complexo petroquímico gigante que, além da petroquímica, inclui duas refinarias. O Sindipetro-RJ, que representa os funcionários da Petrobras, luta ao lado desses trabalhadores, em busca de soluções para essa crise. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A Petrobrás constrói em Itaboraí um complexo petroquímico gigante que, além da petroquímica, inclui duas refinarias. Uma obra que enche de orgulho os brasileiros, retomando o braço petroquímico privatizado por Collor e FHC. A petroquímica é a parte mais lucrativa da indústria do petróleo. Na obra de construção desse gigante, 14 mil trabalhadores foram contratados, distribuídos em vários consórcios. Centenas desses trabalhadores estão em alojamentos no entorno do Comperj e os outros residem nas redondezas e na Baixada Fluminense. O grande problema da obra é que esses consórcios tratam os trabalhadores como animais. Exploram e desrespeitam o tempo todo.</p>
<p>A Petrobrás, que deveria tomar a frente e cobrar dos consórcios respeito aos direitos dos trabalhadores, “lava as mãos”. Por isso, afirmamos que a direção da Petrobrás é a principal responsável pelos maus tratos e o desrespeito com os trabalhadores por parte dos consórcios.</p>
<p>Tem empresa que não deposita o FGTS há seis meses. Outras não pagam hora-extra nem adotam o sistema de banco de horas, obrigando os operários a trabalharem além da jornada legal.</p>
<p>Muitas delas também não garantem a folga legal para os trabalhadores de outros estados, o que inviabiliza visitarem suas famílias. Os trabalhadores reclamam da comida e do transporte.</p>
<p>Tudo isso está transformando o Comperj num caldeirão, palco de várias greves. No momento mais uma greve está acontecendo, agora como parte da campanha salarial. Os trabalhadores reivindicam: aumento real de salário; melhores condições de trabalho; e o não desconto dos dias parados em greves anteriores, já que os culpados pelo desrespeito aos direitos trabalhistas são os patrões, não cabendo aos empregados pagarem a conta pelas paralisações. Além disso, os operários reclamam das distorções entre os salários nas mesmas funções.</p>
<p>O Sinticon-SG é o sindicato que representa os contratados nas obras do Comperj. Mas SINDIPETRO-RJ, que representa os funcionários da Petrobrás, está lutando ao lado desses trabalhadores, em busca de soluções para uma crise que, não temos dúvidas, só será resolvida com a intervenção da Petrobrás. Na quarta-feira, 11/4, representantes dos dois sindicatos estiveram com o Diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto, que se comprometeu a se reunir com os responsáveis pelos consórcios com o objetivo de apresentar uma contraproposta da empresa aos grevistas, na assembleia marcada para 12/4.</p>
<p>O Sinticon-SG disse ao diretor que sem uma contraproposta formalizada a greve vai continuar. Com a continuidade da greve, os trabalhadores discutem fazer uma concentração em frente ao Edise, sede da companhia, em busca de uma saída para o impasse.</p>
<p>No canteiro de obras, até agora nada de grave aconteceu, mas a presença ostensiva da polícia, com armas de grosso calibre, causa apreensão. No entanto, diga-se de passagem, até o momento os policiais tem se limitado a assistir ao conflito, a impedir um ou outro piquete, chegando a ameaçar alguns trabalhadores de prisão, embora sem truculência.</p>
<p>Mas a tensão no canteiro de obras cresce. Trabalhadores, grevistas e não grevistas estão apavorados com a situação. As mulheres choram. O clima fica mais angustiante a cada dia. Estamos por um fio. Agindo com justiça e cautela, a direção da Petrobrás tem todas as condições para evitar um desastre maior, que poderia por em xeque a obra e expor a riscos a vida dos trabalhadores.</p>
<p>Mas, se depender unicamente da intransigência dos consórcios, a tendência é a greve continuar por tempo indeterminado. Talvez por que eles saibam que, em última instância, é a Petrobrás que será responsabilizada.</p>
<p>Estamos assistindo a um verdadeiro jogo de empurra entre os consórcios e a Petrobrás. Perguntamos: será que a presidenta Dilma sabe desse conflito?</p>
<p>Será que os dirigentes da companhia estão capacitados para resolver os graves problemas sociais e trabalhistas do Comperj?</p>
<p>A direção do SINDIPETRO-RJ tem feito seu papel, tentando viabilizar reuniões entre a direção da empresa e os grevistas. Casa a situação fuja do controle, ninguém poderá alegar “eu não sabia”.</p>
<p> </p>
<h3>O Sindipetro irá renovar conselho fiscal!</h3>
<p> </p>
<p>A inscrição de chapas para renovação do Conselho Fiscal do Sindipetro-RJ (triênio 2012/2015) termina na sexta-feira (27). Os petroleiros Edison Munhoz, José Maria do Nascimento e Moisés Ferreira Nunes foram eleitos para compor a Comissão Eleitoral que coordenará o pleito. Conforme o Estatuto do sindicato, as chapas concorrentes deverão ser formadas por no mínimo três membros e no máximo seis, sendo três titulares e três suplentes.<br />A eleição ocorrerá nos dias 7 e 8 de maio. Será considerada eleita a chapa que alcançar 50% mais um dos votos validos.</p>
<p>Caso mais de duas chapas concorram ao pleito e nenhuma alcance o quórum estabelecido, será realizado segundo turno nos dias 14 e 15 de maio e a chapa que obtiver mais votos será a vencedora.<br /><br /></p>
<p><b>Surgente-SINDIPETRO-RJ</b><br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T02:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/agencia/internacional/america-latina/tomas-borge-presente">
    <title>Tomas Borge: Presente!</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/agencia/internacional/america-latina/tomas-borge-presente</link>
    <description>Nesta edição, republicamos a entrevista concedida ao INVERTA (Edição 21 - 1 a 15 de Dezembro de 1993) pelo Comandante da Frente Sandinista </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Nascido  em 13 de agosto de 1930, Borge faleceu dia 30 de abril por infecção  pulmonar, que o manteve internado durante várias semanas no hospital  militar de Manágua, onde foi operado em 6 de abril último.</p>
<p>Numerosos  governos, partidos políticos, organizações religiosas e sociais e  intelectuais de diferentes partes da órbita expressaram as condolências  pelo desaparecimento físico do revolucionário, destacado escritor,  poeta, deputado e diplomata.dá</p>
<p>Desde  1/05, acontecem as honras fúnebres na Nicarágua no Palácio Nacional;  onde milhares de pessoas marcharam pelas ruas desta cidade para ir ao  recinto onde permanece exposto o corpo do líder revolucionário.</p>
<p>Nesta  edição, republicamos a entrevista concedida ao INVERTA (Edição 21 - 1 a  15 de Dezembro de 1993) em que o Comandante da Frente Sandinista  participou da COPPPAL - Conferência Permanente dos Partidos Políticos da  América Latina e Caribe. Ele abordou a atual situação de seu país e as  perspectivas para os sandinistas com a eleição que se avizinhava.</p>
<p> </p>
<p><b>INV - Como está a situação atual da Nicarágua?</b></p>
<p><b>TB</b> - O atraso econômico do país se evidenciou com as cifras apontadas  pelos organismos internacionais, como a Associação Internacional de  Médicos e outras entidades. A Nicarágua retrocedeu 50 anos no seu  desenvolvimento econômico. Há 60% da população desempregada e os níveis  de vida baixaram aos da década de 20, consequência fundamental da guerra  patrocinada pelos Estados Unidos durante 8 anos, causando um prejuízo  ao país de mais de vinte milhões de dólares. Perdas materiais, além das  dezenas de milhares de vítimas mortais que a guerra ocasionou.</p>
<p>Esta  situação se agravou pelas políticas de ajuste econômico do atual  governo, que distribuiu os escassos recursos com parcelas minoritárias,  além da corrupção administrativa, as vacilações do governo com as  pressões dos EUA que continuam intervindo nos assuntos internos da  Nicarágua de uma forma descarada.</p>
<p>Todo  este panorama alimenta de novo as esperanças do povo nicaraguense que  se volta para a FSLN - Frente Sandinista de Libertação Nacional que é o  organismo político mais desenvolvido, mais influente e mais coerente do  país.</p>
<p>Nos  próximos meses acontecerá o Congresso da Frente Sandinista para  examinar uma reorganização internada Frente, traçar uma estratégia  política, econômica e social, na busca de resposta aos dramáticos e  surrealistas problemas do povo nicaraguense. O Congresso examinará a  situação internacional e, sobretudo a do país e os seus problemas, vamos  traçar um programa adaptado às novas condições dramáticas do país e à  busca da conciliação nacional que, em última instância, talvez seja a  única forma para sair da gravíssima crise em que vive a Nicarágua. Creio  que o projeto imediato será voltar a ser um país pobre e sair da  situação que estamos vivendo. Nicarágua é o país mais pobre da América  Latina.</p>
<p> </p>
<p><b>INV - Qual a perspectiva da volta dos sandinistas ao poder?</b></p>
<p><b>TB </b>- Creio que nesse momento única opção possível é uma eleição popular e o retorno da Frente Sandinista ao poder.</p>
<p> </p>
<p><b>INV - Violeta Chamorro foi pressionada pelos contras a tirar Humberto Ortega do comando do Exército?</b></p>
<p><b>TB -</b> Humberto Ortega saiu da chefatura do Exército de acordo com as leis da  Nicarágua e não como fruto de pressão estrangeira, que para nós é  intolerável.</p>
<p>Em  conformidade com os próprios estatutos do Exército e as leis da  Nicarágua há limite na chefia do Exército em mãos de um  comandante-em-chefe que será substituído por outro dirigente militar e  não por capricho de alguém ou pressões.</p>
<p> </p>
<p><b>INV  - Há uma contrarrevolução na América Latina que impede sua libertação  frente ao imperialismo norte-americano. Quais as perspectivas do retorno  dos sandinistas, a firmeza da Revolução Cubana para uma mudança radical  no Continente?</b></p>
<p><b>TB -</b> Cuba continua sendo ponto de referência para os revolucionários  latino-americanos. A façanha histórica de Cuba, de sustentar a  existência do regime socialista, continua sendo um alento para os  revolucionários da América Latina. Apesar dos prognósticos pessimistas,  temos confiança na continuidade do regime socialista que em meio a  tantas dificuldades, sobreviveu à medida que tomou o governo de Cuba na  busca dessa sobrevivência.</p>
<p>Creio  que foram corretas e são compreendidas pelos revolucionários da América  Latina. No resto do continente, entrou em agonia a política dos  liberais. Em alguns países tiveram êxito aparente. As cifras deles  indicam que no Chile, Argentina e Bolívia tiveram resultados positivos,  mas esses índices macroeconômicos ocultam, na verdade, a miséria  profunda e a desigualdade que há nesses países.</p>
<p>Os  percentuais da pobreza aumentaram na América Latina e não há mais  dirigente latino-americano que se confesse neoliberal. Envergonham-se de  suas próprias condições econômicas, isto é indício de que o  neoliberalismo como concepção fracassou. Todo mundo considera Fukuyama o  profeta do neoliberalismo, o ideólogo norte- americano desta aberração  política é um charlatão. De maneira que, ao assinalar que se haviam  esgotado as ideologias introduziram o liberalismo como única opção.  Ninguém crê nele e no mundo inteiro há correntes poderosas contra a  corrupção administrativa, o neoliberalismo e outras de caráter político e  ideológico, de tal modo que o que se avizinha na América Latina é uma  avalanche de descontentamento popular e os partidos, para sobreviver -  eu digo por que sou membro da Conferência dos Partidos Políticos da  América Latina - terão que apresentar aos povos novas opções ao  desenvolverem projetos de caráter ético-moral que constituiu a coluna  vertebral, a meu ver, dos novos projetos políticos desse continente.</p>
<p>Eu  não sou pessimista quanto ao futuro da América Latina. Algumas mudanças  de caráter quantitativo ocorreram nos Estados Unidos que, nesse  momento, provável mente coma proximidade do ano 2000 darão também um  salto de qualidade nesse país. Creio que a presença de minorias éticas e  a imigração latino-americana e de outros países constituem os setores  mais empobrecidos dos EUA nos próximos anos. Isto permitirá que Cuba  sobreviva que ressurjam as revoluções. O futuro será sem dúvida, não do  socialismo que foi liquidado pelos seus próprios erros e contradições  nos países do leste europeu, mas do verdadeiro socialismo onde coexistem  o respeito aos direitos humanos, à democracia e à distribuição  equitativa dos recursos materiais.</p>
<p><br /><br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T02:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/politica/golpe-branco-em-previas-da-201csocialdemocracia201d-paulista">
    <title>Golpe branco em prévias da “socialdemocracia” paulista</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/politica/golpe-branco-em-previas-da-201csocialdemocracia201d-paulista</link>
    <description>A mídia burguesa não poupa esforços para alavancar a candidatura das grandes transnacionais, dos especuladores, dos reacionários e dos lesa-pátria, particularmente em São Paulo; que de tão impopular somente poderia se viabilizar por meio de golpe branco.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="visualClear">Tudo o que parece que é, na realidade, não é; e tudo o que é omitido é o que vale de fato! É este o método utilizado pela grande mídia nacional, com a Rede Globo à frente, para alavancar a candidatura das grandes transnacionais, dos especuladores, dos reacionários e dos lesa-pátria, particularmente em São Paulo. Tal candidatura impopular somente poderia se viabilizar por meio de golpe branco (manipulação de fatos e acontecimentos para desinformar e manobrar o juízo de valor dos eleitores), antes de qualquer coisa, dentro do próprio partido, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).</p>
<p class="visualClear">Assim como a convenção do partido mais reacionário do planeta na atualidade - o Partido Republicano dos EUA - é apresentada pela mídia global como o processo mais democrático que já se viu na escolha de um candidato às eleições ao governo federal, as prévias do PSDB na cidade de São Paulo ganharam tal repercussão nacional pela nossa mídia “global”, a Rede Globo, na tentativa de convertê-lo no processo mais democrático que já se viu na escolha de um candidato às eleições no município mais importante do país.</p>
<p class="visualClear">Nada mais falso, tanto aqui e como na matriz! Nos EUA, a eleição do presidente não se dá de forma direta. Você até coloca na urna o seu voto no presidente de sua preferência, mas o candidato vitorioso não tem nada a ver com quem recebeu mais votos de modo direto. Quem vence é aquele candidato que conquistar os colégios eleitorais mais importantes (isto é, não a sua maioria, mas os mais populosos) do país. Cada estado possui um “colégio eleitoral” com certo número de delegados (que não são nem deputados nem senadores), variando de 3 a 55, de acordo com o número de habitantes. Na prática, o partido que conseguir obter mais de 270 delegados, define quem vai governar todo o país: o candidato do próprio partido. A nossa mídia não divulga essa forma de “contar” indiretamente os votos, mas apenas as prévias do partido.</p>
