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O Brasil, a Venezuela e as relações políticas no Senado Federal

A comissão de Relações Exteriores e Defesa nacional, responsável pelos assuntos da política externa do país, manteve nas últimas semanas, discussões sobre o destino do Mercosul, tendo como principal assunto o ingresso da Venezuela neste mercado comum da região.

O Brasil, a Venezuela e as relações políticas no Senado Federal

Brasília - O senador Aloizio Mercadante (ao microfone) fala durante audiência pública, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, sobre a entrada da Venezuela no Mercosul (foto: Antonio Cruz/ABr)

A comissão de Relações Exteriores e Defesa nacional, responsável pelos assuntos da política externa do país, manteve nas últimas semanas, discussões sobre o destino do Mercosul, tendo como principal assunto o ingresso da Venezuela neste mercado comum da região.

A oligarquia financeira nacional e, principalmente, imperialista e internacional, a partir do voto contrário ao ingresso da Venezuela, proferido por Tasso Jereissati, senador do PSDB que, acompanhado por vários representantes da casa, inclusive pelo presidente do senado, José Sarney, além do ex-presidente Collor de Melo, estes últimos nomes, respectivamente das siglas partidárias PMDB e PTB, representam a defesa intransigente dos interesses desta fração capitalista, a ponto de alguns personagens políticos referidos terem aberto, inclusive, uma crise na base aliada do governo Lula.

Estas frações burguesas imperialistas são forças de pressão que, neste período de crise geral, permanente e estrutural do modo de produção capitalista, lutam pelo retorno de uma política subimperialista clara para o país e teria como conseqüência imediata o aumento do nível de dependência política ao capital estadunidense e europeu, em contrapartida, transformariam a relação de iguais que se desenvolve passo a passo entre as nações da América Latina e Caribe em hegemonia continental e parcial do Brasil, transmutado em representante do imperialismo, sobre estes países, principalmente, os países do Cone Sul.

A fração mais forte deste pensamento antipatriótico e lesa-pátria são as frações capitalistas paulistas, seus aliados da oligarquia conservadora e setores subservientes ao imperialismo ianque. Tasso Jereissati se inclui entre estas frações e seu veto à Venezuela representa na verdade, um veto ao progresso brasileiro, inclusive como país capitalista, e um retorno as políticas de interferência interna do imperialismo ianque em nosso país e subserviência geopolítica, trazendo todas as torturas do mundo do trabalho a um grupo de monopólios, e de testas de ferro destes em nosso país.  


Haroldo de Moura

 

 

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