Rap: Uma voz da indignação
Essa matéria foi publicada na Edição 459 do Jornal Inverta, em 06/06/2012
O termo RAP significa rhythm and poetry (ritmo e poesia). O RAP surgiu na Jamaica na década de 1960. Este gênero musical foi levado para os Estados Unidos (bairros pobres de Nova Iorque, como o Bronx) por jovens jamaicanos que deixaram a ilha em virtude crise econômica e social que corroía o país na década de 70.
O rap tem uma batida rápida e acelerada e a letra vem em forma de discurso, muita informação e pouca melodia. Geralmente as letras falam das dificuldades da vida dos habitantes de bairros pobres das grandes cidades que são geradas pelo sistema capitalista. As gírias das gangues destes bairros são muito comuns nas letras de música rap. O cenário rap é acrescido de danças com movimentos rápidos e malabarismos corporais. O break, por exemplo, é um tipo de dança relacionada ao rap.
Geralmente, o rap é cantado e tocado por uma dupla composta por um DJ (disc-jóquei), que fica responsável pelos efeitos sonoros e mixagens, e por um MC (Mestre de Cerimônia) que se responsabiliza pela letra cantada.
No Brasil, o rap só ficou conhecido a partir dos anos 1980. O lançamento, em 1988, do primeiro registro fonográfico de rap nacional, “Hip-Hop Cultura de Rua”, foi um feito marcante. Um dos grandes expoentes do estilo é o grupo Racionais MC’s, que usa uma linguagem típica dos guetos para levar sua mensagem contra a opressão imposta pelo capitalismo ao povo pobre das periferias. Destacam-se ainda pelo fato de rejeitarem as grandes mídias e os megafestivais.
Apesar da tentativa da indústria fonográfica de tentar adestrar e transformar em mercadoria o estilo, o rap sempre será uma das vozes da periferia contra a opressão e exploração do regime capitalista.
CLCN-CE/Núcleo Bela Vista