<p class="visualClear">O PSDB nunca realizou prévias para escolher seu candidato em 02 décadas de existência. Eles sempre foram escolhidos pelos seus ilustres coronéis e tecnocratas. A nossa mídia global omitiu todo o passado para revelar, agora, uma suposta democracia interna do partido do imperialismo. O Mr. Facínora não queria a disputa interna. Daí, o tal partido possuía 04 pré-candidatos até as vésperas da convenção interna, marcada então para o dia 04 de março. Disputavam então os secretários estaduais de Energia, José Aníbal, do Meio Ambiente, Bruno Covas, e da Cultura, Andrea Matarazzo, e o deputado federal Ricardo Tripoli. Seja por um passe de mágica da democracia tucana, ou pela mão invisível do mercado, ou ainda por ambos, nenhum desses 04 foram eleitos! Tampouco as prévias aconteceram no dia programado!</p>
<p class="visualClear">Quatro dias antes das prévias, no dia 28/02, eis que surge mais um pré-candidato no ninho tucano. O postulante era Mr. José Serra. Apesar da ampla cobertura dispensada pela mídia, não haveria tempo para que os filiados tomassem conhecimento do quinto elemento na disputa. Ele seria fragorosamente derrotado. Qual a saída encontrada para que este pré-candidato saísse como o único candidato do partido? As quatro outras candidaturas deveriam renunciar a favor do mais atrasado. Bruno Covas, neto de Mário Covas, e Andrea Matarazzo renunciaram imediatamente. Se a votação interna ocorresse dia 04, como programado anteriormente, existiriam 03 pré-candidatos. Mr. Serra seria engolido pela militância.</p>
<p class="visualClear">O que fazer então? A executiva municipal se reuniu de forma extraordinária para prorrogar o pleito interno, dando tempo para que Mr. Serra fosse apresentado a todos. Adiaram-se então as prévias para 11 de março. Os aliados de  Serra sabiam que adiar em uma semana seria um tiro no pé. O assunto era urgente, não dava mais para tratá-lo em banho-maria. Seria necessário, sem mais delongas, a intervenção “de cima”. O governador Geraldo Alckmin, o secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo e aliados de Serra baixaram a ordem de que as prévias deveriam ocorrer somente no fim do mês. Assim, a executiva “aprovou”, por 10 contra 08 votos, que as prévias seriam realizadas no dia 25 de março. O golpe foi institucionalizado...</p>
<p class="visualClear">Com um mês de campanha interna, a previsão dos aliados do Mr. José Serra era que ele ganharia as prévias folgadamente, com 70 a 80% dos votos. Mas o golpe não foi totalmente digerido pela base. As manobras em favor de um candidato e o descaso com a militância do partido acabou por revelar o que não poderia aparecer ao público: o racha na “socialdemocracia” tucana. Assim como a propaganda sobre o processo eleitoral nos EUA, a grande mídia vende uma coisa maravilhosa, mas acabamos consumindo outra droga. Mr. Facínora conquistou tão somente 52% dos votos.</p>
<p class="visualClear">Na tentativa desesperada de fortalecer o Mr. Facínora, foram montados esquemas de transporte da militância, com direito a lanche e churrasco, para buscar em casa os eleitores que votassem em Serra. Dirigentes comunitários possuíam uma lista de associados/militantes que votariam no Mr. Serra. Vans, lanche, churrasco e o golpe consolidado. Durante as prévias, somente compareceram um quarto dos militantes. A pequena participação e a vitória apertada do seu pré-candidato foram minimizadas pelos coronéis da “socialdemocracia” tucana.</p>
<p class="visualClear"><br />Agora, a militância do PSDB e os paulistas vão ter que engolir a candidatura do facínora e seus golpistas. Devemos nos perguntar: até que ponto a oligarquia paulista vai levar adiante o seu golpe branco? A 1ª previa democrática para escolher seu próprio candidato não foi senão um golpe branco tramado pela aristocracia tucana sobre a própria militância partidária. O método que formalizou a candidatura de Serra será o mesmo modus operandi para o teatro eleitoral de São Paulo: ampla propaganda midiática da “liberdade” e “democracia” praticada pelo agrupamento político mais atrasado da sociedade paulista para ofuscar as suas ações violentas e golpistas sobre a população.<br /><br /><b>José Tafarel</b></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T01:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/cultura/integracao-latina-americana-um-sonho-possivel-que-passa-pela-cultura">
    <title>Integração Latina-americana: um sonho possível que passa pela cultura</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/cultura/integracao-latina-americana-um-sonho-possivel-que-passa-pela-cultura</link>
    <description>Diferentemente do Carnaval de competição que acontece aqui, o desfile em San Luis ainda é, e não sei até quando, apenas um grande espetáculo. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Em 2006, a Unidos de Vila Isabel homenageou em seu enredo a latinidade; tema que tem sido ao longo dos séculos objeto de discussão por parte de diversas tendências políticas e culturais, na busca de se encontrar ou criar uma identidade comum aos povos que compõe a América Latina. É evidente que não é uma tarefa fácil este objetivo, pois “Nuestra América” é composta por “densas florestas de cultura”. Entretanto, esta “essência latina” se manifesta desde o início de seu processo de libertação no ideal de integração pensado por Simón Bolívar, que sonhava com uma “Pátria Grande” para todos os nossos povos e ainda resplandece em meio a este “mosaico multicor” que se chama América Latina.</p>
<p><br />Esta iniciativa da escola de Noel que terminou sagrando-se campeã do carnaval carioca naquele ano é apenas o fio condutor para pensarmos como o carnaval, em termos de expressão cultural brasileira, pode servir para nos aproximar de nossos irmãos latino-americanos.</p>
<p><br />No Brasil, de uma forma geral, existe a tendência muitas vezes de considerar os outros povos de nosso continente como culturas estranhas à nossa e, com isso, construir-se uma barreira quase que intransponível. O fato de quase a totalidade dos povos da América Latina terem como idioma oficial o espanhol, e nós o português, é um dos fatores que mais contribuem para este afastamento.</p>
<p><br />Mas apesar da vastidão cultural existente na América Latina e da aparente barreira do idioma podemos observar em muitos casos uma similitude cultural em diversos aspectos e tentativas, não poucas, de aproximação entre estas culturas.</p>
<p><br />Aqui entramos no ponto central deste artigo, onde trataremos de forma geral uma experiência neste sentido que presenciei há pouco tempo quando estive, como integrante do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, na terceira edição do “Carnaval de Rio em San Luis” na Argentina.</p>
<p><br />Não abordarei aqui o aspecto estrutural do evento, uma vez que se sabe no mundo do carnaval o quanto este passou por um processo de comercialização que hoje o domina quase que completamente e tem, portanto na estrutura deste evento, obrigatoriamente, o mesmo traço “comércio-entretenimento” que existe no carnaval do Rio, porém, em escala menor.</p>
<p><br />Nesta edição, a terceira consecutiva e maior de todas até aqui, do “Carnaval de Rio em San Luis”, participaram cerca de dois mil brasileiros, integrantes de mais de vinte escolas de samba dos grupos Especial, A e B de acesso do Rio de Janeiro, que se deslocaram em cerca de cinquenta ônibus com 40 passageiros cada até a cidade de San Luis no centro-oeste argentino, capital da província de mesmo nome, situada à cerca de 800 km de Buenos Aires numa viagem que durou entre 55 e 60 horas, para a realização do maior desfile de escolas de samba fora do Brasil.</p>
<p><br />Os desfiles aconteceram nos dia 9 e de 10/03 no Autódromo da cidade, antecedidos por um ensaio geral no dia 8. Este ano, além de dois combinados das escolas de samba brasileiras que se apresentaram ao som dos sambas da Mocidade Independente de Padre Miguel de 1991, “Chuê, Chuá, As Águas Vão Rolar”, cantado por Clóvis P. e pelo samba da Unidos do Porto da Pedra 1996, “ A Folia no mundo – Um Carnaval dos Carnavais”, cantado por Igor Sorriso, que tiveram pequenas alterações em suas letras para se enquadrarem à festa portenha, contou com a presença pela primeira vez de uma escola local, a Sierras Del Carnaval de  San Luis.</p>
<p><br />Diferentemente do Carnaval de competição que acontece aqui, o desfile em San Luis ainda é, e não sei até quando, apenas um grande espetáculo. Não existe nenhum tipo de competição, mas mesmo assim nos dois dias de desfiles o autódromo esteve lotado por um público que vibrava com o espetáculo.<br />Entretanto para nós brasileiros que já vivemos o carnaval aqui quase o ano inteiro, a melhor experiência que se pode tirar deste evento ao meu modo de ver é o intercâmbio cultural e o carinho com o qual somos tratados pelos argentinos. Nas ruas todos querem tirar uma foto para guardar de recordação ou pedem um pedaço das fantasias para levar para casa, enfim, um grande carinho. Isto vem romper com muitas das ideias que tentam nos colocar na cabeça, de que brasileiros e argentinos são povos rivais. Esta rivalidade fica apenas no campo do futebol, da mesma forma que entre as torcidas dos diversos times existe esta rivalidade em cada estado brasileiro. Até mesmo a dificuldade de comunicação é superada, e o portunhol vira por estes dias quase que o idioma oficial da cidade.</p>
<p><br />Acredito que devemos partir deste exemplo, e não permitindo que as classes dominantes se apropriem da nossa cultura para usá-las como forma de alienação, fomentarmos um intercâmbio cultural cada vez mais intenso entre os povos da América Latina, construindo assim um fator de integração e resistência, pois apesar das diferenças já apontadas no início desta matéria, temos um passado de exploração colonial em comum e um presente momento onde o imperialismo avança sobre o mundo de forma feroz tentando fugir de sua crise estrutural e a América Latina não está livre desta ação, pelo contrario, temos visto nos últimos anos uma reação mais contundente contra os setores que tentam aqui construir uma via alternativa ao modelo capitalista.</p>
<p><br />O caminho da integração latina passa pela integração cultural, e parodiando o samba da Vila podemos dizer: “Sendo firme sem perder La ternura” ainda temos a nossa verdadeira “liberdade à construir” e para isso devemos seguir “apagando fronteiras”, “desenhando igualdade por aqui”!<br /><br />*Citações em cursivas: G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel 2006 – “Soy Loco Por Ti América! A Vila Canta a Latinidade” – Autores: André Diniz, Serginho 20, Carlinhos Do Peixe, Carlinhos Petisco.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
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    <dc:date>2012-05-05T01:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/internacional/kony-2012-africom-e-os-interesses-do-imperialismo-na-africa">
    <title>Kony 2012: AFRICOM e os interesses do imperialismo na África</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/internacional/kony-2012-africom-e-os-interesses-do-imperialismo-na-africa</link>
    <description>O vídeo Kony 2012 discute Joseph Kony e seu LRA (Exército de Resistência do Senhor), grupo militar que atua no norte de Uganda, região rica em petróleo, com o objetivo de incentivar o apoio à invasão militar dos EUA e de seus aliados da OTAN</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>No dia 05 de março, o vídeo Kony 2012, dirigido por Jason Russell, da ONG “Invisible Children” foi colocado nos sites “YouTube” e “Vimeo”, somando em poucas semanas mais de cem milhões de acessos. O filme discute Joseph Kony e seu LRA (Exército de Resistência do Senhor), grupo militar que atua no norte de Uganda, com o objetivo de incentivar o apoio à invasão militar do país e a detenção de Kony. Apesar das tentativas deste pseudodocumentário de justificar o aumento da presença dos Estados Unidos e de seus aliados da OTAN numa região rica em petróleo, as guerras imperialistas estão cada vez mais desacreditadas e, em vez de apoio, Kony 2012 suscitou grande desconfiança quanto às intenções reais da grande potência e do seu AFRICOM (“Africa Command”).</p>
<p>Em fevereiro de 2007, o Departamento de Defesa dos EEUU anunciou a criação da infraestrutura para um novo comando militar no continente africano de modo a assegurar seus interesses no local. Este integraria uma arquitetura formada por outros comandos, como o CENTCOM (Oriente Médio) e o PACOM (Oceano Pacífico), que já atuavam na África, treinando e armando as forças armadas dos países do continente diretamente ligados aos Estados Unidos.</p>
<p>O AFRICOM foi fundado em 30 de setembro de 2008, com sede em Stuttgart, na Alemanha, enquanto não se encontra melhor lugar na África – nenhum dos países africanos quer, com efeito, sediar a estrutura do AFRICOM. Seus principais objetivos são controlar recursos estratégicos, principalmente petróleo, gás e urânio, e neutralizar as crescentes relações econômico-culturais chinesas no continente. No primeiro caso, cabe registrar que a Nigéria é o quinto maior exportador de petróleo para os EEUU e, junto de Guiné Equatorial e Angola, abastece 20% dos combustíveis fósseis do país, com perspectivas de chegar a 25% em 2015. Quanto à China, os investimentos do país oriental atingem atualmente US$5,5 bilhões por ano – principalmente em projetos de infraestrutura, na mineração e nas telecomunicações – os empréstimos concedidos já superam os US$10 bilhões e a China importa 1,5 milhão de barris de petróleo por dia. Além disso, na década passada, mais de 750 mil chineses estabeleceram-se na África e o país desenvolveu centros culturais para aprendizado de mandarim e cantonês em zonas rurais.</p>
<p>Por estes motivos e no sentido do “novo conceito estratégico” estabelecido na reunião da OTAN em Lisboa no final de 2010, o qual pretende que a organização possa “atuar em qualquer lugar do mundo”, a administração Obama recrudesceu a presença militar na África: fez exercícios militares e estabeleceu seus navios de guerra próximos a regiões ricas em petróleo; reforçou as relações com países estrategicamente localizados como Quênia, Djibuti e São Tomé e Príncipe; organizou golpes de Estado no Níger e recentemente no Mali; levou grupos pró-imperialistas ao poder em países que ainda lhes opunham alguma resistência, como Costa do Marfim e Líbia; incentivou a invasão de diversos países à Somália sob o pretexto de luta contra o terrorismo; e foi o principal articulador na criação do estado-títere do Sudão do Sul no começo de 2011.</p>
<p>Em março do ano passado, a Casa Branca publicava a Resenha Quadrienal de Defesa 2010, que definia os planos militares do país para os próximos quatro anos. Este projeto já está sendo levado a cabo, principalmente no Chifre da África e no Sahel, por meio da capacitação, assessoramento e equipamento de países aliados a fim de desenvolver forças preparadas para conflitos de pequena escala ou de baixa intensidade e realizar operações secretas como assassinatos seletivos. É neste contexto que se encontra o interesse, anunciado em outubro de 2011 por Barack Obama, de enviar cem tropas a Uganda e interferir militarmente no país.</p>
