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Análise do Manifesto do Partido Comunista

Essa matéria foi publicada na Edição 446 do Jornal Inverta, em 24/08/2010

Círculo de estudo do CEPPES resenha o Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels

Um espectro rondava a Europa no século XIX e, ainda hoje, em pleno século XXI, esse espectro se faz presente e continua rondando todo o Mundo – é o espectro do comunismo.


O comunismo sempre foi como um fantasma para os poderosos – que não sabem de onde ele vem, o que ele é, e o que realmente quer – que assustava e causava receios e preocupações, como a perda da sua  supremacia, tanto para a decrépita nobreza do Antigo Regime como para a moderna burguesia urbana detentora dos meios de produção; tanto para a elite conservadora no poder como para os elementos de oposição liberalista; tanto para os grandes proprietários de terras como para o pequeno burguês campesino; além de não estar bem claro para o próprio proletariado.


E foi justamente com o intuito de “trazer à luz” tal espectro e mostrarem claramente ao mundo qual era (e ainda é) seu modo de ver, bem como, quais eram (e ainda são) seus objetivos, suas tendências e responder a todos as refutações feitas pelos opositores às propostas dos comunistas para o Estado, a sociedade, e a economia, que Marx e Engels – elaboraram, pesquisaram e escreveram no Manifesto do Partido Comunista. Ele foi redigido em Londres no ano de 1848 e traduzido em seis línguas inicialmente.
Leitura obrigatória para todos aqueles que queiram conhecer mais a fundo o Marxismo – síntese dos pensamentos de Marx e de Engels –  O Manifesto chama atenção por seu estilo literário que engloba vários outros, como o estilo panfletário (muito usado, já, pelos Iluministas) e o estilo jornalístico, além de sua linguagem mordaz, implacável, ora cômica entre irônico e sarcástico e outras, séria e emotiva, poética e romântica.


A importância do Manifesto está em alguns pontos que precisam ser destacados; o primeiro deles foi o de, diferentemente dos outros tipos de socialismo que existiram (e de certa forma, ainda existem) – todos analisados  no Manifesto –  o socialismo proposto por eles – o científico – foi o único que reconheceu fatores históricos em todo o processo do crescimento político-econômico-social do mundo : “A história de todas as sociedades que existiram até hoje é a história das lutas de classes” , trazendo a luta do Homem livre X Escravo, Patrício X Plebeu, Barão X Servo e na nossa conjuntura atual Burgueses X Proletários). Também esclarecem o que seria o nosso Estado Moderno que segundo K. Marx e F.Engels “... não é mais do que uma comissão para administrar os negócios de toda classe burguesa”.


Deixam claro que as crises capitalistas são sempre crises de sobreprodução, ou seja o proletariado passa fome porque se produz comida demais, passa frio porque se produz agasalhos em excesso, que lógica estúpida dos capitalistas não?
Logo avaliamos, transportando para uma realidade atual que podemos observar os governos neoliberalistas e reacionários injetando milhões em capital em empresas privadas falidas e cortando gastos públicos, deixando o povo na miséria. 


Em seu segundo capitulo K. Marx e F. Engels vem a diferenciar os comunistas das demais forças políticas, a definir o que seria um capitalista e desmentir inverdades contadas pelos capitalistas sobre os comunistas.


Para K. Marx e F.Engels os comunistas não têm interesses separados de todo o proletariado, os comunistas fazem valer os interesses comuns dos proletários, independente de sua nacionalidade, sendo assim o setor mais decidido e impulsionador para a formação do Estado proletário.


Os comunistas têm como objetivos o derrubamento do domínio da burguesia, a conquista do poder político pelo proletariado e a abolição da propriedade burguesa, o que não significa abolir a propriedade fruto do trabalho, mas abolir a propriedade que faça explorar outro homem para obter riqueza.


Já ser um capitalista significa ocupar um papel na produção na produção não somente pessoal, mas também social, pois o capital não é um poder pessoal, é um poder social, portando devem pertencer a toda sociedade, sendo assim a burguesia usa o trabalho do proletário para obter lucro para classe dominante, enquanto na sociedade comunista o trabalho é para ampliar e enriquecer a vida dos operários.


O segundo ponto importante, parte diretamente do primeiro que é a pesquisa histórica que eles fizeram, nos deixando um excelente material de compreensão da toda sociedade burguesa conservadora, bem como das que existiram antes desta em outras épocas, que surpreende pela perspicácia e por sua atualidade mostrando que os meios usados por Marx e Engels para a compreender podem ainda ser usados hoje.


O terceiro e último ponto importante é o reconhecimento que eles fizeram de que só por meio da Revolução o proletariado conseguirá se constituir como classe, a propriedade privada burguesa será abolida, o processo de produção, apropriação e lucro capitalista serão extintos e melhores condições de vida serão asseguradas para todos.

Daniel Cruz e Gustavo Santos 



Antonietta
Antonietta says:
19/08/2012 15:10

eu gostei muito desta breve analise sobre o manifesto. Acredito que, sim, para esse tipo de revolucao acontecer - revolucao relatada por Marx e Engels - nao esta longe, contudo, enxergo que uma unica revolucao nao seria o bastante. Revolucoes devem ocorrer para melhores condicoes de vida aos proletariados serem vistas.

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