<p>Antes de tratar propriamente do vídeo, é necessário detalhar a história do LRA. O exército liderado por Kony foi formado em 1987 e atua numa área que compreende não somente Uganda, mas também a República Centro-Africana, o Sudão do Sul, a República Democrática do Congo e provavelmente o Chade. Sua ideologia é uma combinação de um fanatismo católico extremo – Kony se apresenta como possuído pelo Espírito Santo – e um forte componente animista que funde religiões tradicionais e messianismo. De fato, o LRA representa politicamente os acholi, povo que, desde 1996, tem sido expulso de suas terras, ricas em petróleo e em outros recursos naturais, e confinado em campos de refugiados pela ditadura títere de Yoweri Museveni.<br />Kony 2012, entretanto, não discute o governo Museveni: com um tom apelativo, limita-se a apontar o sequestro, a escravização e a militarização de crianças pelo LRA. Apesar de os Estados Unidos já estarem efetivamente atuando na região, o vídeo conclama apoio popular a uma intervenção ainda maior. Desta forma, muitas foram as questões suscitadas: por que necessariamente uma intervenção militar? Por que agora, se o LRA já existe há 26 anos? Dado que se trata de um exército que atua em vários países, Kony estaria mesmo em Uganda? Qual seria a extensão desta guerra, se não estiver? Por que nada é dito da ditadura Museveni?</p>
<p>Quando exibido publicamente no norte de Uganda, supostamente ao público que pretende “ajudar”, a simplificação do conflito não foi bem recebida pelos espectadores e muitos chegaram a jogar pedras contra a tela. A extrema hostilidade deve-se ao rechaço à lógica simplista de “mais um conflito africano” sem dimensão histórica e a uma campanha capitalista de estilo ocidental que envolve a divulgação por Facebook e Twitter, um pacote com camisetas, pulseiras e adesivos com a cara de Joseph Kony e o convite a políticos como Bill Clinton e George W. Bush e personalidades como Bono, Oprah e Lady Gaga. Apesar de mencionar a história de um menino ugandês, os personagens principais são estadunidenses e as soluções passam pelas grandes potências imperialistas – afinal, trata-se do “fardo do homem branco”.</p>
<p>A ONG Invisible Children tem como patrocinadores grupos extremamente conservadores: o think thank Discovery Institute – defensor de uma tese neocriacionista, o Design Inteligente, contra o darwinismo –, a National Christian Foundation e a Caster Foundation, duas fundações que promovem a homofobia nos Estados Unidos e no mundo. Não é demais lembrar que a ditadura Museveni tornou a homossexualidade um crime em Uganda punível com pena de morte. Além disso, Invisible Children juntou-se com duas outras organizações, Resolve e Digitaria, para criar a LRA Crisis Tracker, uma plataforma digital de mapeamento de ataques supostamente cometidos pelo LRA. A Resolve é patrocinada por diversas entidades favoráveis às guerras dos EEUU em nome da democracia e da liberdade, tais como a Human Rights Watch e o International Rescue Comittee, e os parceiros da Digitaria são as redes CBS, FOX, MTV, ESPN, Adidas, NBC e Warner Brothers. Muitos jornalistas, como Keith Harmon Snow, alegam que a Invisible Children tem relações diretas com serviços de inteligência estadunidenses e a ONG também é acusada de dar apoio financeiro ao governo ugandês e ao pró-imperialista Exército de Libertação do Povo do Sudão (SPLA).</p>
<p>Quanto a Museveni, o Tribunal Penal Internacional o acusa também de ter usado crianças como soldados durante o massacre perpetrado no Congo no final dos anos 1990 e começo dos 2000. O exército do país é desproporcionalmente grande em comparação a sua diminuta dimensão e há milhares de soldados ugandeses ocupando a Somália para manter seu estado atual de ingovernabilidade que facilita a exploração pelas potências imperialistas. Em troca, o governo Museveni recebe US$ 45 milhões em ajuda militar. Aliás, numa decisão recente, o Pentágono admitiu que tal suporte aumentasse: um grupo de 30 marines seria mandado para Uganda para treinar as tropas do país a lutarem não apenas contra o LRA, mas também contra o Al Shabaab somali. E a intervenção não se restringirá à Uganda, Kony está sendo usado como pretexto para a atuação dos EEUU em cinco países africanos.</p>
<p>A África Central já estava nos planos militares dos EEUU há muito tempo: além de sua proximidade com o instável e estrategicamente localizado chifre africano, há na região países como o Sudão do Sul, rico em petróleo, e a República Democrática do Congo, cheia de minérios (diamante, cobalto, ouro, cobre, urânio, magnésio, coltan etc). Por isso mesmo, já no final de 2008, os Estados Unidos lançaram a fracassada Operação Lightning Thunder. Em julho de 2009, foi encontrado cerca de 2,5 a 6 bilhões de barris de petróleo na zona dos grandes lagos em Uganda. Menos de um ano depois, em maio de 2010, Obama aprovou um projeto de lei que permitia aos EEUU enviarem forças militares contra o LRA em Uganda, na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul e na República Centro-Africana. Em outubro do ano passado, a Casa Branca anunciou que enviaria tropas para Uganda no mesmo momento em que o primeiro-ministro de Uganda, Amama Mbabazi, e outros dois ministros foram acusados de receberem suborno de empresas petroleiras, particularmente da britânica Tullow Oil, para regularizarem a partilha do espólio.</p>
<p>Quando perguntado “por que agora?”, o porta-voz da embaixada estadunidense em Uganda, Daniel Travis, disse: “é simplesmente o resultado de um processo que começou em 2009, quando o Congresso aprovou uma lei sobre a intervenção, o presidente a assinou em 2010 e, para ser sincero, agora nossos compromissos em outras partes do mundo estão sendo reduzidos e temos o pessoal e os recursos para esta missão”. Não se pode esquecer tampouco que este é um momento muito delicado nas relações entre Sudão e Sudão do Sul, que tentam uma aproximação diplomática, apesar das tentativas das potências ocidentais de “dividir para imperar”. No centro do debate, está justamente a polarização em torno das companhias petrolíferas chinesas: de um lado, o governo pró-imperialista de Juba, alegando “não cooperação”, expulsou o diretor da empresa chinesa Petrodar e, de outro, Cartum solicita o retorno às negociações com o país asiático. O Sudão do Sul ainda depende da estrutura de transporte e refino sudanesa e, por isso, pretende construir um oleoduto pelo Quênia até o porto de Mombassa. Tudo isso afeta diretamente Uganda.</p>
<p>O vídeo Kony 2012 ecoa a velha propaganda bélica, adaptando-a à roupagem de um novo cyber ativismo pequeno-burguês. No fundo, não faz mais que reproduzir a batida lógica simplista de um só homem responsável pela desgraça de todo um país, já empregada contra Saddam Hussein, Osama Bin Laden, Bashar Al Assad etc, e a intervenção militar como única saída. Primeiramente, deve-se ressaltar que a causa central da atual situação de Uganda são os anos de exploração neocolonialista pela Inglaterra, durante os quais se impôs aos povos acholi o trabalho forçado. Segundo, é importante notar a aplicação ao cenário internacional do discurso de responsabilização individual que permeou a prática da “tolerância zero”, uma doxa penal conservadora, fortalecida a partir dos anos 1980, com a ascensão do neoliberalismo.</p>
<p>Em seu discurso de aceitação no Senado dos EEUU como Secretária de Estado no início de 2009, Hillary Clinton deu destaque ao que chamou “smart power” (poder inteligente), ou seja, recorrer a todas as ferramentas possíveis para fazer valer os interesses dos EEUU, combinando táticas agressivas (“hard power”) e capacidade de atração (“soft power”). Neste caso, a ex-senadora assinalou a importância da divulgação de campanhas pela internet, entre outros meios, para auxiliar no trabalho ideológico de promoção das guerras imperialistas (dado que, em parte, Obama foi eleito para limpar internacionalmente o extremo desgaste provocado pelos anos de arrogância de George W. Bush). Kony 2012 é um primeiro teste nesta direção.<br /><br /><b>Sucursal SP</b></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T01:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/internacional/segundo-turno-na-franca">
    <title>Segundo turno na França</title>
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    <description>Termina o primeiro turno das eleições francesas à Presidência da França. Com Hollande (28,63%) e Sarkozy (27,18%) disputando, no segundo turno, o posto de representante do governo francês.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Termina o primeiro turno das eleições francesas à Presidência da França. Com Hollande (28,63%) e Sarkozy (27,18%) disputando, no segundo turno, o posto de representante do governo francês. É o fim de uma campanha aonde vimos de tudo, mas, sobretudo, ataques de uns aos outros. Vários assuntos se misturaram: a crise econômica e como viver sob seu jugo, ou como encará-la; o desemprego - que aumentou de 1,3 milhões desde o ano de 2008 até hoje e que tem no total 4,5 milhões de pessoas sem emprego; o funcionalismo público e os ataques do atual governo reduzindo vagas o tempo todo; a saída do nuclear e outros problemas ecológicos; a educação e as mentiras do atual governo que só tem atrapalhado, o problema dos imigrantes, o das religiões - sobretudo do islamismo; o aumento da criminalidade, o empobrecimento da população, a falta fictícia de moradia ou os apartamentos fechados devido ao alto preços dos aluguéis, etc. Todo mundo diz – da direita e da esquerda- que o povo quer que Sarkozy desapareça, que deixe o “trono” o quanto antes.</p>
<p>Recapitulando: o atual presidente Nicolas Sarkozy (UMP), que fez um governo desastroso para o povo, que o empobreceu – e às classes médias também – que diz, ele mesmo, o contrário, que “fez, pintou e bordou” - que mente - porque quer se reeleger. Está meio difícil. O candidato do PS, François Hollande promete mundos e fundos, mas que grosso modo tem melhores posições em alguns setores, mais do que o presidente (que ele também ataca muito – e com razão)! Dizem que F. Hollande é pouco carismático, que está prometendo muito – como um bom aumento do salário mínimo - mas que parece não se dar conta de assuntos tais como a pesquisa universitária, apesar de dizer que restituirá muitas das vagas que Sarkozy cortou na educação nacional, sobretudo na escola primária, aumentando o número de alunos por sala e desempregando muitos professores. O candidato do Modem, François Bayrou – tinha o discurso político mais monótono, vazio e além do mais ele fala mal - fica um tempão procurando as palavras e termina dizendo que a França precisa de esperança. É o candidato do centro – o que provoca muitas piadas, pois não ata nem desata. Foi candidato à presidência nas eleições passadas e parece que desta vez vai receber menos votos – esta entre 9,5% e 10%. Depois temos em posições parecidas nas intenções de voto, a sucessora do nazista disfarçado, Le Pen. Ela é sua filha, Marine Le Pen, que é xenófoba, racista, e que – dizem – apesar de morar num palacete e, logo, ser rica – proclama-se a candidata dos trabalhadores. Pois é, também há piadas na campanha eleitoral francesa. Ela continua a obra do pai, sem tirar nem pôr. Num dos programas eleitorais ela falou da forma como os muçulmanos matam o animal, como obtém a carne “halal”, e que isso provoca doenças, etc. Deixou de lado o assunto da moeda, o “euro”, de que retiraria a França do euro, e como viu com isso não decolava, mudou de assunto, constantemente lembra que a França é para os franceses, e não querem “esses estrangeiros” aqui. Recebeu aproximadamente 19% dos votos. O que foi muito, o desespero de muitos faz com que se volte para a extrema direita.</p>
<p>Depois tivemos Jean-Luc Mélenchon, candidato do Front de Gauche, (Frente de Esquerda) (que recebeu 11% dos votos), um percentual nunca esperado, mas a crise tem dessas coisas: há os que começam a se interessar pelos que governam este país e ver mais claramente suas falhas, suas injustiças, e voltam-se também para a esquerda, pois este governo esta fazendo todo mundo que não é rico pagar pela crise que os ricos empresários, o capital financeiro e, logo, os bancos privados criaram. JL Mélenchon é carismático, sorridente, tem bom humor, e, sobretudo, tem resposta para tudo e diz interessar-se pelo humano, não pelas máquinas ou sistemas financeiros.  Houve um debate entre ele e Marine Le Pen que foi horrível, onde ela não olhava para ele e dizia que não queria falar com ele porque não o considerava candidato. Lá pelos 40 minutos de sofrimento deixei de assistir a transmissão atrasada uns dias pela internet.<br />Tivemos a candidata do partido Europe écologie, que defende, sobretudo, a bandeira da ecologia, da saída do nuclear, etc. Mas ela, de nome Eva Joly, não “decola” nas sondagens, (agora aumentou um pouco com seus 3%). Fazem demasiadas piadas em torno de seu sotaque, pois se trata de uma norueguesa que se casou com um francês. Ela tem um forte acento e, mesmo sendo claríssima de pele como uma pessoa nórdica, é discriminada, mesmo dentro de seu próprio partido – é o que circula. É a favor do casamento de pessoas de mesmo sexo, defende a transparência total nos cargos públicos – rtalk como é em seu país de origem - e acusa Sarkozy de ter usado dinheiro “proibido” para pagar sua propaganda política das eleições anteriores. Logo, de corrupção.</p>
<p>Outra mulher estava na corrida ao Palácio dos Champs Elysées – Nathalie Artaud –de Lutte Ouvrière - Luta Operária. É uma professora, parece-me que de economia, no colegial. Fala muito bem, tem argumentos, não fica calada diante de nenhuma pergunta que cheira a ataque, é considerada “dura”, pois ataca também, e diz que a França é um país que torturou, que envia seus soldados para fazer a guerra, mas que se pretende “pacificadora”; que vende aviões de guerra, armas, que foi escravagista, etc. Enfim, ela põe o dedo na chaga, diz que o francês não tem do que se orgulhar em termos políticos, cita os horrores da guerra da Argélia, das atitudes fascistas dos franceses na África, além de ter sido uma nação espoliadora, fala de suas inúmeras demonstrações de racismo, intolerância, etc. E se autoproclama o único partido realmente de esquerda. Pela televisão, não hesita em dizer que os jornalistas são vendidos. E isso “na bucha”, olhando na cara deles. É evidente que Nathale Artad só tem um por cento, ou algo assim, nas intenções de voto. Eu diria que ela mete medo. É uma mulher jovem –talvez entre 39 e 43 anos. Diz que o mundo capitalista tem que ser combatido para que desapareça, etc. É considerada de extrema esquerda.</p>
<p>Fomos escutar também o meeting de Philipe POUTOU. Ele não estava lá, na sala a qual fui hoje, para ouvi-los, do partido NPA – novo partido anticapitalista - veio então um representante dele – Krevine – que participou das rebeliões francesas de 1968. O senhor Krevine falou muito bem, explicou bem que eles não pensam tomar o poder pelas urnas, mas ter em candidato operário – o primeiro candidato operário à presidência francesa. Escutei Poutou primeiro por internet, depois o vi várias vezes na televisão, nos programas de campanha, obrigatórios. Ele estava lá, sorridente, despreocupado, sabendo que não vai ser eleito para ser Presidente da República. Mas passa bem o seu recado, e isso cada vez melhor. Seus argumentos são ditos por uma pessoa carismática, que lê muito, que está a par de tudo – economia, ecologia, educação, saúde, sistema jurídico, questões de sociedade, etc. Poutou é considerado A Revelação desta campanha. Ele fascina pela franqueza, pelo seu sorriso de menino quarentão – ou um pouco mais, não sei (sou péssima para as idades), mas por saber que com o sistema capitalista não há ilusões que aguentem. É o lucro e a concorrência o tempo todo. O trabalhador é usado e querem convencê-lo de que ele tem que pagar a crise, deixar que seus salários sejam rebaixados, etc. Ele diz “nossas vidas valem mais do que seus lucros”.</p>
<p>Seu programa trata também da crise mundial e ele diz que é o capitalismo que está em crise, que os mercados financeiros não querem ter menos lucros, então, apesar da crise, continuam ganhando muito, e isso nas costas dos trabalhadores que são os que fazem a riqueza, os que dão a riqueza de um país. Ele fala dos transportes, da moradia, da necessidade e salvar o planeta, de tirar as fronteiras, de deixar as pessoas terem livre acesso, etc. Philippe Poutou obteve só entre 1 e 1,5%, dos votos, mas na  minha opinião foi mais revelação do que Jean Luc Mélenchon que foi aumentando pouco a pouco seu nível de aceitação, já que não querem Sarkozy, mas também não querem mudar muita coisa, que é o que propõe Poutou.*</p>
<p>Restou o candidato Cheminade – que não sei de onde saiu – mas que quer fazer negócios com outros planetas, ou mandar gente para Marte, ou algo assim. Eu não o entendo muito, talvez porque ele tenha cara de seita - há quem diga que não é só a cara - mas às vezes acerta no alvo. Tinha 0,5% das intenções de voto.</p>
<p>E o círculo se fecha. Resta saber quem será o terceiro, pois se diz que no segundo turno haverá Sarkozy contra Hollande e lá o primeiro quebra o narigão. Hollande ganhará por ele mesmo e seu programa, ou por que o anti-sarkozismo só tem aumentado?<br /><b><br />Roselis Batista R</b></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T01:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/agencia/editorial/o-significado-vivo-do-1o-de-maio-de-1886-em-2012">
    <title>O significado vivo do 1º de Maio de 1886 em 2012</title>
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    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<style type="text/css"></style>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span> Os</span><span> </span><span>trabalhadores</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>Brasil</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>mundo</span><span> se manifestam </span><span>neste</span><span> </span><span>1º</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>Maio</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>2012,</span><span> </span><span>uma</span><span> </span><span>vez</span><span> </span><span>mais,</span><span> </span><span>demonstrando</span><span> </span><span>seu</span><span> </span><span>vínculo</span><span> </span><span>histórico</span><span> </span><span>com</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>luta</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>1º</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>Maio</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>1886</span><span> em Chicago, EUA, que consistiu em síntese na histórica Greve Geral por redução da Jornada de Trabalho para 8 horas, por aumento de salário e melhores condições de trabalho, cujo desdobramento trágico, por um lado, foi a repressão bestial da classe burguesa culminando na prisão, tortura e execução pública dos líderes grevistas; por outro, na unidade e solidariedade internacional dos trabalhadores em termos econômicos e a elevação desta luta à condição de luta de classe revolucionária quando dirigida para a tomada do poder político e a mudança do regime social do capitalismo para o socialismo</span><span>.</span><span> </span><span>Contudo,</span><span> </span><span>considerando</span><span> </span><span>as</span><span> </span><span>indiscutíveis</span><span> </span><span>transformações</span><span> objetivas e subjetivas no </span><span>sistema</span><span> </span><span>capitalista</span><span> </span><span>nos</span><span> </span><span>últimos</span><span> </span><span>126</span><span> </span><span>anos,</span><span> as concessões do movimento operário internacional que se consumam em deserção, traição e capitulação, de suas organizações e líderes, face ao inimigo de classe (a burguesia e suas oligarquias) e a transformação das manifestações do 1º de Maio em festa oficial de governos capitalistas com shows musicais e sorteios de carros, pergunta-se</span><span>:</span><span> </span><span>qual</span><span> </span><span>o</span><span> </span><span>significado</span><span> real </span><span>e a</span><span> </span><span>importância</span><span> </span><span>histórica</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>1º</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>Maio</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>1886,</span><span> </span><span>para</span><span> </span><span>o</span><span> </span><span>movimento</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>luta</span><span> </span><span>dos</span><span> </span><span>trabalhadores</span><span> </span><span>atuais?</span><span> </span><span>Por</span><span> </span><span>que</span><span> </span><span>as</span><span> </span><span>interpretações</span><span> </span><span>das</span><span> </span><span>transformações</span><span> </span><span>nas</span><span> </span><span>forças</span><span> </span><span>produtivas</span><span> </span><span>(força</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>trabalho</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>meios</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>produção)</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>marco</span><span> </span><span>das</span><span> </span><span>mudanças</span><span> </span><span>nas</span><span> </span><span>relações</span><span> </span><span>sociais</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>produção</span><span> </span><span>conduziram</span><span> </span><span>à</span><span> </span><span>divisão</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>ao</span><span> </span><span>enfraquecimento</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>movimento</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>luta</span><span> </span><span>dos</span><span> </span><span>trabalhadores, levando</span><span> </span><span>à</span><span> </span><span>presente</span><span> </span><span>condição?</span><span> </span><span>Qual</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>responsabilidade</span><span> </span><span>dos</span><span> </span><span>comunistas</span><span> </span><span>revolucionários</span><span> </span><span>frente</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>esta</span><span> </span><span>realidade</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>Movimento</span><span> </span><span>Operário?</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>O</span><span> </span><span>Partido</span><span> </span><span>Comunista</span><span> </span><span>Marxista-Leninista</span><span> </span><span>(Brasil),</span><span> </span><span>considerando</span><span> </span><span>os</span><span> </span><span>problemas</span><span> </span><span>acima</span><span> </span><span>enunciados,</span><span> </span><span>dirige-se</span><span> </span><span>aos</span><span> </span><span>Trabalhadores</span><span> </span><span>em</span><span> </span><span>geral</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>à</span><span> </span><span>Classe</span><span> </span><span>Operária,</span><span> </span><span>em</span><span> </span><span>especial,</span><span> </span><span>para</span><span> </span><span>expor</span><span> </span><span>seu</span><span> </span><span>ponto</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>vista</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>sentido</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>contribuir</span><span> </span><span>para</span><span> </span><span>uma</span><span> </span><span>reflexão</span><span> </span><span>mais</span><span> </span><span>profunda</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>apropriada</span><span> </span><span>às</span><span> </span><span>circunstâncias</span><span> </span><span>históricas.</span><span> </span><span>Nestes</span><span> </span><span>termos,</span><span> </span><span>inicia</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>abordagem</span><span> </span><span>das</span><span> </span><span>questões</span><span> </span><span>propostas</span><span> </span><span>condensando-as</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>seguinte</span><span> </span><span>problema:</span><span> a</span><span>té</span><span> </span><span>que</span><span> </span><span>ponto</span><span> </span><span>é</span><span> </span><span>possível</span><span> </span><span>explicar</span><span> </span><span>o</span><span> </span><span>surgimento,</span><span> </span><span>desenvolvimento</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>contradições</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>movimento</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>da</span><span> </span><span>luta</span><span> </span><span>dos</span><span> </span><span>trabalhadores</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>partir</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>si</span><span> </span><span>próprios?</span><span> </span><span>Naturalmente,</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>tese</span><span> </span><span>da</span><span> </span><span>geração</span><span> </span><span>espontânea</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>Labriola</span><span> </span><span>rejeitada</span><span> </span><span>por</span><span> </span><span>inúmeras</span><span> </span><span>razões</span><span> </span><span>por</span><span> </span><span>Plekhanov</span><span> </span><span>em</span><span> </span><span>seu</span><span> </span><span>trabalho</span><span> </span><span><i>A</i></span><span><i> </i></span><span><i>Concepção</i></span><span><i> </i></span><span><i>Materialista</i></span><span><i> </i></span><span><i>da</i></span><span><i> </i></span><span><i>História</i></span><span>,</span><span> </span><span>como</span><span> </span><span>reconheceu</span><span> </span><span>Lênin,</span><span> </span><span>não</span><span> </span><span>tem</span><span> </span><span>validade</span><span> </span><span>científica</span><span> </span><span>para</span><span> </span><span>explicar</span><span> </span><span>tal</span><span> </span><span>fenômeno</span><span> </span><span>pertinente</span><span> </span><span>às</span><span> </span><span>relações</span><span> </span><span>sociais.</span><span> </span><span>Talvez,</span><span> </span><span>quiçá</span><span> </span><span>por</span><span> </span><span>isso,</span><span> </span><span>tenha</span><span> </span><span>rejeitado</span><span> </span><span>em</span><span> </span><span>sua</span><span> </span><span>obra</span><span> </span><span><i>O</i></span><span><i> </i></span><span><i>Que</i></span><span><i> </i></span><span><i>Fazer?</i></span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>tese</span><span> </span><span>anarquista</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>liberal</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>espontaneísmo</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>movimento</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>massas</span><span> </span><span>como</span><span> </span><span>ideia</span><span> </span><span>aplicável</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>todos</span><span> </span><span>os</span><span> </span><span>momentos</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>manifestação,</span><span> </span><span>organização</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>luta</span><span> </span><span>operárias.</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Assim,</span><span> </span><span>é</span><span> </span><span>necessário</span><span> </span><span>desvendar</span><span> </span><span>o</span><span> </span><span>segredo</span><span> </span><span>das</span><span> </span><span>contradições</span><span> </span><span>que</span><span> </span><span>levaram</span><span> </span><span>à</span><span> </span><span>divisão</span><span> </span><span>e ao</span><span> </span><span>enfraquecimento</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>Movimento</span><span> </span><span>Operário</span><span> </span><span>tendo</span><span> </span><span>em</span><span> </span><span>conta</span><span> </span><span>a</span><span> </span><span>luta</span><span> </span><span>pela</span><span> </span><span>hegemonia</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>mesmo,</span><span> </span><span>seja</span><span> </span><span>entre</span><span> </span><span>as</span><span> </span><span>correntes,</span><span> </span><span>organizações</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>partidos</span><span> </span><span>que</span><span> </span><span>atuam</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>movimento</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>interesse</span><span> </span><span>do</span><span> </span><span>proletariado,</span><span> </span><span>os</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>caráter</span><span> </span><span>anarquista,</span><span> </span><span>socialista,</span><span> </span><span>comunista,</span><span> </span><span>etc;</span><span> </span><span>seja</span><span> </span><span>no</span><span> </span><span>interesse</span><span> </span><span>da</span><span> </span><span>classe</span><span> </span><span>capitalista</span><span> </span><span>burguesa</span><span> </span><span>dominante</span><span> </span><span>-</span><span> </span><span>os</span><span> </span><span>partidos</span><span> </span><span>liberais,</span><span> </span><span>religiosos,</span><span> </span><span>nazifascistas,</span><span> </span><span>sectários,</span><span> “</span><span>democráticos</span><span>”</span><span>,etc.</span><span> </span><span>Partindo-se</span><span> </span><span>deste</span><span> </span><span>ponto</span><span> </span><span>de</span><span> </span><span>vista,</span><span> </span><span>embora</span><span> </span><span>se</span><span> </span><span>pulverizem</span><span> </span><span>heterogeneamente</span><span> </span><span>as</span><span> </span><span>concepções</span><span> </span><span>acerca</span><span> </span><span>das</span><span> </span><span>transformações</span><span> </span><span>da</span><span> </span><span>realidade</span><span> </span><span>objetiva</span><span> </span><span>e</span><span> </span><span>subjetiva</span><span> </span><span>que</span><span> </span><span>fundamentam</span><span> as distintas organizações, é possível identificar os pontos cruciais de unidade e discrepância antagônicas entre estas concepções que explicam, por um lado, a atual situação do Movimento Operário neste 1º de Maio.</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Porém, a explicação da presente situação histórica, mesmo que resumida a unidades e divergências das organizações que disputam a hegemonia do Movimento Operário, não se torna crível sem um fundamento teórico reconhecido como verdadeiramente legítimo pelo movimento operário como expressão essencial de seus interesses de classe, o que se pode traduzir por paradigma teórico de classe. É na relação comparativa entre a teoria em abstrato ou entre seu corolário conceitual e suas aplicações práticas programáticas das organizações, que se apresentam como expressão dos interesses de classe, que se pode aferir o grau de desvios ou aporias destas últimas em relação à primeira. Daí, um dos grandes fatores que conduzem a divergência entre as organizações que se supõem defensoras da classe operária, a luta interna ao movimento entre as faixas de domínio daquelas, a divisão, o enfraquecimento e, sobretudo, a crise de paradigma teórico de classe que abre as brechas por onde irrompe o contrabando ideológico da classe burguesa seja através do reformismo e economicismo liberal, fascista ou sectário; seja através do revisionismo de esquerda e de direita. Em ambos os casos, o resultado é o declínio da força e organização dos trabalhadores, no sentido dos seus interesses estratégicos, desfigurando-se sua identidade de classe e luta revolucionária pela pulverização e heterogeneidade do conteúdo das mesmas. </span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Outro fator que contribui para a dilaceração do Movimento Operário e que resulta diretamente da intervenção das organizações e correntes políticas no mesmo trata-se do método de formulação da análise programática e formas de lutas derivadas desta última. O método, como formulação teórica em si próprio, é pura abstração conceitual desvinculada da vida e do movimento real da realidade concreta e torna-se ainda mais realidade morta quando isolada da análise de totalidade condensada na teoria, ou seja, como método aplicado. Existe uma enorme diferença entre a ideia do método como guia para a ação, defendida por Engels e reafirmada por Lênin, da ideia do método como conceito que se explica a si mesmo, quando entendemos como método a dialética marxista. A própria formulação de Lênin da análise concreta da situação concreta já em si elimina a concepção </span><span><i>a priori</i></span><span> de um método aplicável uniformemente a todas as situações. Marx na introdução aos </span><span><i>Grundrisses</i></span><span> também indica claramente a necessidade da concreção da abstração conceitual pela comparação e comprovação da mesma na realidade material em seu movimento histórico. Assim, as formulações programáticas práticas das organizações sofrem discrepâncias e são conduzidas a divergências tendo em vista este aspecto da aplicação do método dialético marxista.</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Um terceiro fator a ser considerado saindo das esferas das transformações subjetivas ou mais precisamente, das divergentes concepções em torno daquelas, são as transformações de ordem objetiva, ou seja, as transformações materiais no movimento histórico do modo de produção (forças produtivas materiais) do sistema capitalista, que segundo a teoria marxista como se pode observar em todos os trabalhos pretéritos à formulação da teoria de </span><span><i>O Capital</i></span><span> em Marx, tais transformações materiais podem e devem ser mensuradas segundo os métodos rigorosos da ciência oficial. Neste caso, para além das formulações marxistas sobre tais mudanças materiais torna-se necessário a aplicação de métodos oficialmente aceitos para que as transformações apontadas não sejam objeto de contestação quanto a sua legitimidade e, portanto, aplicado como fundamento incontestável às conclusões críveis, tais como se pode observar na obra de </span><span><i>O Capital </i></span><span>quando da aplicação matemática para a comprovação da lei do valor, salários, taxa de lucro e mais-valia, quando das estatísticas que comprovam as mudanças na composição, reprodução e Lei Geral da Acumulação do Capital, bem como das estatísticas demográficas que fundamentam o exército industrial de reserva e a superpopulação relativa. Também se pode comprovar tal aplicação e recurso metodológico na teoria marxista ao se analisar a obra de Lênin </span><span><i>O Imperialismo: A Fase Superior do Capitalismo, </i></span><span>onde este último recorrendo às estatísticas na literatura econômica burguesa e socialista demonstra a passagem da estrutura material do capitalismo, da “livre iniciativa ou concorrência” ao sistema de monopólio (cartéis, trustes, sindicatos patronais, etc) e no qual conclui por transformações na estrutura de classes da sociedade, formação das oligarquias, e desenvolvimento da aristocracia operária, bem como da reação na política para o neocolonialismo através da guerra e partilha do mundo. </span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Desta forma, podem-se compreender os três principais obstáculos a serem pensados e solucionados pelo Movimento Operário para a real compreensão e superação de suas dificuldades atuais, que como tal, alimentam o caldo de cultura reacionário que proclama sobre a compreensão racional da profunda crise vivida pelo sistema capitalista em sua estrutura orgânica como capital, uma concepção reacionária metafísica irracional que distorce a realidade objetiva e subjetiva, através do domínio conceitual desta última na interpretação da primeira. Ao substituir a realidade concreta, que exige transformações revolucionárias já desenvolvidas, por uma realidade abstrata e distorcida em absoluto, esconde através de todos os meios de corrupção a realidade de contradições e soluções possíveis. A classe capitalista burguesa atual, em especial suas oligarquias, além da corrupção do sistema econômico fundado na lei do valor, que transforma a força de trabalho potencial precificada em salário sempre inferior à força de trabalho real aplicada na produção no interior da fábrica, encobrindo a mais-valia pelo que denomina lucro, nos dias atuais necessita, além desta corrupção econômica, a corrupção da ciência, cada vez mais convertida em ideologia no sentido de distorção da realidade, pois é com base nesta ciência corrupta que se fundamentam as formulações pseudocientíficas que escondem da realidade a existência da classe operária e da luta de classes como fundamento do desenvolvimento histórico e a razão essencial para a existência desta estrutura de classes e a luta inconciliável entre seus interesses: a mais-valia.</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Este fato é ainda mais sintomático quando se investiga a base de dados estatísticos oficiais cientificamente aceitos, a exemplo das estatísticas apresentadas pelos relatórios anuais de desenvolvimento econômico mundial. Um breve olhar sobre os relatórios de 2008 e 2012 demonstra que a população economicamente ativa mundial cresceu de 2,322 bilhões, em 1990, para 2,770 bilhões em 2000, e para 3,223 bilhões em 2010. No Brasil, segundo a mesma fonte, cresceu de 62,6 milhões em 1990 para 83,7 milhões em 2000, chegando a 101,6 milhões em 2010. Somente destes dados, grosso modo, pode-se concluir um crescimento absoluto da força de trabalho no mundo e também no Brasil. Portanto, não é possível concluir-se de tais dados um suposto desaparecimento da classe operária no mundo, mesmo considerando a diminuição relativa do setor manufatureiro na composição dos empregos por atividade produtiva na estrutura da força de trabalho e menos ainda sua importância estratégica na produção do elemento essencial que funda toda a estrutura de produção e reprodução do sistema social do capital, que é a produção de mais-valia. Naturalmente, os teóricos da classe dominante, por sua manipulação das teorias e conceitos constituídos em paradigmas para interpretação da realidade objetiva e subjetiva procuram encontrar discrepâncias na construção das categorias sociais com que interpretam a dinâmica da economia, da política e da sociologia da sociedade atual, mas a fraseologia conceitual e mesmo os sistemas teóricos artificiais fundados nas mesmas não se sustentam ao impacto com a realidade material e histórica, basta comprovar estes fatos com a realidade apresentada pela crise do capital nos países considerados de economia avançada e modelos de desenvolvimento do capitalismo a serem seguidos: Estados Unidos, Europa e Japão.</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Como se pode observar durante esta primeira década do século XXI, a teoria do neoliberalismo foi totalmente desmoralizada. A teoria da nova economia sucumbiu no fosso da Nasdaq e o discurso da nova era pós-moderna sucumbiu nas guerras imperialistas e neocoloniais. Sem dúvida, a classe burguesa sofreu transformações, passou a empregar todos os recursos racionais desenvolvidos pela ciência apropriando-se particularmente desta força produtiva social, mas ao mesmo tempo fragilizou mortalmente seu desenvolvimento, tornando-a apêndice do objetivo do lucro e expropriação da mais-valia dos trabalhadores, bem como submetendo-a a uma profunda corrupção ideológica que ao fim e ao cabo apresentou-se diante da crise. Deste modo, apesar de toda a fragilização a que é submetida a teoria de Marx, o próprio movimento de crise a fez reemergir como alternativa real à compreensão teórica e prática da realidade material de crise do capital. E, com ela, a recuperação das categorias e conceitos do marxismo, tais como classe social, consciência e luta de classes com as quais se interpretam as manifestações operárias na Grécia, Espanha, França, a falência política do governo na Holanda, o </span><span><i>débâcle</i></span><span> da dívida pública na Irlanda e, em síntese, todo </span><span><i>default</i></span><span> econômico e político dos EUA e as manifestações de caráter social e político dos trabalhadores e juventude acadêmica, a exemplo do processo no Japão.</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>A Classe Operária e suas organizações de vanguarda devem refletir profundamente sobre este quadro que avança cada vez mais ameaçadoramente sobre o próprio país. Apesar do governo brasileiro desempenhar um papel importantíssimo dentro da geopolítica da América Latina, tendo em vista a situação de fragilidade do processo revolucionário ante a reação neoliberal do imperialismo, não pode pensar que tal condição lhe coloque imune ao movimento objetivo do capital em crise e da realidade subjetiva que lhe é consequente em termos do conflito entre os interesses do Povo Brasileiro e o imperialismo, e menos ainda entre os interesses da Classe Operária e dos Trabalhadores em geral e a classe burguesa e suas oligarquias no país. Esta realidade está chegando mais rápida do que se supõe, e crescerá com a pressão dos trabalhadores sobre objetivos básicos fundamentais a sua existência de classe em contradição com a apropriação monopolista privada do produto social. O conteúdo vivo do Primeiro de Maio de 1886 na organização e luta do Movimento Operário neste Primeiro de Maio de 2012 continua fundado na luta pela redução da jornada de trabalho, elevação dos salários a ganhos reais, e melhores condições de trabalho, tais como a reconquista da estabilidade do emprego e manutenção da Previdência Social pública. Este conteúdo vivo na luta histórica dos trabalhadores não pode ser subestimado, nem apagado por atos oficiais de governos capitalistas, apresentações musicais, sorteios de automóveis, apartamentos ou vagas de emprego, pois presente a este conteúdo está a contradição que eleva a luta real da classe operária, da forma econômica à forma de luta política pelo poder: a Revolução Comunista. </span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Salve o Dia Internacional dos Trabalhadores!</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Salve o Internacionalismo Proletário!</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Salve a Revolução Mundial!</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>Ousar Lutar, Ousar Vencer!</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><span>1º de Maio de 2012</span></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>
<p align="JUSTIFY" class="western"><b><span>Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil)</span></b></p>
<p align="JUSTIFY" class="western"> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>1o de maio</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-05-05T01:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/social/e-o-pobre-quem-sofre-de-verdade-a-violencia-e-a-criminalidade">
    <title>É o pobre quem sofre de verdade a violência e a criminalidade</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/social/e-o-pobre-quem-sofre-de-verdade-a-violencia-e-a-criminalidade</link>
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Há toda uma lógica e uma estrutura criada para que a violência e o crime existam, afinal, servem de justificativa para medidas econômicas e de segurança, sejam elas de caráter e controle social, ou para dar lucro às empresas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A violência e a criminalidade fazem parte da pauta do dia e se destacam ainda mais em períodos de campanha eleitoral. Os dados publicados são sempre chocantes para aqueles que enxergam a realidade, mas são ainda piores para aqueles que vivem essa realidade tal como ela é.</p>
<p><br />Esses dados são manipulados pela mídia fascista, subordinada aos interesses da classe dominante (burguesia), que, a partir da lógica “mocinho e bandido”, servem de justificativa para políticas de segurança pública que massacram ainda mais aqueles que são as verdadeiras vítimas da violência, o nosso povo pobre e trabalhador.</p>
<p><br />Saiu na Folha de São Paulo, meio de comunicação oligarca, o jornal da Ditabranda, que uma em cada 262 pessoas adultas no Brasil está presa. Taxa que quase triplicou em 16 anos, sendo a terceira maior entre os dez países mais populosos do mundo. A pergunta que fica é: quem são os nossos presos?</p>
<p><br /> Ao pesquisar sobre o perfil do presidiário em estudo produzido pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, que cruza os números do censo do IBGE, dados revelaram que 97,7% dos presos nas penitenciárias e presídios de São Paulo são homens, contra 48% da população masculina paulista. Destes, 54,5% tem entre 20 e 29 anos; 80,6% estão solteiros; 78% não têm o ensino fundamental completo, 8,2% estão analfabetos. Outro dado importante é que 35,8% dos presos são negros e pardos, contra 26,3% desta população como um todo. Também é relevante o número de presos que tiveram passagem pela sistema FEBEM (atualmente Fundação Casa). Ou seja, os nossos presos são em sua maioria uma população jovem e filha da classe trabalhadora envolvida na criminalidade e alijada de sua capacidade de produzir socialmente, a partir do cerceamento de sua liberdade desde muito cedo, resultante de suas histórias de vida associadas à pobreza e à falta de oportunidades que não lhes são intencionalmente dadas, afinal, para existir riqueza é necessário que exista pobreza (Lei Geral da Acumulação Capitalista).</p>
<p><br />A conclusão que chegamos é que faz-se guerra contra a população pobre e miserável. Trancafiamos de maneira desumana (a superlotação é bárbara: o número de presos é 69% superior ao número de vagas) nossos jovens!</p>
<p><br />No Brasil, a massa trabalhadora saiu direto da escravidão. Não tinha nada, foi humilhada, maltratada, torturada, brutalizada, violentada, tratada como sendo bruta. O Estado era o porto seguro disso tudo. As coisas mudaram, mas o preconceito, a violência, a humilhação, a ignorância etc. mudaram de forma mas não de essência. Aí está a dura realidade, o concreto, digamos, não é captado pelas estatísticas (independe de números), não é enxergado pelo pensamento (já que esta violência, humilhação e ignorância está na nossa formação e na dos nossos pensadores).</p>
<p><br /> A criminalização da questão social não deve ser vista apenas como uma manifestação do indivíduo, dividindo o mundo de maneira maniqueista, entre “bons e maus” e desconsiderando as diferenças de classe, de inserção social e de oportunidades dentro do sistema capitalista. Devemos analisá-la como resultante dos aspectos socioeconômicos, políticos e culturais pelos quais se apresenta. Para tanto, é necessário analisarmos o sistema capitalista na sua estrutura (base econômica), mas também na sua superestrutura (estrutura jurídica - o Direito e o Estado -  e a ideologia - moral, política, religião etc.).</p>
<p><br />Em sua estrutura, a reorientação do capitalismo para o neoliberalismo a partir da década de 90 e da aplicação do modelo do Estado mínimo fez com que a alienação do trabalho alcançasse um elevado estágio e o indivíduo se individualizasse ainda mais e se desprendesse da ideia de coletivo e de vida comunitária para se lançar à lógica da luta pela sobrevivência de forma individualista. Além disso, o cenário de desaceleração do desenvolvimento produtivo (desindustrialização) combinado com o fortalecimento do mercado de capitais (financeirização) e acirrado pelo modelo de Estado mínimo, aumentou o número de desempregados, diminuiu o poder aquisitivo e a renda da população e, como consequência, provocou aumento dos crimes contra o patrimônio. Em outras palavras, o fracasso do neoliberalismo criou as condições para o subemprego, a informalidade, a mendicância, a dependência de programas de transferência de renda e a criminalidade.</p>
<p><br />Isto, aliado à falta de perspectiva, de futuro, dentro do sistema, reforçando a ideologia da sobrevivência individualista. Você tem tudo na vitrine, precisa aparecer bem para ser tratado como gente (ou cidadão), mas não pode utilizar qualquer meio para realizar a troca. Tem que subtrair. Em suma, juntou a fome (elementos objetivos) à vontade de comer (elementos subjetivos).</p>
<p><br />Há uma corrente de pensamento que trata a prática de crime como sendo uma atividade econômica e considera o criminoso como um agente econômico que responde a incentivos econômicos dispersos na sociedade, mobiliza recursos produtivos, faz investimentos, assume riscos e decide quanto tempo quer alocar na atividade legal e/ou ilegal.</p>
<p><br />Segundo essa corrente, os níveis educacional e cultural dos indivíduos e as possibilidades de sucesso do crime - características estruturais - somadas às características conjunturais, permitem explicar o avanço sistemático da criminalidade nas principais regiões do país. Altos índices de desemprego e concentração de renda e baixos níveis de educação e rendimento do trabalho, somados às (in)eficiências das polícias e da Justiça (porque para a burguesia são bastante eficientes), por certo contribuíram para o crescimento e o agravamento do problema da criminalidade. Dessa forma, qualquer tentativa de implementar políticas públicas de combate à criminalidade, sem levar essas questões socioeconômicas em consideração, está fadada ao insucesso. O comportamento criminoso não é visto como uma atitude simplesmente emotiva, irracional ou antissocial, mas sim como uma atividade eminentemente racional, que encontra razão de ser nas próprias condições que o sistema cria e potencializa.</p>
<p><br />Há toda uma lógica e uma estrutura criada para que a violência e o crime existam, afinal, servem de justificativa para medidas econômicas e de segurança, sejam elas de caráter e controle social, ou para dar lucro às empresas (indústria bélica e de segurança privada). Assim, quanto maior o nível da atividade econômica criminosa, maior também será a probabilidade de aumentos nos índices de crime. Isto nos faz refletir e concluir que dentro dessa sociedade será impossível resolver o problema da criminalidade e da violência; ao contrário, é essa sociedade capitalista a que cria as condições objetivas (desemprego, pobreza, indústria do crime, etc) e subjetivas (apologia ao crime, individualismo, etc) para que essa situação se reproduza e se agrave. A criminalização da pobreza é certamente mais um negócio rentável, é um pilar do sistema capitalista.</p>
<p><br /> <br /><b>Sucursal São Paulo</b><br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T01:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/politica/cachoeira-corruptiva-derruba-instituicoes-em-goias">
    <title>Cachoeira corruptiva derruba instituições em Goiás</title>
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    <description>A “Operação Monte Carlo” ou também conhecido caso Carlinhos Cachoeira, com base no estado de Goiás, é um dos maiores exemplos de como o crime organizado permeia as hostes do capitalismo. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A “Operação Monte Carlo” ou caso Carlinhos Cachoeira com base no estado de Goiás é um dos maiores exemplos de como o crime organizado permeia as hostes do capitalismo. Como o sistema capitalista é reconhecidamente anárquico em sua essência mercadológica, elementos como o “empresário” citado passam a comprar pessoas para chegar aos seus objetivos, e o que é pior, influindo inclusive nas questões de estado com aprovação de leis que facilitam a contravenção.</p>
<p>Os goianos assistiram cair por terra todos as instituições do sistema, incluindo ai a confiança em políticos locais que se autodenominavam paladinos da ética e da justiça como foi o caso do Senador Demóstenes Torres, “pivô” dos acontecimentos.</p>
<p>Todos os poderes estão contaminados, podendo ser um fenômeno de fácil explicação: para a ampliação de seus “negócios” é necessário influencia na política, o que faz do político corrupto e corruptor presa fácil para o dinheiro disponível e não declarável gerado pela contravenção as leis.</p>
<p>O mecanismo é o mesmo que motivam estados capitalistas como a Colômbia em que parte de sua economia é dominada pelo narcotráfico, configurando-se o que especialistas da burguesia chamam de “governo paralelo”. Na verdade, e na sua essência, é o mesmo estado burguês aberto ao livre mercado especulador e a corrupção disseminada pelo comércio ilegal, infiltrado por bandidos.</p>
<p>As leis eleitorais brasileiras permitem no livre mercado da democracia burguesa que uma campanha política tenha preço. Milhões gastos sem restrição para iludir as massas. Nas eleições dentro do capitalismo o pleito se transforma nitidamente em um duelo de marqueteiros e um concurso de simpatias: como melhor vestir, o que falar, etc..tudo “cientificamente” programado para agradar o eleitor sem qualquer fundamento ou conteúdo, assim destinado à busca insana pelo poder.</p>
<p>A “cara de pau” é tanta que em uma das várias gravações captadas, o empresário Fernando Cavendich, dono da Construtora Delta, empresa ligada a Cachoeira, afirma que “se eu botar 30 milhões nas mãos de político, sou convidado para coisa pra...”, brincando com as instituições e demonstrando a origem predatória da política nacional.</p>
<p>Cachoeira é fruto do sistema. Dada a quantidade de denunciados entre políticos de todas as matizes e partidos, a “operação abafa” já esta em curso. Outros “Cachoeiras’ surgirão enquanto não houver um limite para a exploração do homem pelo homem, passando a construção da sociedade socialista que irá extirpar a influencia financeira na escolha política, parte fundamental da construção de uma verdadeira democracia.</p>
<p>Atualmente está surgindo em Goiás um movimento de protesto que no último dia 14/04 reuniu mais de cinco mil pessoas nas ruas em frente à sede do governo estadual. Lamentavelmente, sem organicidade, a tendência da manifestação é generalizar a política e os políticos como “todos” responsáveis pelo caos, pregando a ilusão do “voto nulo” e propostas que “assaltam ao céu”, sem saída para a crise. Cabe aos comunistas revolucionários intervir e direcionar o movimento para que não se torne um Occupy Wall Street sem perspectivas.<br /><br />Laércio J. da Silva - Goiás</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T01:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/politica/trabalhadoras-do-mundo-contra-os-efeitos-da-crise-do-capital">
    <title>Trabalhadoras do mundo contra  os efeitos da crise do capital</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/politica/trabalhadoras-do-mundo-contra-os-efeitos-da-crise-do-capital</link>
    <description>O Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo (CLCN) esteve presente no XV Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) realizado em Brasília.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Do dia 8 a 12 de abril foi realizado o XV Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) em Brasília. O Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo (CLCN) esteve presente e o Jornal Inverta aproveitou para falar com algumas das delegadas ao evento, que reuniu cerca de 300 delegadas e convidadas de 51 países dos cinco continentes.</p>
<p>Um Congresso dessa amplitude nos permite visualizar como o proletariado do mundo inteiro compartilha, ainda que nem sempre tenha consciência de sua constituição internacional, os efeitos comuns do capitalismo. Ainda que tais efeitos pareçam recrudescer ainda mais naquelas economias dependentes do centro, através da superexploração, os resultados são sentidos pelo povo pobre onde seja que o capital o encontre. Nos países centrais: Do Japão, cujas mulheres ainda sofrem com os efeitos a longo prazo das armas atômicas sobre elas lançadas como cobaias da indústria bélica, aos Estados Unidos, o centro imperialista que sustenta uma população desocupada de 23.5 milhões de pessoas. Os efeitos se fazem sentir também nas economias em ascensão como o Brasil, cuja prostituição infantil e o tráfico de mulheres explicitam a mercantilização do ser humano; e em decadência como a Grécia, cujas delegadas nos confessaram: o comunismo é nossa única esperança. E nas várias regiões do mundo os direitos dos povos são submetidos aos interesses privados de maneira mais bárbara, como no Sudão, onde mulheres são torturadas diante de seus companheiros como ferramenta dos exércitos em seu trabalho de inteligência.</p>
<p>Nas plenárias do dia 9 de abril sobre A crise do capitalismo, mulheres do mundo inteiro nos pintaram, com tons de roxo e vermelho, um triste quadro que só beneficia as burguesias regionais. Entre os relatórios das companheiras latino-americanas, a delegada do Partido Comunista da Colômbia nos explicou como os TLC’s neoliberais e o estado repressivo promoveram a desorganização da classe trabalhadora, aumentando a exploração – com 22% de desempregados em sua maioria mulheres – e a concentração de terra – que hoje permite que 98,7% da população aceda a apenas 30% da terra. No México, o sistemático femicídio tão noticiado nas fronteiras, campo de sangrentas batalhas entre o capital legal e o ilegal (como o tráfico de armas, drogas e trabalhadores), é parte de uma violência generalizada onde quem sai perdendo é o povo, vítima permanente dessas disputas, produzindo cifras para a crise que se assemelham às de guerra: 35.000 mortes nos últimos quatro anos.</p>
<p>A delegada dos EUA denunciou que seu país, em posição belicista para resolver as consequências da crise capitalista, pretende invadir o Irã mesmo que os especialistas já afirmaram que lá não tem armas nucleares. A mesma afirmou que os cidadãos americanos estão em campanha contra a guerra no Irã.<br />A guianesa entrevistada pelo jornal INVERTA, Mitradevi Ali, chamou atenção nessa plenária ao perigo da guerra iminente, já anunciada pelo comandante Fidel Castro. A também embaixadora de Guiana em Cuba chamou as presentes a estarmos atentas ao fascismo, que “virá, ainda que seja com cara nova” e para não nos deixar confundir, porque “o imperialismo usará temas aos quais somos sensíveis, como a violência doméstica, para justificar uma intervenção militar”, cuja barbárie deixa a violência doméstica em um “plano secundário”.</p>
<p>Em sua Declaração Final, o Congresso também denuncia todas as formas de colonialismo e neocolonialismo, especialmente nos casos do Saara Ocidental e Porto Rico; e afirma seu apoio à soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas.</p>
<p>A luta do povo saaráui, território invadido por Marrocos em 1975 e que figura até hoje na lista da ONU de “territórios não autônomos” (como as Malvinas) é muito pouco conhecida no Brasil, ainda que não seja uma história para nós estranha. Enquanto Suelma Beiruk, representante da República Árabe Saaráui Democrática (RASD – no Saara Ocidental) ante o Parlamento Africano, compartilhava conosco a história de seu povo, era impossível não enxergar nas investidas militares e terroristas do império, certa semelhança com o que vive muito perto daqui o povo colombiano, submetido a ataques inesperados pelas forças de repressão, campanhas de terrorismo aplicadas à população, emigração forçada, ocupação de terra, organização política de resistência, luta armada; assim como o que vive o povo palestino com o contínuo desrespeito de Israel às leis internacionais, políticas terroristas de estado, um muro que separa famílias e constantes invasões ilegítimas. Com as vítimas dessas invasões também se solidarizaram as mulheres deste Congresso.</p>
<p>Ainda que Suelma tenha concordado com nosso jornal que “é verdade que se desconhece muito a situação do meu povo e a situação de outros países, acima de tudo, de povos que lutam. Porque a informação, os meios de informação não chegam aqui [no Brasil]”, porém, nos indicou que “o mais triste é que as vezes os que sabem disso não o condenam”, se referindo até mesmo a algumas delegadas da FDIM, da qual a RASD é membro constituinte. <br />No evento o INVERTA conversou com a representação da Coreia Democrática, que durante o evento conquistou a atenção de vários congressistas. A representação nos falou sobre o objetivo da delegação e dos objetivos conjunturais da Coreia.</p>
<p>“Estamos aqui com uma exposição de fotos, livros e artesanato da República Popular Democrática da Coreia. Para o nosso governo e para as nossas mulheres este trabalho de divulgação é muito importante, porque nesse ano, no dia 15 de abril, nós comemoramos o centenário do nascimento do nosso presidente Kim Il-Sung. Ele é fundador do nosso país, a Coreia Socialista, e também considerado presidente eterno da nação coreana.</p>
<p>Por esse motivo estamos participando desse VX Congresso da FDIM. Nossa delegação, composta de quatro mulheres, chegou aqui com muito artesanato, fotos e livros que divulgam sobre nosso país. Através dessas fotos podemos mostrar como estão vivendo os coreanos, e [aprender] sobre as conquistas das lutas anti-imperialistas e para salvaguardar nossa independência e a soberania do nosso país.</p>
<p>Apesar da situação na península coreana estar cada vez mais difícil devido a essas provocações dos imperialistas ianques e das autoridades conservadoras da Coreia do Sul, o nosso povo - reunido firmemente sob a liderança do primeiro secretário do Partido do Trabalho da Coreia, também comandante supremo do nosso Exército Popular da Coreia, camarada Kim Jong-Il – está trabalhando para conseguir nossa meta atual, que é construir um país potente e próspero; que seja economicamente muito importante também; e conseguir a reunificação da nação coreana.”</p>
<p>As várias delegadas em diferentes plenárias enfatizaram que a luta das mulheres não é e nem deve ser contra os homens, mas, segundo consta na página da Federação, “muito pelo contrário, visa contribuir com a unidade entre homens e mulheres no sentido de reforçar a participação e a promoção da mulher de forma que ambos se unam”.</p>
<p>Tendo sido em algum momento acusada pelo imperialismo de “braço feminino do comunismo internacional”, a FDIM já não carrega as mesmas bandeiras nem a mesma estrutura de outrora, e as contradições não são alheias ao principal evento dessa organização de mulheres. Porém, o consenso atingido pelas várias organizações de base presentes, sintetizado em sua Declaração Final, ressalta que o XV Congresso se “realizou no contexto de uma profunda crise estrutural capitalista” e expressa também sua solidariedade à luta palestina e pela devolução dos territórios ocupados, ao fim do bloqueio econômico de Washington contra Cuba, e à campanha pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos injustamente nos Estados Unidos. Marcia Campos foi eleita para a terceira gestão e junto com ela cinco companheiras representando cinco regiões: América, Europa, Países árabes, África e Ásia.<br /><br />Osmarina Portal e Júlia Pereira</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T01:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/especial-esporte/a-queda-de-um-cartola-arrogante-e-corrupto">
    <title>A queda de um cartola arrogante e corrupto</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/especial-esporte/a-queda-de-um-cartola-arrogante-e-corrupto</link>
    <description>Felizmente, caiu mais um cartola que desde 1989 esteve à frente da Confederação Brasileira de Futebol. Durante muitos anos, Ricardo Teixeira foi denunciado várias vezes, quando deveria, no mínimo, ser investigado por duas CPIs.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Felizmente, caiu mais um cartola que desde 1989 esteve à frente da Confederação Brasileira de Futebol. Durante muitos anos, Ricardo Teixeira foi denunciado várias vezes, quando deveria, no mínimo, ser investigado por duas CPIs.</p>
<p>Com a conquista do pentacampeonato na Copa de 2002, aliás, a pior Copa de todos os tempos, só superada pela Copa de 1994, realizada nos Estados Unidos, Ricardo Teixeira devido a várias acusações e denúncias e quando tudo indicava que seus dias como presidente da CBF estariam contados, conseguiu se safar. E com a simpatia do presidente Lula, Ricardo Teixeira ainda foi beneficiado com a escolha do Brasil, em 2007, como sede da Copa do Mundo de 2014, aliás, uma escolha demagógica e apressada.</p>
<p>E tudo indicava que Ricardo Teixeira seguiria os passos de seu sogro João Havelange, eleito em 1974 para presidir a FIFA, quando foi substituído pelo suiço Joseph Blatter. O novo presidente da FIFA chegou, na época, a ser denunciado pelo então presidente da UEFA, o sueco Lennart Johansson por ter comprado voto do presidente da Federação de Futebol da Somália, Mohiadin Hassan por cerca de 100.000 dólares.. Segundo informações divulgadas na época, outros dirigentes de federações também receberam dinheiro, na véspera da eleição, para votarem em Blatter.</p>
<p>Enquanto isso, é simplesmente inaceitável jogadores de futebol serem vendidos por quantias que dariam para matar a fome de todo o Nordeste. Juca Chaves tinha toda a razão quando afirmava, lá pelos anos 60, que o futebol era o ganha-pão da imprensa. Mas mais inaceitável e revoltante ainda é ver os meios de comunicação tratarem delinquentes como George “Baby” Bush, Fernando Henrique, Berlusconi, Sarkozy, Tony Blair, Álvaro Uribe como estadistas. E, anteriormente, Demóstenes Torres como a reserva moral do Senado Federal, principalmente, quando essa figura sinistra e corrupta usava outro  delinquente,  escroque e corrupto o senador Expedito Torres  (senador sem um voto que de tão corrupto, já teve seu mandato cassado) para atacar os anistiados, vítimas dos bandidos civis e fardados, que assaltaram o poder e os cofres públicos, derrubando um governo legalmente constituído, a serviço de  uma potência estrangeira.</p>
<p>Mas mesmo com as CPIs impedidas de tornar uma realidade um processo judicial na Suíça, quando se reuniram provas convincentes de que o presidente da CBF, juntamente com seu sogro, João Havelange, teria recebido propina da multinacional ISL. Segundo informações, o Ministério Público do Distrito Federal aceitou denúncias contra a empresa Ailanto, vinculada a Teixeira por ter se apoderado da quantia de 1,1 milhão de reais da promoção da partida, entre as seleções brasileira e portuguesa, realizada em 2008, em Portugal.</p>
<p>O futebol no mundo tornou-se um grande negócio. A intromissão das empresas multinacionais nos assuntos internos do futebol, o sistema neoliberal, a presença dos chamados empresários, a atuação desastrada de vários cartolas tais como Eurico Miranda, Caixa D’água, Kleber Leite, Márcio Braga, Farah, Castor de Andrade e muitos outros são os principais motivos pela crise econômica, que atravessa o futebol brasileiro, hoje, grande exportador de jovens promissores para o continente europeu, para o mundo árabe e, até mesmo, para o continente asiático.<br />Quando a juventude atual busca como ídolos, jogadores de futebol, atores, cantores, é porque perderam a perspectiva de uma vida digna, de viver num país justo, soberano e independente de verdade.</p>
<p>Os 21 anos do nazimilitarismo, ao silenciar uma juventude brilhante, inteligente, corajosa, teve como consequência esta péssima representação que temos hoje em dia, nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas, nas prefeituras, nos governos estaduais, na Câmara Federal, no Senado. Isso sem contar com o Poder Judiciário, que se tornou um covil de bandidos togados.</p>
<p>Com o monopólio das comunicações, o processo de alienação é terrível e está contribuindo para a criação de uma geração apática, alienada, despolitizada, displicente, medíocre sem a menor noção do que seja um ato de solidariedade.</p>
<p>E com a falta de perspectiva, os jovens partem para a violência quer nos estádios ou em vários logradouros públicos agredindo homossexuais, negros, população de rua, que põe em cheque aquele mito de que o povo brasileiro é um povo pacífico e ordeiro, quando na verdade, o dia a dia, demonstra ser um povo violento.</p>
<p>De qualquer maneira, o futebol brasileiro, aos trancos e barrancos, tem se livrado de figuras sinistras, embora ainda falte muito para uma limpeza total, começando por Ricardo Teixeira.</p>
<p><br />Outras figuras nocivas ao futebol são os chamados empresários que atuam aqui e lá fora. Espertinhos, ficam ricos da noite para o dia à custa dos clubes e jogadores de futebol. Acho que deveria haver uma CPI para investigar, profundamente, a atuação de empresários no futebol brasileiro.</p>
<p>A corrupção no futebol não está fácil. Aliás, não é só na CBF que existe a necessidade de uma faxina total a começar por Ricardo Teixeira que acaba de renunciar. O presidente da FIFA, Joseph Blatter também deveria ser posto pra fora da entidade de grau superior, para o bem do futebol mundial.</p>
<p>É profundamente lamentável que o futebol sendo um esporte coletivo, seja uma categoria tão desunida. Na verdade, o individualismo predomina. A grande maioria dos jogadores, que recebe altíssimos salários, só pensa neles mesmos. Atualmente, o futebol é um grande comércio.</p>
<p>Outra coisa que nem todos os aficionados do futebol sabem é que só as grandes vedetes têm espaço na mídia. A grande maioria ganha mal e, além disso, os jogadores não prestigiam a sua organização de classe, que é o Sindicato. Resultado: jogadores talentosos, verdadeiros craques como Rubens e Jadir (Flamengo), Garrincha, Jorge Mendonça. Paulinho (centroavante do Botafogo), Ipojucan (Vasco e Portuguesa) e outros morreram na miséria. Não existe a menor solidariedade na categoria.</p>
<p>Com a entrada das multinacionais no ramo, o futebol se transformou num grande negócio e num bem de poucos. Grandes negócios com as transferências para o exterior e os clubes não só brasileiros cada vez mais endividados. Os grandes clubes brasileiros Vasco, Corinthians, Palmeiras, Botafogo, São Paulo devem milhões ao INSS. Na década passada, predominavam as estrelas de Ronaldo, Ronaldinho, David Beckham, Zidane, Figo, para citarmos apenas alguns exemplos. E hoje em dia, Messi, Ibrahimnovic, Inersta, Xavi, Marcelo, Cristiano Ronaldo, Robinho, Roben e outros. Aqui no Brasil, a grande revelação do Santos, Neimar, com apenas 20 anos, já percebe mais de 3 milhões de reais mensais entre salário e publicidade. É incrível, mas chegamos a uma situação que jogadores de futebol são “vendidos” por quantias que dariam para matar a fome de todo o Nordeste. Isso é o que se pode também chamar de concentração de renda.</p>
<p>Vejamos com o que acontece com a concentração de renda também no mundo do futebol. Apenas 3,7 por cento dos jogadores profissionais, relacionados na CBF recebeu mais de 20 salários mínimos no ano de 1999, ou seja, apenas 765 dos 20.496 jogadores registrados na entidade, ganhariam mais de 2.720 reais mensais, segundo o pesquisador Sérgio Rangel.</p>
<p><br />No fundo, a situação da grande maioria dos jogadores de futebol, aqui no Brasil, principalmente dos chamados clubes pequenos, não é diferente de outros trabalhadores. Vivemos uma época em que a mediocridade avança em todos os campos. Falsos líderes, artistas, atletas são fabricados pela imprensa e pelas grandes empresas. Na verdade, algumas “estrelas” não passam de uma grande mentira.</p>
<p>Até hoje, não deu para entender a complacência do governo do presidente Lula com Ricardo Teixeira. Por ocasião da derrota da seleção brasileira na partida contra a França, Lula ligou para Ricardo Teixeira para manifestar sua solidariedade para com o cartola. Ricardo Teixeira já deveria estar na cadeia há muito tempo.</p>
<p><br />E o futebol, um esporte de massas, infelizmente, ainda vai continuar sendo um meio de alienar ainda mais esse povo sofrido, humilhado, enganado, explorado.</p>
<p><br />A falta de perspectiva para a juventude de um futuro promissor, não somente no Brasil, mas em todo o mundo, em consequência deste regime capitalista selvagem, muitos jovens partem para a violência que, por sinal, está em toda a sociedade cada vez mais enferma, individualista, egoísta, consumista, mercantilista, tecnológica, incapaz, medíocre, oportunista, corrompida. A violência toma conta do mundo. Não dá para resolver o problema da violência sem o fim da miséria, sem o fim da injustiça, com a falta de cultura, educação, emprego, assistência médica, salários decentes.</p>
<p>A violência no futebol já matou 1.500 pessoas desde 1971. Um relatório da FIFA sobre violência em estádios de futebol foi divulgado há dias atrás. Segundo foi anunciado, esse número é o resultado de uma pesquisa, que incluiu conflitos antes, durante e depois dos jogos de campeonatos em várias partes do mundo. A tragédia de Port Said, no Egito, ocorrida no mês de fevereiro, onde 76 pessoas perderam a vida, não consta do relatório. O relatório informa ainda que cerca de 6.200 pessoas ficaram feridas.</p>
<p>Com os preparativos para a Copa do Mundo, populações inteiras estão sendo removidas para longe dos grandes centros. Em algumas favelas de São Paulo vem acontecendo incêndios estranhos.</p>
<p>Para a Copa do Mundo realizada na África do Sul foram gastas quantias fabulosas com a construção de grandes estádios, hoje, muito mal utilizados. Um grande desperdício para um país situado num continente com problemas terríveis e com trinta por cento da população contaminada com o vírus da AIDS.</p>
<p>Com a renúncia de Ricardo Teixeira, que ficou rico durante seu longo mandato na CBF, finalmente aconteceu algo positivo, o que significa mais uma etapa para a moralização, democratização do futebol brasileiro. Anteriormente, ou seja, há alguns anos atrás, o impeachment do ex-presidente do Flamengo Edmundo Silva e do complicado e corrupto presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, já representou um pequeno passo para o afastamento de cartolas corruptos, embora haja muita coisa por fazer, principalmente, de saída, acabar com a impunidade no cenário esportivo e em todos os setores da República. Há dias atrás, mais três jovens torcedores perderam a vida. Um verdadeiro absurdo!</p>
<p>A violência de hoje e a proliferação das atividades criminosas é consequência da impunidade dos sequestradores, estupradores, assassinos,  do terrorismo de Estado, afinal, um grande exemplo e incentivo para os criminosos de hoje. Ultimamente, a população de rua em vários estados está sendo covardemente agredida por delinquentes filhos das classes médias altas e da burguesia. E o pior é que esses marginais fantasiados de gente bem, filhinhos de papais corruptos, continuam impunes.</p>
<p>A crueldade da criminalidade está tornando cada vez mais dramática a situação dos direitos humanos no Brasil. Isso sem contar nas ONGs picaretas que foram e são formadas para não fazer nada mesmo e têm como objetivo desmoralizar as verdadeiras entidades, que lutam para que se ponha um fim às graves violações dos direitos humanos. O crime subproduto da pobreza está contribuindo para aumentá-la ainda mais. E com isso, setores da classe média e alta, aliados aos abutres da imprensa corrupta, clamam por medidas mais repressivas contra a população pobre.</p>
<p>A criminalização dos movimentos sociais é uma realidade. Vivemos um tempo de suspensão de direitos. Mesmo após o fim da ditadura militar, a tortura continua existindo nas prisões brasileiras, apesar de ser considerada crime hediondo pela Organização das Nações Unidas. A sociedade precisa tomar posição contra as graves violações dos direitos humanos, não só em termos de tortura, mas também contra as terríveis condições carcerárias, contra a violência policial e a impunidade. O Brasil tem uma das piores distribuições de renda do continente. Poucos que têm tanto e tantos que têm tão pouco. O povo brasileiro não pode deixar se iludir com as manipulações, pregações das elites encurraladas e da chamada grande imprensa para confundir defesa dos direitos humanos com conivência com o crime, clamando por medidas mais repressivas. Na verdade, fica difícil discutir o problema da violência sem justiça, com falta de educação, com a miséria, desemprego, sem distribuição de renda, com milhões de Sem Teto, Sem Terra, sem democratização dos meios de comunicação.</p>
<p>Está na hora do povo brasileiro mobilizar-se contra a miséria, a pobreza em que sobrevivem mais de 50 milhões de brasileiros, contra todo tipo de abuso, inclusive, da indústria farmacêutica, contra os tubarões do ensino, contra o vergonhoso salário mínimo, contra os péssimos programas de televisão, que contaminam as cabeças das crianças, contra os banqueiros que não pagam impostos, contra os ladrões do colarinho branco, contra os políticos corruptos, contra os bandidos togados que no dizer da presidente do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, integram o Poder Judiciário devido à falta de transparência e mecanismos de controle nos tribunais. Sem medidas efetivas para realização de reformas que o Brasil necessita, as medidas contra a violência nos estádios, nas escolas e outros setores do país, serão apenas para inglês ver.<br /><br /><b>Delson Plácido</b></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-05-05T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/social/parar-a-transposicao-e-melhor">
    <title>Parar a Transposição é melhor</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/social/parar-a-transposicao-e-melhor</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A transposição de águas do rio São Francisco para o Nordeste (Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará) foi um projeto errado do importante PAC do governo Lula.</p>
<p><br />Sem transposição, apenas com irrigações nas margens do rio, em Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia, os peixes do mar, de água salgada, já estão penetrando no rio São Francisco 100 km a partir do oceano Atlântico.</p>
<p><br />Nas proximidades das margens do São Francisco, nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e, principalmente, Bahia, existem vastas extensões de terras áridas, de caatingas e outras terras, que merecem e precisarão de irrigação, tão logo as demandas de produtos vegetais e de origem animal se tornem efetivas. Nessas vastas extensões moram centenas de milhares de pessoas, nos campos e em cidades, vilas, arraiais e lugarejos que são tão ou mais carentes de água, para o abastecimento de suas casas, do que moradores dos sertões da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.</p>
<p><br />Assim, é fundamental reservar futuras absorções de água do São Francisco para projetos nos 4 estados ribeirinhos. As barragens de 3 Marias, Sobradinho, Paulo Afonso, e outras em seus afluentes, devem suprir água para essas futuras irrigações, sem afetar a produção de energia elétrica da CHESF e sem aumentar a invasão de água salgada do oceano no rio São Francisco.</p>
<p><br />A notícia da paralisação de vários trechos da gigantesca e dispendiosíssima obra de transposição para o Nordeste, com necessidade de bombeamento de água até 300 metros de altura é o momento de parar definitivamente esse projeto megalómano, que só faz enriquecer empreiteiras ou desgastar e exigir recursos para batalhões de engenharia do Exército.</p>
<p><br />Esses empreiteiros e batalhões de engenharia do Exercito poderão e deverão ser aproveitados em inúmeros projetos de pequenas adutoras a partir de muitos dos 70 mil açudes do Nordeste, bem como de abertura de poços profundos para tirar água abundante e límpida de vastos reservatórios naturais subterrâneos e para a construção de milhares de reservatórios, cata ventos, etc, em inúmeras fazendas e localidades, que tem sido a orientação do Engenheiro Manoel Bomfim Dias Ribeiro, ex-diretor do DNOCS e um dos maiores conhecedores de recursos hídricos de subsolo do Nordeste.</p>
<p><br />O que o povo brasileiro já gastou com o infeliz projeto de “transposição do rio São Francisco” não tem mais jeito de recuperar. O fundamental é o governo federal parar essa inócua e gigantesca obra e destinar recursos para concretizar ideias do Engenheiro Manoel Bomfim Dias Ribeiro e de outros especialistas, realistas e objetivos, em obras a partir de açudes e de poços profundos para prover água limpa e suficiente para moradores nordestinos das regiões semiáridas.<br /><b><br />Aristeu Barreto de Almeida</b></p>]]></content:encoded>
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    <dc:creator>admin</dc:creator>
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    <dc:date>2012-05-05T00:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/social/a-saude-de-bom-jesus-de-itabapoana-pede-socorro">
    <title>A saúde de Bom Jesus de Itabapoana pede socorro</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/social/a-saude-de-bom-jesus-de-itabapoana-pede-socorro</link>
    <description>Em Bom Jesus de Itabapoana-RJ, o único hospital que trata da população passa por vários problemas, como a falta de recursos, pagamento e valorização dos profissionais da saúde. Sobre isso, conversamos com Waldir B. Motta, dirigente do SESVI- Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviço de Saúde do Vale do Itabapoana.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O investimento na saúde da classe trabalhadora vai de mal a pior. É o que prova a triste realidade da população de Bom Jesus de Itabapoana, no estado do Rio de Janeiro. Lá, o único hospital que trata de toda população está passando por vários problemas, desde a administração, até a falta de recursos, pagamento e valorização do profissional da saúde. A confusão no hospital de Bom Jesus do Itabapoana começou ainda em 2009 e virou caso de Polícia. O caos começou com um escândalo financeiro. Cerca de 50 servidores dizem ter sido vítimas de um golpe do hospital. A direção teria convencido os funcionários a pegarem mais de R$ 5 milhões de empréstimos bancários consignados em nome da unidade, para pagamento dos salários. Esse dinheiro não chegou às mãos dos empregados, mas eles foram para no SPC. O caso é investigado pela Polícia Civil. Os 250 funcionários estão com salários atrasados há cinco meses e a maioria deixou de ir ao trabalho.</p>
<p>Quase todos os atendimentos no hospital São Vicente de Paulo estão suspensos. Apenas alguns exames são feitos e o posto de urgência funciona. No laboratório de análises clínicas, o serviço é mantido pela boa vontade dos trabalhadores. E, na recepção, uma única pessoa atende a cerca de 80 pacientes por dia.</p>
<p>O Hospital São Vicente de Paulo é uma entidade Filantrópica Administrada pelo Centro Popular Pró Melhoramento de Bom Jesus do Itabapoana. Este Centro tem uma diretoria eleita pelos associados; o presidente é quem escolhe o diretor-geral do Hospital, que no uso de suas atribuições escolhe os demais diretores.</p>
<p>Por ser Entidade Filantrópica tem que necessariamente atender 60% do total dos atendimentos prestados ao SUS.</p>
<p>Mantém convênio com outros Planos de Saúde, presta atendimento particular e ambulatorial. Além de atender o município onde está localizado, que possui cerca de 36.000 habitantes, ainda atende a população dos municípios ao redor de Bom Jesus.</p>
<p>O INVERTA foi até Itabapoana e conversou com Waldir Batista Motta dirigente do SESVI- Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviço de Saúde do Vale do Itabapoana que representa a categoria. Ele denunciou a situação do hospital, o abandono em que os funcionários e a população estão passando.</p>
<p>“Atualmente somos 217 funcionários. A luta hoje é para manter a Instituição funcionando com os trabalhadores com sua situação regularizada. Estamos com cinco meses de salário em atraso, dívida da Instituição com FGTS e INSS, nome no SERASA e SPC. Parte do problema veio se agravando há uns 10 anos aproximadamente com o aumento da dívida e a posição das autoridades, até janeiro de 2012 era de indiferença. A partir de janeiro houve uma sensibilização em torno do problema, atitudes vêm sendo tomadas, e aguardamos resultados”.</p>
<p>O sindicato, continua Waldir, e outras organizações sociais tem lutado em defesa do hospital: “Em novembro de 2011 o Sindicato se mobilizou começando, através de negociações com a diretoria do Hospital, a tentar encontrar soluções para a dificuldade que se instalou, não só na defesa dos funcionários, mas também dos médicos que não tinham vínculo empregatício e da própria Instituição no sentido de mantê-la, pois é de fundamental importância para a população do município e adjacências.</p>
<p>Não obtendo resultado nas negociações, o Sindicato optou por fazer paralisações, manifestações públicas, com o intuito de chamar a atenção das autoridades e da sociedade em geral.<br />A comunidade de Bom Jesus tem apoiado as atitudes do Sindicato e ajuda sempre quando solicitada. “A rádio, jornal, TV e o Promotor de Justiça Gino Bastos têm sido fundamentais na nossa luta, abrindo espaço para o debate público expondo a real situação do Hospital”.</p>
<p>Em toda essa trajetória, o apoio dos funcionários ao Sindicato foi de vital importância: “Sem funcionários o Sindicato não existe, portanto, quero agradecê-los e pedir para nos mantermos unidos, para juntos conseguir melhorias para nós funcionários, médicos, o Hospital e para o povo de Bom Jesus. E dizer que o nossa luta não é contra ninguém e sim a favor de todos, principalmente da classe trabalhadora” concluiu o presidente do SESVI.<br /><br /><b>Osmarina Portal</b><br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
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    <dc:date>2012-05-05T00:55:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/movimento/a-ditadura-civil-militar-48-anos-depois">
    <title>A ditadura civil-militar: 48 anos depois</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/movimento/a-ditadura-civil-militar-48-anos-depois</link>
    <description>No dia 1º de abril de 1964, com a ajuda dos Estados Unidos, o presidente João Goulart foi derrubado por um golpe militar. Nós, 48 anos depois, seguimos recordando esta data para que o nosso povo jamais se esqueça desse capítulo sangrento e triste da nossa história. Para que a memória de todos os lutadores e lutadoras que morreram por uma sociedade justa se mantenha viva!</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>No dia 1º de abril de 1964, com a ajuda dos Estados Unidos, o presidente João Goulart foi derrubado por um golpe militar. Nós, 48 anos depois, seguimos recordando esta data para que o nosso povo jamais se esqueça desse capítulo sangrento e triste da nossa história. Para que a memória de todos os lutadores e lutadoras que morreram por uma sociedade justa se mantenha viva!</p>
<p>Ao contrário do que dizem alguns militares, este golpe não foi uma revolução, mas sim um ato de traição nacional cometido contra o povo brasileiro. A verdadeira revolução estava sendo construída na organização dos trabalhadores e trabalhadoras e de todos os lutadores e lutadoras que se levantavam contra a nossa submissão frente ao imperialismo estadunidense, que se levantaram contra a exploração da elite sobre a grande maioria da população que se refletia na miséria e na difícil vida do proletariado, que se levantaram na luta pela sociedade socialista. Obviamente, essas lutas combinadas com as reformas econômicas e sociais que estavam sendo propostas pelo então presidente João Goulart, não agradavam as classes dominantes brasileiras e internacionais. Alguns saudosos da ditadura civil-militar brasileira, ainda hoje se referem ao golpe como “revolução de 64”. Quando afirmam tal absurdo, os defensores da ditadura mostram que subestimam a inteligência do povo. Mas, mesmo assim, é bom deixarmos claro: o que ocorreu no dia 1º de abril de 1964 foi um golpe de estado e não uma revolução. Na verdade, o correto seria afirmar que o golpe foi a vitória – temporária, diga-se de passagem – da contrarrevolução.</p>
<p>A história mostra que as revoluções derrubam uma ordem social determinada, instaurando outra; implicam na mudança das relações de produção vigentes por outras mais avançadas; implicam na destruição do aparelho estatal das classes reacionárias e sua substituição por um novo estado, onde as massas populares desempenham papel de donas do mesmo. O que o golpe civil-militar e a ditadura daí decorrente trouxeram para o povo em termos de mudança?</p>
<p>Tornou a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras ainda mais brutal, entregou de mãos beijadas tudo o que era produzido por esses/as trabalhadores/as aos países imperialistas, torturou e assassinou centenas de pessoas para garantir os interesses de opressão da burguesia.</p>
<p>A verdadeira Revolução Brasileira será construída e dirigida pelas massas populares do país, demandando um intenso processo de organização. Será dirigida contra as classes dominantes brasileiras e contra o imperialismo estadunidense; será uma Revolução Socialista comandada pelo proletariado.</p>
<p>Nossa homenagem aos\às camaradas que tombaram combatendo o arbítrio da ditadura civil-militar brasileira!</p>
<p>Viva a Revolução Proletária!</p>
<p>Por uma vedadeira Comissão da Verdade e da Justiça!<br /><br />J5J-SP</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Erika</dc:creator>
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    <dc:date>2012-05-05T00:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/movimento/fenaj-e-sindicatos-lamentam-assassinato-no-maranhao-e-defendem-federalizacao-de-crimes-contra-jornalistas">
    <title>Fenaj e sindicatos lamentam assassinato no Maranhão e defendem federalização de crimes contra jornalistas</title>
    <link>http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/458/movimento/fenaj-e-sindicatos-lamentam-assassinato-no-maranhao-e-defendem-federalizacao-de-crimes-contra-jornalistas</link>
    <description>Brasília – A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís (MA) e o Sindicato dos Radialistas do Maranhão lamentaram em 24/04, em nota conjunta, o assassinato do jornalista Décio Sá.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Brasília – A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís (MA) e o Sindicato dos Radialistas do Maranhão lamentaram em 24/04, em nota conjunta, o assassinato do jornalista Décio Sá, morto no dia anterior em São Luís (MA).</p>
<p>Na nota, as duas instituições pedem às autoridades locais a rápida apuração do crime e a punição dos culpados. Elas reivindicam ainda que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que federaliza os crimes cometidos contra jornalistas.</p>
<p>“É nosso dever exigir rigor das autoridades maranhenses na apuração dos fatos e na punição dos responsáveis pela morte de Décio Sá e, do Congresso Nacional, a aprovação do projeto de lei que estabelece a federalização dos crimes contra jornalistas”, diz o documento.</p>
<p>O jornalista Décio Sá foi assassinado em um restaurante da Avenida Litorânea, na capital maranhense. O crime ocorreu na noite de 23/04. Além do Blog do Décio, um dos mais acessados no estado, o jornalista era repórter da editoria de política de O Estado do Maranhão, pertencente à família do presidente do Senado, José Sarney.<br />A nota ressalta ainda “a atuação destemida” de Décio Sá e enfatiza que “seu covarde assassinato deixa entristecida toda a categoria dos jornalistas maranhenses e indignados todos os jornalistas brasileiros”.</p>
<p>“Jamais imaginaríamos que, vencido o período de regime de exceção e, ao alcançarmos a democracia, nos encontramos cercados por uma legislação penal tão estimulante para a prática de atos criminosos, onde a vida dos cidadãos nada vale diante da vingança banal dos bandidos, pistoleiros e mandantes”, destaca o documento.</p>
<p>As três entidades também ressaltam que a liberdade para o trabalho da imprensa é fundamental para o exercício da democracia. “Também é nosso dever repudiarmos as frequentes tentativas de cerceamento à liberdade de expressão no Brasil e, principalmente, a violência cometida contra jornalistas”, diz o documento.<br /><br /><b>Fonte: Agência Brasil</b><br /><br /></p>]]></content:encoded>
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    <dc:date>2012-05-05T00:55:00Z</dc:date>
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